Archive for August, 2007

Declaração de amor

Thursday, August 30th, 2007

Eu, Rafael S. Rodrigues, portador do RG de número XXXXXXXX XX, CPF de número XXX.XXX.XXX.XX, natural da cidade de Feira de Santana, Bahia, declaro, para os devidos fins, que amo Rita de Cássia M. de Mattos, portadora do RG de número XXXXXXXX XX, CPF de número XXX.XXX.XXX.XX, natural da cidade de Feira de Santana, Bahia.

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Se você tem namorada, diga isso a ela, quando estiverem deitados numa rede. Te garanto, no mínimo, um sorriso dela.

Às vezes o Jô exagera

Wednesday, August 29th, 2007

Todo mundo já sabe que o nosso Presidente tem lá sua queda por um drink ou outro. E isso não é mal nenhum. Se ele fosse alcóolatra, a exemplo do presidente russo que esqueci o nome (Bóris Yeltsin?), que despachava e fazia discursos e entrevistas completamente trêbado, poderiam fazer chacota. Mas não. O Lula não dá espaço pra isso.

Então, fazer ironiazinha num programa com o tamanho e o alcance que tem o Programa do Jô, perguntando “não sei se o Presidente bebe”, é de uma idiotice sem tamanho.

Por essas e outras é que às vezes dá vontade de parar de ver o Jô.

Mais mudanças? Tomara…

Wednesday, August 29th, 2007

Ontem, quarta-feira, fui a Salvador, para uma entrevista de emprego - uma vaga interna e tal. Ã… Antes de continuar, um aviso: acabei de tomar um chopp de vinho e uma cervejinha, entonces, não liguem para eventuais erros e faltas de sentido.

É incrível como o nervosismo atrapalha o ser humano, em determinadas situações. A vaga que estamos concorrendo - eu e mais um punhado de colegas de empresa - não é uma promoção, mas é uma excelente oportunidade dentro do conglomerado. Tanto profissional quanto pessoal. E isso pesa muito naquele momento de ir lá na frente de todo mundo (pouca gente, é verdade) e falar alguma coisa.

A voz sai mais baixa, você fica sem saber em que perna se apoiar, e alterna direita e esquerda. Isso é terrível. Não aconteceu comigo, mas aconteceu com alguns colegas que participaram da seleção (espero que eu tenho conseguido parecer calmo, mesmo estando nervoso). E isso é terrível, te atrapalha de uma maneira que, muitas vezes, não tem como consertar. Meu emprego anterior, na C&A (notem que eu nunca dou maiores detalhes do meu emprego atual), foi determinante para que eu vencesse algumas dificuldades de falar em público e lidar com ele. Até hoje agradeço por tudo o que eu vivi lá. Foi uma verdadeira escola.

No mais, torçam por mim. Quero muito que isso dê certo.

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Puxando agora para a Literatura. Consegui um exemplar de “O homem duplo”, citado no post abaixo. Digo, vou estar conseguindo, no gerúndio errado, porque ele não chegou ainda aqui. Mas chega em breve. E é sério: se puderem, assistam ao filme. É mesmo sensacional. Ainda me sinto perturbado pela história.

A questão da liberação/uso das drogas (que é o assunto do livro/filme) é bastante complicada. Se por um lado a liberação seria um grande passo para o fim do tráfico - legalizando, não haveria o comércio ilegal; sem comércio ilegal, nada de traficantes; sem traficantes, nada de “guerra do tráfico” ou marginais armados até os dentes -, por outro, é muito possível que ela (a liberação) atraísse para as drogas pessoas que jamais pensariam em utilizá-las (a facilidade em adquirir as coisas muitas vezes acaba sendo o principal motivo de alguém querer isso ou aquilo). A quantidade de usuários aumentaria, o número de overdoses também (talvez a dificuldade em conseguir algumas drogas seja um “limite” de uso de algumas pessoas). Em suma: como tudo na vida, isso tem dois lados. E não se sabe ao certo qual deles é o melhor ou pior.

O melhor seria se não houvesse drogas. Ao menos não as pesadas. Que fosse permitido, como é, apenas cigarro e bebidas alcóolicas. Utilizados com moderação e classe, são sempre oportunidades de boas poses e fotos bonitas.

O homem duplo

Monday, August 27th, 2007

Faz poucos minutos terminei de assistir “O homem duplo“, filme baseado no livro de mesmo nome do escritor Philip K. Dick. E até agora estou um tanto atordoado.

A história se passa sete anos “from now”, num mundo onde as pessoas são controladas 24 horas por dia (aí você lembra do Big Brother, de Orwell) e o vício em drogas atinge uma enorme parcela da população.

Keanu Reeves interpreta Bob Arctor, um viciado na “Substância D”, uma droga poderosíssima, que aos poucos destrói, de maneira altamente corrosiva, a capacidade mental de quem a usa. Bob é recrutado - ou se oferece, isso não fica explícito no filme, ou eu que não “peguei” a informação” - pela polícia para ajudar a encontrar os fabricantes da tal droga. Esse trabalho trará consequências terríveis a Bob, e também lembranças que, verdadeiras ou não, seria melhor esquecer. O filme traz ainda Robert Downey Jr. (que voltou muito bem à ativa), Winona Ryder e o Woody Harrelson.

Não se enganem pelo meu péssimo texto, não sei falar sobre outra coisa que não livros. Aluguem o filme. Eu vou comprá-lo, assim que ele entrar numa dessas promoções de 12,90. Ano que vem isso acontece.

Ah, e leiam o livro também, se puderem. O livro sempre (ou quase sempre) é melhor que o filme.

Nota: Philip K. Dick é autor do conto que inspirou Steven Spielberg a fazer “Minority Report”, que aliás é o título de uma coletânea de contos de Dick. Além disso, é também autor do romance que deu origem a “Blade Runner”. Mais: é autor de “Valis”, considerado um dos romances mais importantes da literatura norte-americana do século XX.

Correios aos domingos?

Sunday, August 26th, 2007

E além de assistir “Pergunte ao pó” com minha bem amada, ontem recebi mais alguns livros. Sim, ontem, em pleno domingo. Fiquei sem entender, mas tudo bem. Vai saber o que é que houve por lá…

Cássia acha que foi algum tipo de represália por eles terem feito uma paralisação, dias atrás. Cheguei a pensar nisso, mas me recusei a acreditar. Acho um absurdo uma coisa dessas acontecer. Que descontassem do salário deles, o dia paralisado. Obrigá-los a trabalhar dia de domingo é demais.

Mas ainda bem que eles chegaram, eu já estava preocupado. Pensando que os livros já eram e tal, e seria complicado me enviarem novamente.

Recebi:

- Pobre Nação, de Robert Fisk (sobre ele, leiam isso, por favor)
- Todos os dias, do escritor português Jorge Reis-Sá
- O homem da quitinete de marfim, de Marcelo Mirisola

Destaque para a linda capa de “Todos os dias”. Simples e bem feita. Comprei alguns livros também, que chegaram aqui no sábado. Falarei deles nos próximos dias, porque houve um detalhezinho que me chamou a atenção, na escolha dos livros.

Pergunte ao pó, o filme

Sunday, August 26th, 2007

Hoje assistimos “Pergunte ao pó” (filme baseado no livro homônimo, de autoria do escritor americano John Fante), depois de muito esperar o dono da locadora colocar o DVD nas suas prateleiras. O filme é bom, mas quem não leu o livro pode ficar um pouco confuso em certas passagens. Não que o roteiro seja ruim, muito pelo contrário. É justamente pelo fato de o roteirista e diretor do filme, Robert Towne, ter sido bastante fiel ao livro - a única mudança drástica foi o final.

Se não me engano, outra mudança foi o romance que Bandini escreve. No filme, ele escreve “O caminho de Los Angeles”, que é outro livro de Fante, também protagonizado por Arturo Bandini. No livro, ele escreve um romance baseado na vida de Vera Rivkin, a mulher que o procura em uma determinada noite (no filme; no livro, se não me engano, ele a conhece quando vai procurar uma prostituta, para perder a virgindade).

Ah, só agora me toquei: estou falando como se você conhecesse “Pergunte ao pó”. Perdão.

Pergunte ao pó” é o nome de um dos livros mais importantes da literatura americana do século XX, e foi escrito por John Fante. Se não me falha a memória, Fante escreveu 4 livros protagonizados por Arturo Bandini. Entre outros livros.

Arturo Bandini é o alter-ego de John Fante. Descendente de italianos, Bandini é um aspirante a escritor que vai tentar a vida em Los Angeles. Com pouco dinheiro, Bandini passa os dias enganando a fome e o vício do cigarro com laranjas que consegue com um “japa” e tocos (bitucas?) de cigarro que encontra em seu cinzeiro.

Um belo dia ele conhece Camilla Lopez, garçonete de um restaurante, e inicia com ela uma relação instável, de insultos e elogios, sendo os primeiros em bem maior quantidade. Ambos têm em comum o desprezo que os americanos têm pelos seus sobrenomes “latinos” (entre aspas por causa de Bandini, que não sei se posso chamar de latino, mas vocês entenderam, espero eu).

A relação não vai pra frente, e Bandini conhece Vera. Mas só tem tempo de fazê-la feliz, como ele mesmo diz, e pouco depois ela morre.

Depois disso, Bandini e Camilla se reencontram. Paralela a essa história de amor, há a história do aspirante a escritor, que luta contra a dificuldade de se ter uma boa idéia para desenvolver algo realmente grande, de valor. O conselheiro literário de Bandini é ninguém mais, ninguém menos, que H.L. Mencken, editor de uma revista que publica dois contos seus.

É um belo filme, mas, como disse no início, é bem melhor para quem já leu o livro.

O conselheiro

Thursday, August 23rd, 2007

Quando você trabalha em atendimento ao cliente, se você for uma pessoa um pouco mais paciente e atenciosa que o normal - e acredito que eu seja - você acaba, às vezes, dando conselhos a um e a outro desconhecido.

E é bem interessante isso, porque às vezes um estranho pode lhe ser mais útil que um amigo de longa data. Porque amigos de longa data geralmente repetem os mesmos conselhos. Bons conselhos, mas que, por ouvirmos sempre da mesma pessoa, não damos muita importância.

Hoje, enquanto atendia uma senhora, uma colega minha explicou o motivo de seu recente atestado médico: umas dores na região dos rins. Como ela bebe muito pouca água, eu disse que poderia ter algo a ver com isso, e para ela se policiar e tomar mais água. Nossa, ficou muito “meiguinho” isso. Mas vamos lá.

A cliente disse “então não sou a única com esse problema” (de beber pouca água, no caso). Então eu disse a ela que também se policiasse e tal e tal. Não existe melhor bebida que água, disse eu. Entre outras coisas. Espero que ela se hidrate mais e melhor.

Outro caso, esse mais engraçado, foram dois rapazes conversando sobre uma mulher casada que estaria dando em cima de um deles. Eles me colocaram na conversa, e eu disse que pelo menos ele não precisaria se preocupar com mulher apaixonada atrás dele. Afinal, ela é casada, e ele poderia ter lá seus momentos com ela e pescar outras por aí (meninas, com todo o respeito a vocês, por favor).

Depois, falando sério, disse a ele que tome cuidado, pois é terrível se envolver com mulher comprometida (se for casada, ainda pior). Porque ele ficaria paranóico, pensando se o marido corneado descobriria a traição. E se o cara for brabo, Deus o livre do que pode acontecer.

Não me perguntem nada, mas eu sei do que estou falando.

Bernardo Carvalho no Paiol Literário

Wednesday, August 22nd, 2007

Bernardo Carvalho, um dos autores contemporâneos que menos conheço mas, por conta de algumas declarações dele, mais admiro, foi o convidado da mais recente edição do Paiol Literário, promovido pelo jornal Rascunho em parceira com o Sesi Paraná e a Fundação Cultural de Curitiba.

Ele não foi está na lista do post anterior, mas estará na próxima, que não sei quando faço. Deixa ao menos eu ler um dos dois livros dele que tenho aqui. Pouco provável que eu não goste.

Abaixo, a declaração dele que mais me chamou a atenção, no Paiol.

Eu vivo num mundo de fantasia. Crio um tipo de literatura que eu acho que tem alguma importância porque preciso continuar criando, mas que, na verdade, não tem nenhuma importância, não tem nenhuma conseqüência social. E no capitalismo tem um negócio que se estabeleceu: o mercado. A arte já não funciona mais para o estado, para a religião, mas se também não funciona no mercado, ela não faz sentido. Isso é terrível. Nessa situação, eu sou nada. A minha literatura pode ser de resistência, mas é muito pequena, não tem o menor significado. É nada. O que eu faço é totalmente insignificante.

Bernardo pensa assim, e continua escrevendo. Até onde sei, ele não fica reclamando por aí, clamando por mais leitores e dinheiro. E não adianta rebater o que eu disse com o argumento de que ele é publicado por uma grande editora, que ele trabalha para ela e que, por conta disso, não pode reclamar. Nos dias de hoje, nêgo pode ser o dono da editora, que mesmo assim reclama pelos cotovelos. Tem autor editado por grande editora que não faz outra coisa a não ser reclamar. E o pior: nem escreve bem. Se escrevesse, até dava pra entender e engolir as lamentações. Sem contar que Bernardo Carvalho tem bom senso e é competente no que faz, qualidades que não encontramos em uma boa parte dos escritores brasileiros contemporâneos.

Enfim.

Coitado do assessor

Tuesday, August 21st, 2007

Volta e meia tenho contato com assessores de imprensa de editoras. E, com alguma frequência, recebo releases de lançamentos de livros de todos os tipos.

Fiquei pensando aqui em como deve ser chato para eles, os assessores, divulgar certos livros. Toda editora tem alguns títulos que não fazem jus ao seu catálogo. E é certo que alguns desses malfadados (ou mal-lançados) livros é que sustentam os cofres da editora e fazem possível elas editarem livros de qualidade que não serão muito vendidos. Mas é uma pena isso acontecer.

Muitas vezes um bom lançamento fica em segundo plano, ofuscado por livros menores, sem muita relevância. Livros descartáveis, eu diria. E eu sei que vocês vão dizer justamente o que eu disse no parágrafo anterior. Que são esses livros mais de “mercado” que sustentam os livros mais artísticos. Eu só queria mesmo era deixar esse meu sentimento (que sentimento mesmo, afinal? solidariedade? piegas demais, mas talvez seja) registrado.

Mundo de K e a Copa

Tuesday, August 21st, 2007

Estou seriamente pensando em manter este blog sem links para outros blogs e sites. Não há motivo especial para isso. Talvez um pouco de preguiça.

Enquanto não decido se coloco os links ou não, indico agora um que recentemente lincou este Entretantos em seu blog. É o blog do Kovacs (sobrenome ou pseudônimo?), o Mundo de K.

Um blog muito bom sobre literatura. Gostei mesmo de ter conhecido. Reparem que ele está se tornando (ou já se tornou) um admirador de Ian McEwan, escritor que só comecei a ler agora, com o lançamento de “Na praia”. Aliás, quando sai uma resenha dele, ein, Kovacs?

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Outra indicação aqui é o site da Copa de Literatura Brasileira, que está prontinho e brilhando de tão bonitinho. Em breve o torneio começa pra valer e eu aviso aqui, é claro.