Archive for February, 2007

Vale a pena

Monday, February 5th, 2007

“Se a vacina é de solidão, ninguém vai te envenenar/ O oceano que te afundar será teu navegador/ É o que ouviu dizer, é o que sempre quis.”

Vale a pena - Gram

A imagem do século

Monday, February 5th, 2007

Procurando um texto meu no Pessoas do Século Passado, encontrei este texto, do Sidney Garambone.

Textaço, apesar de curto e dos acontecimentos que deram origem a ele.

Leitura obrigatória.

O príncipe da música

Sunday, February 4th, 2007

Como acima de Elvis não pode ter ninguém, ele vem logo depois: Michael Jackson.

Encontrei hoje, por acaso, o seu “Dangerous“, por meros 14,90. Não pensei duas vezes. Aliás, pensei sim. Mas fui pra fila e trouxe ele pra casa.

* A imagem ao lado é da capa do dvd, mas estou falando aqui sobre o cd…

Jacko é um daquele tipo de gênio que, infelizmente, faz burradas do tamanho de sua genialidade. Os escândalos nos quais se meteu, a questão da pele que até hoje ele afirma ser uma doença, as plásticas que, pode-se dizer, mutilaram seu rosto, tudo isso hoje é mais conhecido pela geração 90 do que sua música.
(more…)

Valsa para Bruno Stein

Friday, February 2nd, 2007

Resenha do excelente romance “Valsa para Bruno Stein“, de Charles Kiefer, hoje, no Digestivo. Preciso dizer quem escreveu a resenha?

Trechinho:

Charles Kiefer tem mais de 30 livros publicados, mas só no início de 2006 foi que ouvi falar no escritor gaúcho. Justo eu, quase um garimpeiro de bons livros e autores, que adora descobrir um romance ou escritor muito bom e pouco conhecido, para sair recomendando por aí… Pois agora, depois de ler o seu Valsa para Bruno Stein, considero uma grande injustiça não ter conhecido antes a prosa de Charles Kiefer.

Clique aqui e leia o texto na íntegra.

O escolhido

Thursday, February 1st, 2007

Fernando Sabino, em “O tabuleiro de damas“, diz o seguinte:

Em O encontro marcado pretendi deliberadamente usar minha vida como tema. Foi escrito num momento decisivo para mim. (…) Não teria condições de sobrevivência se não escrevesse sobre o que havia vivido até aquele momento.

Já eu não teria condições de sobrevivência se não lesse, de tempos em tempos, o trecho a seguir de “O encontro marcado“.

E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde… Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a algum lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático - tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro - a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio - mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia.