Archive for July, 2008

Humberto Werneck no Programa do Jô

Sunday, July 20th, 2008

Para quem deseja saber um pouco sobre Jayme Ovalle, Humberto Wernerck esteve no Programa do Jô, falando sobre “O santo sujo”. Quem quiser ver a entrevista, quase na íntegra porque cortaram o finalzinho, é só clicar aqui.

Entrevista com Flávio Moreira da Costa

Saturday, July 19th, 2008

Mais uma contribuição minha para o Blog da Feira. Uma resenha do livro “Malvadeza Durão e outros contos” e uma entrevista com seu autor, Flávio Moreira da Costa. Coisa feita em 2006, e que, me parece, está bem legal. Pra quem não leu, na época, no Blog Paralelos, taí a chance.

Jayme Ovalle, uma fedelha e os grandes do jornalismo

Thursday, July 17th, 2008

Até tenho sobre o que postar, mas para escrever sobre o que quero requer um pouco mais de tempo, coisa que não tenho de sobra. Entonces, vamos às banalidades - não tão banais assim: minha última “aquisição livresca”, digamos.

Quando é pra chutar o balde, eu chuto, mas dessa vez o Submarino me surpreendeu. Nunca me mandaram um livro com defeito, mas às vezes vem um com uma manchinha, ou com as extremidades da capa meio tortas (como “Pós-Guerra: Uma história da Europa desde 1945“, de Tony Judt, que me chegou há algumas semanas). Me parece - muita calma nesta hora: estou dizendo que ME PARECE - que alguém lá, na hora de buscar os livros no estoque, sabe que eu uso cupons de desconto e compro livros na barbada das barbadas. O de Judt, por exemplo, me saiu por menos de 40 reais, quando o preço de capa dele é 79,90. Daí o cara lá pensou: “que safado, vou mandar esse aqui, meio amassado”. Mas eu nem ligo, porque realmente foi barbada. E não ligo de comprar livro um pouco sujo ou um pouco amassado, desde que seja por um preço muito abaixo do mercado.

(Falando em Tony Judt, esqueci de falar aqui que tem um texto excelente dele na Piauí deste mês.)

Mas, enfim, como eu dizia. Quando é pra chutar o balde, eu chuto. Mas quando é pra elogiar, elogio também. E dessa vez o Submarino foi show de bola. Esse pedido veio com os livros quase que totalmente imaculados, virgens, parecia que todos tinham acabado de sair da gráfica. A não ser por uma manchinha de poeira de nada em um deles, estão todos perfeitos.

Um foi “O santo sujo“, biografia de Jayme Ovalle, escrita pelo gentleman e competentíssimo jornalista e escritor Humberto Werneck. Ovalle é uma personalidade cercada de mitos, como os de que ele se apaixonou por uma pomba e conversou com Deus. Fernando Sabino colocou Ovalle como personagem em “O encontro marcado”, é o velho que se torna amigo de Eduardo Marciano e de sua esposa. Só não lembro o nome do personagem, agora.

Outro foi “Tópicos especiais em física das calamidades“, livro de estréia da americana Marisha Pessl. Um romanção, com mais de 500 páginas, diga-se de passagem. A capa é linda, o título é inusitado e Marisha é linda. Ela ser linda, inclusive, é quase um pecado. Já viu escritora ser linda? Digo, boa escritora. É raridade. Geralmente, escritoras são, no máximo, bonitas. E, a julgar pelos títulos dos capítulos do romance, Marisha está no grupo das raridades. Cada capítulo tem o título de um clássico da literatura universal. Exemplo: o capítulo 9 se chama “Pigmaleão, George Bernard Shaw”. O primeiro, “Otelo, William Shakespeare”. O segundo, “Um retrato do artista quando jovem, James Joyce”. E por aí vai. Chamei de fedelha, mas só de birra, porque Marisha tem hoje 31 anos - ou quase isso. O que importa é que comecei a lê-lo na livraria e resolvi apostar nele (só Deus sabe quando lerei-o-o).

Por último, “O grande livro do jornalismo“, editado por Jon E. Lewis (que não sei quem é, mas certamente é um cara também muito competente). Isso entre parênteses eu afirmo porque só tem autor no mínimo excelente nesta coletânea de 55 artigos de jornalistas diversos. George Orwell, Robert Fisk, Charles Dickens, Mark Twain… Isso só para ficar nos mais conhecidos. Eu já estava interessado no livro, só por causa do título. Mais recentemente, folheando-o na livraria aqui, me deparei com uma resenha de Dorothy Parker, de um livro de Hemingway. Adorei o texto e resolvi comprar logo esse negócio. Próximo passo é ler Dorothy no original, coisa vagarosa - por causa do meu parco inglês -, lá para o fim do ano.

História universal da destruição dos livros

Tuesday, July 15th, 2008

Mais uma resenha minha publicada no Blog da Feira. Do livro que dá título a este post. O texto foi publicado originalmente no Blog Paralelos, o que me fez ver o seguinte: eu até que já escrevia uns textos legais na época (2006).

Wall-E

Tuesday, July 15th, 2008


“After 700 years of doing what he was built for, he’ll discover what he meant for” (tradução-adaptação-meia-boca: “Depois de 700 anos fazendo o que foi construído para fazer, ele descobrirá por quê realmente faz”)

Uma prova de que diálogos nem sempre são necessários é o filme “Wall-E“, mais uma animação da Disney em parceria com a Pixar.Eu deveria ter marcado no relógio, mas acredito que a primeira palavra do filme foi dita bem depois dos 5 minutos de cena - ou 10 minutos, não sei. E, ainda assim, não era um diálogo, mas sim o trecho um de anúncio de propaganda, uma maneira que os roteiristas (Andrew Stanton e Pete Docter) encontraram para explicar a situação mostrada na tela.

Quem assistiu “Eu sou a Lenda” pode achar os filmes um pouco parecidos. Como no longa estrelado por Will Smith, em “Wall-E” não há mais ninguém habitando a Terra (quer dizer, em “Eu sou a Lenda” não é bem assim…), apenas um robô caminha pelas ruas de algum lugar do nosso planeta. É Wall-E, sigla de “Waste Allocation Load Lifters - Earth” (tradução, direto do Cinepop: “Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra”), ou seja, catador de lixo. O simpático robozinho Wall-E é um catador de lixo incansável. Todos os dias sai de sua “casa” para fazer seu trabalho e recolher objetos que acha interessantes. Ele não fala, e sua única companhia é uma baratinha, que ele quase mata umas três vezes.

(Na versão dublada, Wall-E ficou “Wally”, vou conferir isso na versão legendada, quando sair em DVD.)

Os dias de Wall-E seriam exatamente iguais se não fosse o fato de uma nave pousar em solo terráqueo e dela descer uma robozinha muito nervosinha, Eve.

Só depois vamos saber que Eve procura algum sinal de vida na Terra. Aos poucos a trama vai se explicando, e certos fatos dão a entender que houve alguma espécie de contaminação na Terra, por algum tipo de vírus ou bomba, isso não fica claro. O que se sabe é que a vida se torna impossibilitada em nosso planeta, e os humanos vão viver em uma espécie de cruzeiro espacial, uma mega-nave-espacial onde ninguém anda. Na verdade, mal e mal mexem as mãos. Todos ficam sentados em cadeiras flutuantes, diante de telas, conversando com outras pessoas por meio de video-conferência ou assistindo a programas, filmes etc. O contato físico é inexistente, e até mesmo as conversas são feitas virtualmente. Essas telas e as cadeiras flutuantes provocaram uma lavagem cerebral nos humanos, que já sequer lembram da Terra. Quer dizer, não podem lembrar, pois faz séculos que os humanos estão no espaço. Essa geração, de fato, não conhece a Terra.

Mas em determinado ponto do filme Eve encontra uma planta, encontrada na verdade por Wall-E, e é quando realmente a ação começa.

“Wall-E” é uma animação, o que faz muitos pais levarem seus filhos para o assistirem, mas, na minha opinião, é um filme para todas as idades. Muito mais para adultos, aliás. É engraçado, emocionante, romântico e “eletrizante”, digamos assim. Gostamos muito (Cássia e eu), pois, pois.

Se puderem, assistam. Garanto que vão adorar.

Amálgama

Monday, July 14th, 2008

Estreou ontem o coletivo Amálgama, do qual participa o caríssimo Daniel Lopes (link aí ao lado). Não deixem de conferir.

Leituras para o domingo

Sunday, July 13th, 2008

Leiam o post em que o Montana conta como conseguiu comprar por 8 reais um livro que custa 140.

E leiam também a coluna mais recente do Diogo Salles, sobre “caricaturar” ao vivo e sobre ser cartunista.

Afraid to fail

Saturday, July 12th, 2008

Not that i don’t want to/ I’m just afraid to fail/ And i don’t want to/ I don’t want to…

Versos simples que traduzem o receio, a insegurança ou o medo de qualquer um de nós.

Obra de Josh Rouse, a música “Afraid to fail” é parte do disco “Home”, lançado aqui pela gravadora Trama e que há algum tempo podia ser encontrado a módicos R$ 9,90 em algumas mega-stores ou hipermercados (não sei hoje como está o preço). Tratando-se de Josh Rouse, qualquer disco é excepcional. Encontrando qualquer um dele, pegue logo. Só o “1972″ é que tem algumas ressalvas, porque é melancólico ao extremo, se bem me lembro.

Pra baixar alguma coisa dele, vejam aqui. Mas lá não tem nem o “Home” nem o “Country Mouse, City House”, os melhores dele. E, se baixarem e gostarem, vejam se compram os cds…

Vale a pena lincar e assinar

Saturday, July 12th, 2008

Soube via lista de email do Digestivo deste post do Pedro Doria, sobre projetos de lei que deveriam se ater a crimes de internet, mas, pelo visto, visam mesmo é limitar a troca de arquivos, informações e enquadrar qualquer sujeito em um artigozinho de lei. Leiam lá, se puderem, e depois, se quiserem, assinem a petição. Eu já assinei.

Quando atualizarei novamente?

Thursday, July 10th, 2008

As pessoas me interpelam na rua para perguntar. A todo momento o telefone toca e fazem a mesma pergunta. Descobriram o número do meu celular, que estou deixando desligado justamente para não ouvir tais questionamentos. Soube que estão planejando um movimento, uma passeata, quase um protesto, em prol deste Entretantos. As placas já estão sendo confeccionadas. “Poste já!”, “Abaixo à greve de posts!”. Os gritos de guerra também já foram combinados, nada muito original, é verdade: “Rafael, cadê você, eu vim aqui só pra te ler!” e “Ahá, uhú, queremos o Entretantos e somos bom de rimá!”

Bom, falando sério, só o Montana perguntou. E isso já me deixou preocupado. Afinal, tenho UM leitor interessado, não posso perdê-lo. Me perdoem os desavisados que caem aqui via Google, mas vocês são meio que penetras em festa de quinze anos, saca?

Brincadeira, brincadeira. Inclusive sobre a quantidade de leitores interessados. Não tenho nem UM, eis a verdade, porque o Montana só quer saber se comprei mais algum livro barato, pra ele ver se encontra também. Mas atualizo o blog em breve. O título do post e a primeira frase já estão salvos aqui. Falta somente escrever o restante da introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Coisa de, sei lá, 1 semana. Facinho, facinho.

P.S.: Tá, estou brincando demais. Sei que tenho mais leitores interessados, é que nenhum deles faz pressão psicológica como o Montana. Um plano dele para que eu tenha um surto psicótico e resolva deletar o blog. Seria menos concorrência pra ele.