Archive for March, 2008

Duas dicas mais que excelentes

Monday, March 31st, 2008

Meu amor que me perdoe, mas acabei de comprar dois livros que acabaram de sair do forno. Um foi “O ponto da partida“, novo romance de Fernando Molica. O outro foi “Peixe grande“, de Daniel Wallace (se você ainda não assistiu ao filme de mesmo nome dirigido por Tim Burton e estrelado por Ewan McGregor, é realmente uma pena).

Só não faço idéia de quando vão chegar. O do Molica está na pré-venda. “Peixe grande” eles têm em estoque, mas com os Correios em greve, só Deus sabe quando é que vão entregar…

Correios entra em greve

Monday, March 31st, 2008

A partir de hoje, 01 de abril, os funcionários dos Correios de 14 estados mais o Distrito Federal, estão em greve (confira os detalhes desta notícia no Jornal do Commercio).

Portanto, se você quiser a fatura do seu cartão de crédito, tente conseguir via fax ou telefone, com a financeira do cartão. Ou, melhor ainda: peça ao ministro das comunicações (ou à Dilma Roussef ou ao presidente Lula; aliás, quem conseguir falar com ele, avisa dessa greve, porque é muito provável que ele não saiba). Enfim, se vira nos 30. Não estou afim de voltar a trabalhar e ter um bando de gente reclamando da fatura que não chegou.

Sou totalmente contra greves, qualquer que seja. Ainda mais quando elas me prejudicam ultra-diretamente. Mas, nesse caso dos Correios, no caso dessa greve, eu até entendo e, se me der na telha, acho até que apóio.

Semanas atrás, houve um atraso monumental nas correspondências em boa parte da cidade. Ao receber uma encomenda via sedex, perguntei ao senhor que quase sempre faz a entrega de sedex aqui em casa (dizendo ele que eu devo ser a pessoa que mais recebe sedex em Feira) o por quê do tal atraso. Ele me explicou o seguinte: os carteiros que fazem entregas a pé carregam, se não me falha a memória, até 15 quilos de correspondência. O serviço não era dos melhores, mas também não era tão ruim. Mas aí alguém inventou de retirar metade desse pessoal das ruas (só Deus sabe pra quê) e colocar no lugar deles entregadores com motos, que podem carregar até 30 quilos. Isso fez com que as entregas atrasassem bastante. O senhor que me explicou isso deu o caso dele como exemplo. Ele parou a moto na sombra da casa vizinha à minha, desceu da moto, abriu a tampa do compartimento que guarda as cartas e chamou na campainha. No caso de uma entrega normal, o carteiro faria a mesma coisa, só que deixaria a correspondência na caixa de cartas.

Ou seja: o problema não está na quantidade de cartas que o carteiro carrega, mas sim na quantidade de carteiros que fazem a entrega dessas cartas. O que deve ser feito? Aumentar o número de funcionários. Tanto para entrega quanto para triagem (outro problema grave citado pelo carteiro com quem conversei).

Uma das exigências dessa greve é justamente essa: aumentar o número de funcionários. Outra é a questão da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR): enquanto a grande maioria dos funcionários dos Correios recebe uma participação ridícula, que varia de R$ 100,00 a R$ 500,00, os “gestores estratégicos” (ou seja, os chefes), recebem uma polpuda quantia que varia entre R$ 3.000,00 e R$ 44.000,00. Isso é um absurdo. Ou, como diria o Boris Casoy, é uma vergonha.

Beco do Disco

Saturday, March 29th, 2008

Faz um bom tempo que quero comprar um cd da banda Semisonic. E nenhuma grande loja virtual vende cds deles. Era o que eu pensava até alguns dias atrás, quando acabei encontrando uma loja que tinha em estoque o terceiro disco da banda, “All about chemistry”, a um preço bem convidativo. A loja é a Beco do Disco, que fica em Taubaté (SP).

Além desse álbum do Semisonic, vi lá alguns cds do Collective Soul. Os primeiros discos deles são difíceis de encontrar. Recentemente a Americanas colocou à venda o “Dosage”, quarto álbum da banda, mas os primeiros simplesmente não dá pra encontrar. Por isso, comprei também ”Disciplined Breakdown”, o terceiro de estúdio.

Acertei tudo por email e hoje recebi os cds. Tudo certinho, os cds são novos, originais (é óbvio!), vieram lacrados. Já ouvi ambos, e vou ouvir de novo depois. Ê coisa boa, sô!

Fica aqui a dica pra quem está há séculos procurando algum cd e não encontra. Dá uma olhadinha na Beco do Disco, é bem possível que tenha lá.

Só me façam o favor de não comprarem os outros do Collective Soul que têm lá. Quero adquiri-los em breve.

P.S.: Daqui a algum tempo escreverei alguma coisa sobre o Semisonic. O segundo cd deles, “Feeling Strangely Fine”, é uma obra-prima do pop-rock dos anos 90. Também não consegui encontrar para comprar, ainda. Quem souber onde vende, me avisa.

Os olhos de minha bem-amada

Thursday, March 27th, 2008

E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas.”

Da crônica “O amor por entre o verde”, de Vinicius de Moraes, publicada no livro “Para viver um grande amor”.

Mundus Minor, again

Wednesday, March 26th, 2008

Já falei do Mundus Minor - só não lembro se aqui ou se no meu blog anterior. É o blog do Cleber Corrêa, que tinha dado um tempo nas postagens, mas que voltou agora.

Não vai voltar a todo vapor porque ele está fazendo algo que eu deveria ter feito há séculos: largar esse negócio de trabalhar feito cão e se dedicar à faculdade. No caso dele, é um mestrado, já. Eu acordei pra isso recentemente, e em breve volto a estudar direitinho, como manda a cartilha.

Mas, enfim. Soltemos fogos de artifício, é mais vida inteligente na blogsofera.

O que vale mais: a obra ou o artista? (round two)

Tuesday, March 25th, 2008

Causou polêmica uma coluna de Daniel Lopes publicada semana passada no Digestivo. Nela, Daniel fala sobre um livro escrito por uma ex-secretária de Pablo Neruda. No livro, a ex-funcionária de Neruda relata fatos sobre o poeta chileno que o grande público desconhece.

Não conheço muito a obra de Pablo Neruda. Li alguns poemas, gostei deles. Chequei a comprar o “Cem sonetos de amor” - que emprestei pra um amigo, ele demorou de devolver e eu falei, depois de ele dizer “ô rapaz, teu livro tá lá ainda”, “ah, fica pra você” -, dei um outro de presente para Cássia, até com a intenção de ler depois, mas nunca fui um grande interessado em sua obra.

Na verdade, poesia, pra mim, é a literatura que você:

a) Lê para ficar inspirado e escrever um conto;
b) Lê para, depois de ter lido uns 10 poemas e começar a escrever um conto, lê mais 10 pra deixar a prosa mais bonita;
c) Lê para encontrar a metáfora perfeita pra encaixar num conto, romance ou novela;
d) Usa para conquistar uma garota, seja com poemas próprios - mesmo que ruinzinhos, as garotas gostam de serem musas e tal - ou livros de outros poetas;
e) Usa para dizer que leu mais livros que fulano e se dizer entendedor da obra de cicrano e das influências que fulano exerceu sobre beltrano.

Certo, estou brincando. Eu adoro poesia. Baudelaire, Rimbaud, Pessoa são os que mais admiro - mas, infelizmente, não li tanto quanto deveria - e, aqui no Brasil, recentemente descobri a poesia de Viviane Mosé, Caco Ishak, João Filho e Ana Rüsche - os quais li pouco, também, mas gostei muito do que li (ah, nem vem com “e Drummond? e João Cabral? e Vinicius? e não sei mais quem?”). Só que, mesmo gostando de poesia, tenho preferência - e vocês devem saber disso - pela prosa. Então, lendo uma boa prosa, soube que Pablo Neruda esteve no Brasil certa vez e, em tal ocasião, desentendeu-se com alguns escritores brasileiros, demonstrando - eu acredito na versão contada - não ser uma pessoa nem pouco razoável, além de muito arrogante.

Mas, é claro, não podemos deixar de ler um autor por causa disso, óbvio. Sua obra é o que vale. Eu até disse isso uma vez, não podemos esquecer.

Certo, certo. Mas, você me pergunta, por que estás dizendo tudo isso, ó, Rafael? Digo isso porque o pessoal, naquela ânsia furiosa das paixões ardentes ofendidas, desatam a fazer comentários parciais sobre o assunto. Colocam em primeiro lugar a admiração pelo poeta e esquecem que ele pode ter cometido erros, como qualquer ser humano. Um poeta fenomenal pode perfeitamente ser um crápula. Uma coisa não anula a outra.

Ou seja: dá pra continuar lendo a obra do rapaz, mas você não deve confiar nem seu casaco a ele. Não estou falando de Neruda, óbvio, que agora não faz mal mais a ninguém - muito pelo contrário: suas poesias devem ter aproximado e reconciliado centenas de casais ao redor do mundo. Estou falando de autores ainda vivos - vivos até demais, pro meu gosto - e que podem cruzar o teu caminho.

Literatos, sejam um pouco escoteiros: sempre alertas.

Antonio C. sobre Mário de A.

Sunday, March 23rd, 2008

Ensaio de Antonio Candido sobre Mário de Andrade. Não percam.

A. Candido sobre M. de Andrade

Friday, March 21st, 2008

Segunda-feira será republicado, no Digestivo Cultural, um texto incrível de Antonio Candido sobre Mário de Andrade.

Além de rir e ficar bastante emocionado com a leitura, fiquei também um tanto envergonhado. Primeiro porque lembrei que li quase nada da obra de Mário de Andrade. E digo o mesmo sobre a obra de Antonio Candido, um dos maiores críticos literários brasileiros. Certamente corrigirei isso ainda este ano.

Abaixo, um trecho do texto. O link eu coloco na virada do domingo para a segunda. Se eu esquecer ou por algum motivo não puder colocar o link aqui, basta entrar no Digestivo e ler. Garanto que vale a pena.

Durante o velório [de Mário de Andrade], Edgard Cavalheiro, escritor bastante em voga naquele momento, autor de biografias de Fagundes Varela e de Monteiro Lobato, me perguntou, no jardinzinho que havia na frente da casa: “Para encontrar na literatura brasileira uma morte desta importância é preciso voltar até quando?” Respondi: “Até a de Machado de Assis.” “Pois é exatamente o que estou pensando”, disse ele. “Machado de Assis em 1908 e Mário de Andrade agora”.

Resenha de “As horas podres”

Thursday, March 20th, 2008

Que vem a ser uma ótima novela escrita por Jerônimo Teixeira. O texto está lá, no Digestivo.

Calma, é o Entretantos mesmo…

Wednesday, March 19th, 2008

Você não errou de blog. É só mais uma mudança de template. Dessa vez, é sério, ficarei com ele. Ao menos até uma outra mudança que deve acontecer daqui a alguns meses, mas nada concreto, ainda.

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A minha atual situação seria engraçada, se não fosse irônica. Estou de férias, mas parece que tenho mais coisas a fazer. O tempo parece que não elasteceu, como deveria. Muito pelo contrário, encurtou. Mas também, não posso deixar de notar alguns detalhes, como o fato de eu estar dormindo muito, mas muito tarde, ultimamente. Devo corrigir isso o mais rápido possível, pois estou perdendo manhãs inteiras.