Archive for February, 2008

O preço do feijão

Friday, February 29th, 2008

Uma das maiores preocupações do governo brasileiro, penso eu, deveria ser o preço do feijão. Neste momento, por exemplo, deveriam procurar saber quem deixou o preço do quilo do feijão chegar a exorbitantes 7,00 reais.

Seria o caso de dar ao feijão prioridade máxima. Assunto de estado - ou sei lá como chamam. O preço do quilo do feijão deve ser acessível a todos. O salário mínimo vai para 415,00 reais. Tem casa que gasta pelo menos 42,00 reais por mês com feijão. Dá mais de 10% do salário mensal.

Tem família deixando de comprar feijão por causa do preço. Ou comprando menos. E isso está errado, muito errado.

A literatura e seus efeitos, again

Friday, February 29th, 2008

Pra quem já leu aqui, é interessante dar uma olhadinha, porque tem algumas melhorias. Pra quem não leu, dá um pulo no Digestivo pra ler :)

Ele não estava mais lá

Tuesday, February 26th, 2008

Há algumas semanas me deu na telha que iria ler sobre política. Não notícias, crônicas, artigos. Decidi que leria algo sobre Teoria Política. No caso, livros sobre o assunto.

Por incrível que pareça, foi difícil, ao menos para mim, decidir por onde começar. Digo “por incrível que pareça” porque livros sobre política existem aos montes. Mas livros simpáticos sobre teoria política foi difícil encontrar.

Não sou lá um bom parâmetro. Sou totalmente leigo no assunto e a livraria aqui da cidade tem muitos livros, mas não há muitos sobre política. Pedi então uma ajuda ao Bruno Garschagen. Não o conheço, só havíamos trocado alguns poucos e curtos e-mails (se não me engano), mas alguma coisa me disse que ele poderia me ajudar. Mandei uma lista de 4 ou 5 livros dentre os quais selecionaria 2 ou 3 para comprar, e pedi a ele opiniões sobre as obras, caso ele as conhecesse. Bom leitor que é, Bruno me disse suas preferências. Depois das indicações dele, decidi comprar “História das Idéias Políticas“, de François Châtelet, pra começo de conversa.

Até então havia um exemplar dele na livraria aqui da cidade. Mas isso foi antes de eu realmente me decidir a comprá-lo. Melhor explicando: uma coisa é decidir comprar. Outra coisa é ir comprar. E quando eu fui, cadê o livro? Levaram.

Bom, pensei, peço em alguma livraria virtual. E não foi difícil encontrá-lo. Fiz o pedido e pouco tempo depois o recebi. Depois disso, folheei melhor um outro livro que o Bruno disse valer a pena dar uma folheada. Foi quando resolvi comprar “Introdução à Ciência Política“, de Darcy Azambuja. O livro sempre esteve lá e ninguém comprou. Por que alguém o compraria, justamente depois de eu decidir comprá-lo? Foi o que pensei, mesmo depois do ocorrido com o livro de Châtelet. Seguindo a Lei de Murphy e contrariando a máxima de que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, quando fui preparado para comprar o livro do Azambuja, ele não estava mais lá.

Nos sites onde costumo comprar o livro estava esgotado ou levaria semanas para ser postado. Encontrei uma loja que me deu 7 dias para entrega. Devem tê-lo em estoque, pensei. E aí fiz o pedido. Junto com ele, mais dois, para fechar o frete grátis. Dias depois recebo um email avisando que não tinham mais o livro em estoque. É mole?

Passei algumas horas maldizendo o dia em que não deixei reservado o livro na livraria daqui. Mas eis que, no último domingo, vejo o livro numa loja virtual na qual eu nunca havia comprado, com prazo de entrega bem curto e edição recente, de 2005 (o livro é de 1967).

Fiz o pedido com receio de não o terem em estoque. Como o frete não era tão caro e eu realmente só poderia pedir um livro, por conta das terríveis limitações financeiras, dei de ombros. Se não tiverem, não vou me arrepender de ter pedido nenhum outro livro junto (se bem que eu nunca me arrependo…).

A boa nova veio ontem de tarde, quando minha mãe me ligou no trabalho, avisando que o livro havia chegado. Ô beleza…

Abaixo, o trecho que me fez decidir comprar o livro de Darcy Azambuja.

Opinião é um juízo, sentimento, convicção, mas de caráter especial. Quando dizemos - o calor dilata os corpos - emitimos um juízo, é um julgamento. Quando afirmamos - o calor é bom para a saúde - também emitimos um juízo, uma convicção. Mas, o primeiro juízo ou julgamento difere do segundo, porque é um julgamento certo, demonstrável, científico, aceito por todos. O segundo não é certo, aceito por todos, ainda que possa ser verdadeiro. O primeiro é uma verdade, o segundo é uma opinião.

Do mesmo modo, se dissermos que “a monarquia é uma forma de governo”, afirmamos uma verdade, emitimos um juízo indiscutível; quando asseveramos que “a monarquia é a melhor forma de governo, emitimos um juízo pessoal, que pode ser partilhado por muitas pessoas, mas é contraditado por muitas outras, é um julgamento suscetível de controvérsia; é uma opinião, enfim. A opinião é um estado de espírito que consiste em julgar verdadeiro um fato ou uma afirmação, mas admitindo que talvez estejamos enganados. É uma convicção mais ou menos profunda, que nos leva a afirmar uma coisa e a proceder de certo modo; mas é uma convicção que não tem infalibilidade, a certeza de uma verdade científica.”

Não reflete exatamente a minha opinião, mas chega perto.

A resposta, talvez

Monday, February 25th, 2008

Aos 22 anos eu era um rapaz muito inseguro com relação aos rumos a tomar, mas tinha uma namorada, e tinha preocupações literárias. Esses dois quadros parece que, de certa maneira, me ajudaram a enfrentar o problema da perplexidade que costuma ocorrer aos jovens, ou que pelo menos ocorria com certo rigor na minha geração. Bem, não era uma pessoa estudiosa, não levava a vida muito a sério, mas os mecanismos de preparação para a vida funcionavam inconscientemente em mim. Eu já publicava crônicas e pequenos poemas de verso livre nas revistas do Rio de Janeiro, e tinha sobretudo a fortuna de contar com um grupo de amigos todos eles mais estudiosos do que eu, levando a vida mais a sério do que eu porque trabalhavam, tinham os seus empregos fixos, e eram acadêmicos de direito, de medicina etc., e essas pessoas, como eu já tenho assinalado em outras entrevistas, foram muito camaradas para comigo, porque me recebiam de igual para igual, me tratavam como se eu fosse uma pessoa que realmente tivesse algum merecimento, então me estimulavam muito e de certa maneira ajudavam a enfrentar as barras da inquietação, da angústia que eram minhas companheiras bastante inseparáveis. Aos 82 anos, evidentemente, esse quadro é completamente outro. São sessenta anos de vida, e seria muito difícil que alguém não tivesse aprendido nada durante esse tempo, não tivesse recolhido nenhuma parcela de filosofia da vida, de comportamento, de compreensão das coisas. Então, eu acho que agora eu estou, evidentemente, muito mais equipado para viver, embora a margem de vida que sobra não seja a maior. Mas, de qualquer maneira, o caminho percorrido assinala isso, que eu fui de evolução em evolução, de passo em passo e passo a passo, ou talvez um pouco aos tropeções, mas fui vivendo ao longo da vida e aprendendo coisas. Eu acho que a diferença fundamental não existe entre o jovem inquieto e um velhinho já mais ou menos tranqüilo, o temperamento não mudou, apenas as experiências me ajudaram a ver mais claro as coisas que eu via então de uma maneira um pouco embaçada.”

De uma entrevista de Carlos Drummond de Andrade.

Declaração de amor futebolística

Sunday, February 24th, 2008

Você é meu primeiro tempo, meu intervalo, meu segundo tempo, minha prorrogação e minha morte súbita.

Chatô

Saturday, February 23rd, 2008

É por conta de coisas assim que não vejo com bons olhos a mistura de dinheiro público e arte. Ao menos não quando a mistura requer muito mais dinheiro do que arte.

O ator Guilherme Fontes estava captando dinheiro pra fazer o filme “Chatô” desde antes de eu nascer, imaginem. O livro no qual o filme é baseado, do escritor Fernando Morais, nem tinha sido publicado ainda, mas o cara já estava captando grana.

Resultado: o filme está sendo produzido há quase 30 anos.

Certo, certo, é brincadeira minha. Mas, putz, desde 1995 que o cara tá captando recursos e nada do filme.

circulador

Saturday, February 23rd, 2008

É nome do novo blog de Crib Tanaka, gente finíssima e escritora de mão cheia.

A foto abaixo é de um post do blog. Vão lá ver o que esses bonequinhos guardam!

Vou te levar

Saturday, February 23rd, 2008

Já falei aqui do Acústico MTV do Lobão, certo? Falei, não, citei. É uma beleza.

Sinceramente, eu não sabia que ele podia escrever letras que poderiam servir de declaração de amor. Você olha o Lobão, vê aquele cara doidão e não imagina que ele possa ser romântico. Imagino alguém perguntando: “Lobão, você consegue ser romântico?”. Ele deve responder: “Eu sou romântico pra caralho, porra!”.

E essa é pra você, meu amor.

Post nº 359

Friday, February 22nd, 2008

Além de ser linda, inteligente, simpática, paciente, dedicada e ter uma porção de outros talentos e qualidades, minha bem amada sabe fazer biscoitos de chocolate que são uma de-lí-ci-a.

Eu ia fazer um gracejo, mas é melhor parar por aqui.

Por enquanto

Friday, February 22nd, 2008

O template vai ser esse, por enquanto. Estou tentando mudar a cor do título dos posts e do quadradinho das datas. Se conseguir, ótimo. Se não, paciência. Caso o template anterior volte a figurar aqui, é porque fiz alguma besteira muito grande ao tentar editar este.