Chatô

É por conta de coisas assim que não vejo com bons olhos a mistura de dinheiro público e arte. Ao menos não quando a mistura requer muito mais dinheiro do que arte.

O ator Guilherme Fontes estava captando dinheiro pra fazer o filme “Chatô” desde antes de eu nascer, imaginem. O livro no qual o filme é baseado, do escritor Fernando Morais, nem tinha sido publicado ainda, mas o cara já estava captando grana.

Resultado: o filme está sendo produzido há quase 30 anos.

Certo, certo, é brincadeira minha. Mas, putz, desde 1995 que o cara tá captando recursos e nada do filme.

3 Responses to “Chatô”

  1. Thiago Says:

    Parece-me que rolou altos problemas com isso. Porque ele havia captado recursos demais e usou com outras coisas. Por isso que o filme não ficou pronto até hoje.

    É a cultura brasileira. Ou vc acha que, por exemplo, faz sentido o governo dar 1 milhão pra Vanessa da Mata produzir o dvd dela?

  2. João Barreto Says:

    nosso sistema das leis de incentivo é bem melhor do que nada. mas, combinemos: é uma piada o mecenato no Brasil. as produtoras encaram as leis como potinhos d’ouro; as empresas acham que financiar projetos culturais é somente mais uma maneira de se fazer publicidade. haja paciência.

  3. Rafael Rodrigues Says:

    Pois é, Thiago, esse negócio da Vanessa também me deixou intrigado. Ela não precisa disso, a gravadora podia muito bem bancar. João, tens razão no que diz. Só acho que deveria existir mais critério na liberação de recursos. Abraços!

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