Vale a pena
Monday, February 5th, 2007“Se a vacina é de solidão, ninguém vai te envenenar/ O oceano que te afundar será teu navegador/ É o que ouviu dizer, é o que sempre quis.”
Vale a pena - Gram
“Se a vacina é de solidão, ninguém vai te envenenar/ O oceano que te afundar será teu navegador/ É o que ouviu dizer, é o que sempre quis.”
Vale a pena - Gram
Procurando um texto meu no Pessoas do Século Passado, encontrei este texto, do Sidney Garambone.
Textaço, apesar de curto e dos acontecimentos que deram origem a ele.
Leitura obrigatória.
Como acima de Elvis não pode ter ninguém, ele vem logo depois: Michael Jackson.
Encontrei hoje, por acaso, o seu “Dangerous“, por meros 14,90. Não pensei duas vezes. Aliás, pensei sim. Mas fui pra fila e trouxe ele pra casa.
* A imagem ao lado é da capa do dvd, mas estou falando aqui sobre o cd…
Jacko é um daquele tipo de gênio que, infelizmente, faz burradas do tamanho de sua genialidade. Os escândalos nos quais se meteu, a questão da pele que até hoje ele afirma ser uma doença, as plásticas que, pode-se dizer, mutilaram seu rosto, tudo isso hoje é mais conhecido pela geração 90 do que sua música.
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Resenha do excelente romance “Valsa para Bruno Stein“, de Charles Kiefer, hoje, no Digestivo. Preciso dizer quem escreveu a resenha?
Trechinho:
“Charles Kiefer tem mais de 30 livros publicados, mas só no início de 2006 foi que ouvi falar no escritor gaúcho. Justo eu, quase um garimpeiro de bons livros e autores, que adora descobrir um romance ou escritor muito bom e pouco conhecido, para sair recomendando por aí… Pois agora, depois de ler o seu Valsa para Bruno Stein, considero uma grande injustiça não ter conhecido antes a prosa de Charles Kiefer.”
Clique aqui e leia o texto na íntegra.
Fernando Sabino, em “O tabuleiro de damas“, diz o seguinte:
“Em O encontro marcado pretendi deliberadamente usar minha vida como tema. Foi escrito num momento decisivo para mim. (…) Não teria condições de sobrevivência se não escrevesse sobre o que havia vivido até aquele momento.”
Já eu não teria condições de sobrevivência se não lesse, de tempos em tempos, o trecho a seguir de “O encontro marcado“.
“E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde… Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a algum lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático - tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro - a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio - mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia.”