Archive for July, 2007

Um beijo a mais

Tuesday, July 31st, 2007

Razões para não comprar um DVD pirata:

- Muitas vezes a gravação não é boa;
- A capa é uma xerox colorida muito mal tirada;
- Você ajuda a manter um comércio ilegal que fatura não sei quantos milhões por ano;
- Você é fresco e só compra CDs e DVDs originais.

Razões para se comprar um DVD pirata:

- O filme não vai entrar em cartaz nos cinemas de sua cidade. Aliás, NO cinema, porque na sua cidade só tem um, e lá não entra em cartaz filme que não vá lotar pelo menos as primeiras 5 sessões;
- A locadora onde você tem cadastro não vai comprar o filme; você sabe disso porque uma vez perguntou se eles tinham “Pergunte ao pó” e o dono da locadora retrucou “ao próprio?”. Além de ele te indicar coisas do tipo “Como perder um homem em 10 dias” e dizer que é um excelente filme, só porque está sendo muito alugado.
- Você não vai fazer cadastro numa locadora longe da sua casa só para alugá-lo. Você trabalha 10 horas por dia e mal tem tempo para se coçar. Comprando o filme você não paga multa na locadora (porque a locadora é longe e você certamente não irá devolvê-lo no prazo) e não corre o risco de devolvê-lo sem assistir;
- O DVD pirata custa três reais, o preço do aluguel.

***

Foi assim que comprei, no camelô, ”Um beijo a mais” (”Last kiss”) que, e isso eu só vim saber agora, é a refilmagem do filme italiano “O último beijo“. Cássia e eu assistimos “Um beijo a mais” no último domingo e gostamos muito. O final, que deixa o desfecho em aberto (putz, me superei nessa, ein?), é perfeito. Bem parecido com o final de “Sideways“.

Assim que o DVD original estiver com um precinho mais em conta, compro. Aliás, vou ver se encontro o italiano.

Homem lento, J.M. Coetzee

Monday, July 30th, 2007

O choque o colhe pela direita, duro, surpreendente e doloroso, como uma faísca elétrica, e levanta seu corpo da bicicleta. Relaxe!, ele diz a si mesmo enquanto voa pelo ar (voa pelo ar tão cheio de graça!) e de fato sente os membros obedientemente moles. Como um gato, diz a si mesmo: role, depois se ponha de pé, pronto para o que vier em seguida. A palavra pouco usual limber ou limbre também está à vista.Mas não é bem assim que as coisas acontecem. Seja porque suas pernas desobedecem, seja porque de momento está tonto (ouve, mais do que sente, o impacto do crânio no asfalto, distante, oco, como um golpe de marreta), ele absolutamente não se levanta; ao contrário, desliza metro após metro, sem parar, até se sentir quase embalado pelo deslizar.

Fica esticado no chão, em paz. É uma manhã gloriosa. O toque do sol é suave. Há coisas piores do que largar o corpo, esperar a força voltar. Na verdade, pode haver coisas piores do que tirar uma soneca rápida. Fecha os olhos; o mundo oscila debaixo dele, roda; ele apaga.

Por um momento, breve, volta a si. O corpo que voou tão leve no ar ficou pesado, tão pesado que não consegue levantar nem um dedo. E alguém está parado em cima dele, tirando-lhe o ar, um jovem de cabelo arrepiado e espinhas na testa. “Minha bicicleta”, ele diz ao rapaz, enunciando a palavra difícil sílaba por sílaba. Quer perguntar o que aconteceu com sua bicicleta, se cuidaram dela, já que, como é bem sabido, uma bicicleta pode desaparecer num relâmpago; mas antes de chegarem essas palavras ele apaga de novo.

Primeiro capítulo de “Homem lento“, do sul-africano J.M. Coetzee, que chegou aqui hoje. Genial.

Bom, vamos lá

Monday, July 30th, 2007

Não posso deixar de contar uma historinha e fazer o drama sobre minha volta pra cá, certo? Havia feito um post legal, mas como expliquei abaixo, tivemos que zerar tudo aqui.

Sábado à noite tive um piti e resolvi voltar pra cá. Ok, não foi tão piti assim, mas não vou falar o que provocou a volta. Mas então. Quando venho no blog ver como ele está, vejo um terrível erro no tal do mySQL, coisa que eu nem sabia que diabo era - e continuo não sabendo.

Isso foi antes das oito horas da noite. O ida à casa de minha bem-amada foi desmarcada, quando vi que não iria conseguir resolver o problema assim, facinho. Ela que me perdoe. E eu expliquei a ela. No mais, tava frio também. E ela estava vendo os caras lá do vôlei. Ao menos levaram o ouro.

Pois. De antes das oito fiquei fuçando na administração do servidor e do mySQL até às 3 e 30 da madrugada, que foi quando dei um ponto final nesse troço, resolvendo o problema. Ahá! Mexendo e mexendo fui descobrindo as coisas (hum… ambíguo isso, não?). Deixei o blog bonzinho, mas com certeza com erros em outros locais do servidor. Por conta disso, o Vinicius resetou tudo ontem (domingo) - pela manhã. E cá estou eu.

O template não será esse. Ainda vou colocar os links aqui, ajeitar outras coisas. Vai demorar, mas isso aqui vai ficar bonitinho. E estou pensando numas outras coisas também, vamos ver aí o que rola.

Como disse também num post abaixo, os posts do Breviário estão todos aqui. Os que têm link para outros posts de lá ainda estão com esses links, mas vou ajeitar isso também, no decorrer da semana.

A compensação

Sunday, July 29th, 2007

Depois que a literatura deixou de ser uma opção tão vigorosa e vital para um homem de ação quanto a conquista militar ou política - ou seja, depois qe virou uma opção para generais e políticos aposentados, mais compensação pela perda de poder do que poder, e uma ocupação para, enfim, meros escritores -, ela nunca mais recuperou sua respeitabilidade, na medida em que qualquer poder, por armas ou por palavras, é respeitável. Hoje a literatura só participa da política, do poder e da história como instrumento ou cúmplice. E não pode nem escolher que tipo de cúmplice pode ser.

Luis Fernando Verissimo, em “Banquete com os deuses”, livro que comprei em 2003 e até hoje não li. É mole?

Voltei pra cá

Sunday, July 29th, 2007

Pois, voltei pra cá. Tinha feito um post falando sobre a volta e todo o trabalho que ela deu, mas o Vinicius teve de deletar tudo pra refazer tudo de novo. Fiz o backup dos posts, que vocês podem ler abaixo, mas esqueci justamente do último. Paciência.

E deixem-me ir que vou encontrar minha bem-amada agora.

Pretensões literárias

Thursday, July 26th, 2007

* Publicado em 23 de março de 2007 no “antigo” Entretantos.

Eu sempre fui um tanto quanto retraído. Nunca fui de contar vantagem ou de sair divulgando uma ou outra conquista que tive aqui e ali.

Ultimamente tenho mudado um pouco isso. Contra a minha vontade, pra ser sincero. Se eu pudesse permanecer incógnito e fazer tudo o que tenho feito, seria perfeito. Mas o rumo das coisas me obriga a deixar um pouco de lado a timidez e divulgar o que ando fazendo.

Acho que foi no fim de 2005 que comecei a mandar algumas mensagens para minha lista no Orkut, divulgando o 3 Vozes, blog meu, do Thiago e do Dudu. Tínhamos sido o blog da semana do Jornal do Brasil, e depois disso me senti um pouco mais à vontade para divulgar o endereço. A idéia era expandir o blog, angariar mais leitores. Infelizmente a idéia não deu certo. O blog hoje encontra-se adormecido. Acordará no tempo certo.

Mas a questão aqui não é especificamente o 3 Vozes. A questão aqui é o “se expor”. Eu não gosto de me expor e faço o máximo para que isso não aconteça. Ao menos não de maneira desordenada e gratuita.

Aí você vem e me diz: “mas Rafael, você, escrevendo isso, já está se expondo”. Concordo. Só que estou falando de um outro tipo de exposição. A exposição de mim mesmo, nos posts aqui do blog, são apenas fagulhas de minha personalidade e absolutamente nada de minha vida. Se vocês observarem bem, aqui não há posts com detalhes de minha vida pessoal ou profissional. Eu evito falar de minha namorada, por exemplo. Agora eu a citei e deixei o link para o blog dela, só. Vai ser muito difícil vocês verem aqui algo além disso. (more…)

Que é isso, companheiro?

Wednesday, July 25th, 2007

Escritor é um bicho engraçado. Não todo escritor, é verdade. Esses novos aí, arrogantes, prepotentes e que querem ser popinhos (de “pop”).

Já perdi a conta de quantas vezes soube de um escritor reclamando de uma crítica a um livro seu. Ora, não quisesse ser criticado, não publicasse, ô caramba.

Todo crítico literário é, antes de mais nada, um leitor. E é o leitor que faz a interpretação dos livros que lê. Na maioria das vezes o leitor não fica querendo saber o que o autor quis dizer com a história. Ele entende o livro da maneira que lhe convém no momento da leitura. Não sou o único a achar que a leitura de um livro depende muito do momento pelo qual o leitor está passando. E isso interfere na questão do “gostar” ou “não gostar”. 

É óbvio que o crítico precisa colocar as emoções de lado e atentar para as questões linguísticas e literárias (estéticas) da obra. Precisa colocar de lado o gosto pessoal e ser imparcial para poder bem analisar a qualidade de um livro. Mas o crítico não é obrigado a enxergar em cada livro tudo o que este ou aquele escritor quis dizer. Se quisesse saber isso, entrevistaria o autor, ao invés de escrever uma resenha. Se ele, o crítico, critica algum livro, o faz porque é a sua opinião. Se a crítica é dura, paciência. O escritor precisa aprender a conviver com isso. O caso é que alguns não conseguem. Vejo escritores com 30, 40 anos de idade, reclamando de resenhas, como se fossem meninos birrentos que pedem à mãe um boneco no supermercado e a mãe diz que não vai comprar. Aí começam a encher o saco, berrar, pular, chorar.

Sou até suspeito para falar disso. No caso, para falar sobre “o que o autor quis dizer”. Vira e mexe sou mal-interpretado por um ou por outro, e fico danado comigo mesmo, por não ter conseguido expressar de maneira clara o que eu quis dizer. Mas enfim. Isso são outros 500.

O fato é que já soube até de escritor que ameaçou arrebentar as fuças de um crítico. Onde já se viu isso? O crítico precisa, sim, ser responsável em tudo o que diz. Mas ele pode, e deve, se sincero e se achar justo, meter o pau em um livro. No sentido de apontar as falhas de maneira sóbria e não-ofensiva. Se os “novos” (pois não são mais jovens autores) escritores começarem a reclamar de resenhas que criticam seus livros, vai chegar o momento em que o crítico vai criticar determinados autores de propósito, só pra ver o garotinho chorão ficar berrando. Quando isso acontecer, vai ser aquela coisa: o menino pirracento de um lado, o menino berrão do outro. Quem vai aguentar uma barulheira dessas?

Copa de Literatura Brasileira

Monday, July 23rd, 2007

Depois do Pan, vem aí a maior sensação da década. A Copa de Literatura Brasileira, um mega-evento-literário-esportivo. Ora, quem disse que não dá pra conciliar livros e esportes? Pois faremos nós a nossa parte.

Um grupo de 15 jurados fará o maior torneio literário que por aqui já se viu. Serão dezesseis livros (romances brasileiros) disputando o troféu da versão zero da CLB. O torneio terá 15 jogos, com direito a quartas-de-final, semi-final e a apoteótica final, que decidira o campeão da CLB.

Okey, okey, exagerei e fiz uma brincadeirinha com os esportes. Mas a idéia é boa, é séria, e vem sendo amadurecida há várias semanas. O Lucas Murtinho, a mente por trás de tudo (epa!), explica melhor e de forma mais séria no blog dele. Lá você confere também a lista de livros e jurados participantes.

O site da CLB está sendo (gerúndio certo) preparado e vamos estar fazendo os últimos ajustes para estar dando início às primeiras partidas. Assim que tiver novidades sobre a quantas anda a Copa de Literatura Brasileira #0, vou estar avisando aqui no blog (sucessão de gerúndios errados; deu pra aprender?).

Tudo pela Bahia

Friday, July 20th, 2007

Como vocês sabem - espero eu -, o senador pelo Estado da Bahia ACM (Antônio Carlos Magalhães) faleceu hoje pela manhã.

Quem mora fora da Bahia não tem noção do impacto que a morte de ACM tem sobre boa parte do povo baiano. Antônio Carlos não era visto com bom olhos pela maior parte do povo brasileiro. Mas, aqui na Bahia, ACM tinha grande prestígio. Tinha inimigos políticos e muita gente não simpatizava com ele, é verdade, mas a maioria dos baianos era eleitor de ACM e arrisco dizer que muita gente gostava dele de verdade, como pessoa. E digo mais: até os inimigos políticos de ACM, ou eleitores que faziam questão de discursar contra ele nas eleições, o admiravam.

Não sei como explicar isso. Nem tenho conhecimento para tanto. O que disse acima são minhas impressões, resultado do que já li e ouvi falar sobre ACM e de alguma experiência própria (leia-se: conversas sobre política). Eu, que era petista - hoje já não sou mais -, sempre votei no PFL, aqui na Bahia. Por mais que falem horrores de ACM, a verdade é que ele fez muito pelo seu estado.

Bom, não vou seguir falando sobre o que pouco sei. Em uma fala de cerca de 3 minutos a jornalista Lucia Hippólito (a única que, quando o Jô Soares resolve fazer aquela mesa redonda de jornalistas mulheres, fala alguma coisa que preste) faz um ultra-mini-resumo da personalidade e da trajetória de Antônio Carlos. É bem curtinho, mas já dá pra ter uma noção de quem foi o homem. Ouçam lá, na CBN de novo. O arquivo de hoje, 20 de julho.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/politica.asp

P.S.: Para quem quiser ouvir mais sobre o que ACM representou para o Brasil e, mais especificamente, para a Bahia, é só clicar no link abaixo e ouvir o Merval Pereira (o arquivo do dia 20 de julho). Eu nem gosto muito dele, mas ele foi bem justo e sóbrio no que falou.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/merval.asp

Pornopolítica

Friday, July 20th, 2007

Antes de mais nada, cliquem no link a seguir http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/arnaldojabor.asp e ouçam o comentário do Arnaldo Jabor do dia 18 de julho.

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O acidente em si e essa coisa das visitas no blog terem aumentado vertiginosamente por causa dos posts sobre ele têm me deixado mais triste do que achei que fosse ficar. Eu não consigo entender como tem gente que procura certas coisas em sites de busca. Isso não é normal, não é. Uma pessoa normal não pode procurar coisas assim. Isso é coisa de gente doente.

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Hoje ela esteve aqui e me deu presentes referentes ao meu aniversário. Nem precisava de um, quanto mais de dois. Um deles foi o “Pornopolítica“, do Arnaldo Jabor, que quero logo ler, e que já saiu da lista de futuras aquisições aí do lado.

Folheando o livro encontrei um trecho excelente, da crônica “A mulher não existe”:

(…) eu sempre fui vítima das mulheres; eu sou hoje o que as mulheres fizeram comigo. Eu sou o que aprendi com elas. Na paixão ou no ódio, a cada mulher, eu descobri defeitos e qualidades que me formam, como acidentes que foram me desfigurando.

Quantos e quantos homens não se sentem assim?

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No Rascunho deste mês, entre outras matérias e resenhas muito boas, há trechos da participação de Flávio Moreira da Costa no Paiol Literário, evento promovido pelo Rascunho, pela Fundação Cultural de Curitiba e pelo Sesi Paraná que leva ao estado escritores brasileiros para uma conversa sobre literatura, é claro.

Dois trechinhos, pra vocês ficarem com água na boca:

Mesmo usando óculos, não enxergo muita coisa na crítica literária brasileira, não. É uma modalidade em extinção, infelizmente. Tem resenhas que até cumprem seu papel. Mas quando eu comecei, no Rio de Janeiro, ainda novo, quem é que escrevia crítica literária? Álvaro Lins, Otto Maria Carpeaux, Antonio Candido, José Guilherme Melquior. Enfim, só tinha cobra. E isso me ajudou muito. Mesmo sem ter uma obra publicada, eu lia suas críticas e lia os autores sobre quem eles escreviam. Hoje isso não existe muito. A imprensa se massificou. O lugar da literatura, na imprensa, diminuiu bastante. Os suplementos literários praticamente desapareceram. Agora, há suplementos culturais. O livro, neles, é uma entre outras coisas.

Eu me irrito diariamente. E me irrito tanto com essa realidade massacrante que é o Brasil que, talvez, em função disso, eu até procure refúgio na literatura. Agora, na literatura, o que me irrita é notar que um autor escreve e se coloca, ali, numa posição de “eu estou fazendo literatura”. Ele tem que disfarçar isso. Tem que ter um pouco de vergonha de fazer literatura.

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Eu tenho, Flávio.

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Aliás, o Flávio mandou a editora (Ediouro/Agir) dele me enviar dois livros seus que saíram recentemente. Um foi a antologia “Melhores contos de cães & gatos“, e o outro foi o romance “O equilibrista do arame farpado“, vencedor do Prêmio Jabuti de 1977, que ganha agora sua segunda edição.

A antologia, pelo que folheei, é ótima. Na verdade, o “de cães & gatos” é só mais uma desculpa para reunir em livro alguns dos melhores contos da literatura universal. Essas antologias que o Flávio organiza fazem um belo trabalho pela literatura. Com certeza tem gente que compra o livro achando que é inofensivo. Aí vai acabar lendo Tchekov, Jack London, Quiroga, Pirandello, Machado, Poe, Rubem Braga, Otto Lara Resende e dezenas de autores essenciais.

Sobre “O equilibrista…” nada tenho a dizer, ainda. Nem o folheei direito, mas somente porque quero lê-lo inteiro, começar e terminar, pois preciso corrigir uma injustiça. Resenhei, ano passado, “Malvadeza Durão e outros contos“, também do Flávio e, relendo o texto esses dias, percebi que a resenha está uma porcaria, e nem de longe faz jus à qualidade do livro. Coisas de um resenhista inexperiente.

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Eu tinha algo a dizer, mas esqueci. Ah, lembrei: ainda falta postar um texto sobre a viagem, e falar mais sobre a minha ida à Flip. Farei isso em breve, espero.