Archive for January, 2008

Voltem, palavras bonitas

Wednesday, January 30th, 2008

Talvez seja porque não estou lendo poesia, mas não consigo mais dizer ou escrever palavras bonitas. O que é uma pena, pois sempre fui um romântico incorrigível. Sem as palavras bonitas, como ser romântico?

Eu queria poder dizer, com outras palavras, como é lindo o teu sorriso. E o quanto eu adoro ouvir tua risada. Queria poder dizer, com uma porção de versos emocionados, que eu te amo mais que tudo, e que você é mesmo meu último romance. Porque é você e será você sempre. Para mim, não há outra possibilidade. Se, algum dia, eu não mais te ter, será o fim. Eu não existo sem você.

Felizmente, isso é temporário. Voltarei a ler poesia e com o tempo poderei te dedicar lindas palavras, além de todo o meu amor.

Você vai dizer que palavras bonitas não importam, eu sei. Que o que importa, mesmo, é o amor que sentimos um pelo outro. E tem razão. Mas quero poder te escrever mais poemas, contos e declarações de amor. Para tentar expressar, ao menos tentar, tudo o que sinto por você.

Enquanto isso, me valho dos versos de Rodrigo Amarante, que diz assim:

“E só de te ver eu penso em trocar a minha TV num jeito de te levar… a qualquer lugar que você queira, e ir onde o vento for, que pra nós dois sair de casa já é se aventurar”

E de Humberto Gessinger, que fala o seguinte:

“Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho, eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho. Feitos um pro outro… feitos pra durar”

Frases simples, que dizem muito. Talvez seja este o caminho. Quem sabe eu não consiga, mesmo sem a poesia?

Cartas a um jovem m…

Tuesday, January 29th, 2008

Amanhã entra, no Digestivo, uma resenha do livro “Cartas a um jovem escritor”, de Mario Vargas Llosa, escrita pelo Marcelo Spalding. Logo no início, o Spalding lembra que a editora lançou vários títulos seguindo o tema “Cartas a um jovem…”. Daí pensei: poderia alguém escrever um assim: “Cartas a um jovem merda”.

Cheguei a imaginar um trecho do livro:

Caro merdinha,
sei que você prefere passar o dia inteiro jogando Playstation ou na internet. Há anos você não lê um livro por livre e espontânea vontade, e todo ano leva pau em pelo menos 5 matérias no colégio. Você não ajuda seus pais em nada e vive reclamando de que não tem um computador mais veloz. Quando eles tentam fazer com que você saia de casa para fazer algo diferente, você é extremamente grosso com eles. Você não tem perspectiva alguma para o futuro, nenhum plano concreto. Sua vida está passando e você nem percebe. Você está com 16 ou 17 anos, perdeu 1 ou 2 anos no colégio e mal sabe o que é um vestibular. Dito isso, é chegada a hora de perguntar a você, estimado merda: que porra você está pensando de sua vida?

Mas é óbvio que ninguém escreveria um livro desses.

***

Ó… Não fique irritadinho comigo. Foi só uma piada, uma ironiazinha boba. Assista isso e ria bastante. Mas, se você for mesmo um jovem merda, vê se toma jeito, ô.

Entrevista com Matías M. Molina

Friday, January 25th, 2008

Mais um link apontando para o Observatório da Imprensa: trata-se de uma ótima entrevista com Matías M. Molina, autor de “Os melhores jornais do mundo“, que recebi ontem e não vejo a hora de começar a ler.

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Começar a ler, esse é o problema. Empaquei na leitura de “Crash“, de J. G. Ballard. Faz semanas que não leio nada. Não por culpa do livro, que é sensacional; nem por minha culpa, que estou doido pra terminar de lê-lo. É a correria do dia-a-dia que não me deixa avançar. Mas eu sou otimista, e acho que nesse fim de semana adianto um pouco.

Brilhante, Venício, brilhante

Wednesday, January 23rd, 2008

Brilhante o artigo de Venício A. de Lima, publicado no Observatório da Imprensa, sobre a repercussão dos dados sobre a escolaridade do eleitor brasileiro, divulgados pelo TSE. Os maiores jornais do país, pelo visto, distorceram um pouco as informações.

Um trecho do início do artigo:

“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem divulgando, ao longo desse mês de janeiro, diferentes informações sobre os eleitores brasileiros consolidadas para dezembro de 2007. Na quarta feira (16/1), foi a vez da escolaridade do eleitor. Trata-se de dados de grande interesse público, sobretudo para políticos, partidos e outras entidades envolvidas no processo eleitoral no ano em que serão realizadas eleições municipais em todo o país.

Como não poderia deixar de ser, houve repercussão imediata na grande mídia. O principal telejornal da televisão brasileira, o Jornal Nacional da Rede Globo, deu matéria com a chamada ‘Mais de 6% dos eleitores brasileiros são analfabetos’…”

Só que, além de essa informação não ser 100% confiável, não se pode afirmar que a baixa escolaridade do eleitor interfira em seu julgamento ao votar. Tem gente que nunca entrou numa escola, mas tem mais sabedoria de vida que um PhD. E isso não é pieguice, isso é verdade. E com certeza tem PhD, doutor e mestre que é completamente doido. Uma vez eu vi um professor universitário falar, numa assembléia estudantil, que os alunos deveriam ir pra rua mesmo e virar ônibus, se fosse o caro. Inteligente ele, não?

Mas deixemos esse professor vesgo que tem uma taturana entre o lábio superior e o nariz pra lá, voltemos ao artigo. Mais adiante, Venício diz:

“… ao não questionarem os dados do TSE e não contextualizá-los em perspectiva histórica, os jornalões deixaram de perceber que a grande notícia sobre a escolaridade dos eleitores no Brasil é o seu formidável avanço nos últimos anos e, inclusive, as importantes implicações desse avanço já observadas no comportamento eleitoral.”

E é verdade. O brasileiro está estudando mais. Não por culpa do PT. É algo que vem já do governo FHC. E, acredito eu, é um caminho sem volta. A não ser que o Lula invente mesmo de dar uma de ditador e engate um terceiro mandato, como andaram dizendo há alguns meses.

Mas isso é algo fora da realidade. Certo?

Mais um que vai sem título

Wednesday, January 23rd, 2008

Como não posso falar na cara dos meus clientes, venho desabafar aqui com vocês.

O brasileiro não quer pagar mais anuidade em cartão de crédito. Na verdade, ele não quer pagar nada pelo cartão de crédito. A empresa que se vire pra emitir faturas, investigar compras indevidas e pagar essas tais compras. Afinal, o comerciante não perde e o cliente não paga, até porque não comprou. Quem arca com o prejuízo? A financeira, claro.

Engraçado isso. Porque o que é um cartão de crédito, afinal? É quase um empréstimo que uma financeira dá ao cliente. É um dinheiro de plástico que pode só ir, sem volta. Tem gente que compra e não paga. Deixa o débito atrasar um bom tempo para depois negociar a dívida por uma barbada. Não é incomum as operadoras de crédito fazerem isso. Dos males o menor. Se não dá pra recuperar tudo, ao menos uma parte. Aí uma compra de 200 reais se transforma num débito de 600, com juros. O tempo passa, e a empresa liga pro cliente oferecendo um acordo de 150 pilas. O cara pechincha, paga 120. Acreditem ou não, tem gente que já faz o cartão de crédito pensando nisso.

Então, que mal há na anuidade? Você está ali, com a droga do cartão na mão, podendo usar onde quiser, como bem entender, é um benefício que você tem. Nada mais justo do que você pagar por isso. Sou contra taxas abusivas, mas tem gente que não quer pagar absolutamente nada para ter esse benefício e ainda reclama que “a empresa não dá nem um brinde pro cliente”!

Ok, você vai dizer que esta é a visão de quem está atrás da mesa, defendendo os interesses de uma empresa porca capitalista. Posso até ter sido alvo de uma lavagem cerebral, mas essa é mesmo a minha opinião pessoal.

Se o brasileiro se importasse tanto com a política e com os problemas do país quanto se importa em pagar uma anuidade ou proteção contra perda e roubo de um cartão de crédito, nosso país seria bem melhor.

Pagamos impostos para tudo. E o dinheiro arrecadado vai para nem Deus sabe onde.

Canhotos e política

Saturday, January 19th, 2008

Os canhotos têm fama de desastrados. Será que é por isso que o PT faz tanta trapalhada?

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Pegou a piadinha? Canhotos, PT, esquerda… Sacou?

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Só pra deixar claro: nada tenho contra os canhotos. Minha noiva é canhota, Senna era, Kurt Cobain era… Enfim, se for parar pra ver, é bem capaz de os maiores destaques em determinadas áreas terem sido canhotos. Eles com certeza têm algo diferenciado (além de utilizarem mais o lado esquerdo do corpo, dããã).

É, não deu

Saturday, January 19th, 2008

Não chegou nem perto das 131 visitas. Paciência; é assim mesmo. Fica para a próxima.

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Político é mesmo tudo nojento. O senador Edson Lobão mal assumiu o ministério de Minas e Energia e a coisa já começou a feder. O filho dele, o Lobinho (digo, o Edinho), suplente do pai no senado, é investigado por umas coisas lá e tal - se você não sabe, paciência também -, e o Lobão deve ter o rabo preso também (sem trocadilho). Por mais que sejam investigações e denúncias, onde há fumaça, há fogo.

Aliás, Brasília deveria ser isolada de todo o país. Tá bem, Brasília não, mas o Congresso e demais “prédios políticos”. Deveriam ser isolados com tudo o que há de ruim dentro, e transformados em presídios de segurança máxima. Aqui, político só atrapalha.

Tenho vergonha de dizer que votei em Lula. Não dá pra entender por que diabos ele faz tanta besteira, indica tanta gente suspeita para cargos de confiança e se cerca de tanta gente ruim e corrupta. Eu acho que ele era honesto, há uns 10 anos, mas acabou se contaminando.

No governo Fernando Henrique, as coisas não iam tão bem, mas ao menos não tinha tanto ministro e assessor da presidência com cara de marginal. Reparem nas caras dos “homens fortes” do governo. Todos têm uma fisionomia no mínimo suspeita. Nosso ministro da fazenda, o Guido Manteiga - digo, Mantega - tem uma cara de bobão que chega a incomodar. Aquele Henrique Meirelles do Banco Central também não me desce. Podem até não ser más pessoas, mas os rostos são suspeitos. Não que se deva julgar ninguém pela aparência, mas, no caso de políticos, quanto mais cautela, melhor. Pedro Malan e Armínio Fraga ao menos pareciam ser pessoas boas e honestas. Apesar de não lembrar bulhufas da passagem deles pelo governo FHC, não me sinto mal ao lembrar deles. Muito pelo contrário. O que me embrulha o estômago é ver essa quadrilha que o governo montou. Crime organizado é isso aí.

Um post muito bobo

Saturday, January 19th, 2008

Não vou dizer que não ligo para o número de visitas no blog. Se dissesse isso, estaria mentindo. Mas nunca tive a quantidade de acessos como uma preocupação ou prioridade. Até porque reconheço que meu blog não é lá grande coisa.

Mas de vez em quando acho que vai acontecer de conseguir quebrar o recorde de visitas num dia - 131 visitas -, e nunca acontece. Acabei de ver aqui agora, 57 visitas. Dêem uma forcinha aí, indiquem o blog pros amigos, vamos ver se dá pra superar esses 131 acessos hoje.

O blog não é tão ruim que não dê pra indicar. Ou é? Se sim, aguardo as críticas.

Resenha de “Homem Comum”

Friday, January 18th, 2008

Tá lá, no Rascunho deste mês.

Será o Google?

Thursday, January 17th, 2008

Buscador: Google
Email: Gmail
Grupo de discussão: GoogleGroups
Rede de relacionamento: Orkut
Programa de chat: GoogleTalk

E outras ferramentas que não lembro porque não uso.

Mas, no meu caso, se o Google pifar, fico praticamente incomunicável. Sem contar os emails e arquivos no Gmail. E não falo apenas por mim, milhares de pessoas dependem do Google.

Será o Google o Anticristo?