Archive for September, 2008

O fracasso da educação no governo Lula

Tuesday, September 30th, 2008

A pergunta é de Pablo Uchoa, repórter da BBC Brasil em Londres. Quem responde é o pesquisador inglês Richard Bourne, que lançou hoje um livro sobre Lula. Destaquei o trecho abaixo, mas vale a pena ler toda a entrevista.

BBC Brasil - O senhor diz que o Bolsa Família é um avanço na questão da pobreza, mas o programa tem ajudado em relação à educação?

Bourne - Acho que a educação é um dos grandes fracassos de Lula. Acho que ele perdeu o primeiro mandato ao não fazer nada pela educação pública no Brasil, algo que qualquer pessoa, qualquer observador internacional, qualquer brasileiro informado no Brasil enxerga como uma das maiores fraquezas do país.

Talvez porque ele mesmo tenha conseguido chegar ao topo sem educação formal ou porque se cansou de pessoas sabidas dizendo a ele que ele deveria ter se formado – não sei – mas parece que ele, pessoalmente, nunca considerou a educação tão importante para o seu país como deveria.

Esse é um grande contraste com outros líderes, como Nelson Mandela, da África do Sul, que estudou na prisão e obteve seu diploma na prisão, e mesmo Robert Mugabe, do Zimbábue, que privilegiou a educação quando chegou ao poder nos anos 1980. Acho que a questão da educação é um fracasso pessoal de Lula, e é bem difícil compensar isso.

A atitude de Lula para com a educação é o que eu chamo de burrice.

A esperança segundo a ficção

Tuesday, September 30th, 2008

Texto novo no Digestivo. Como gancho, três filmes que vi recentemente: “Sangue Negro”, “Onde os fracos não têm vez” e “Os Indomáveis. Vejam lá!

Colbert - É a Feira que você quer

Sunday, September 28th, 2008

É tarde, eu sei, mas só agora tive tempo para ler algo sobre a lei eleitoral. Pensei que não poderia haver manifestação de apoio a candidatos em blogs. Agora soube que não há essa limitação, portanto, quero tornar público meu apoio ao candidato a prefeito de Feira de Santana Colbert Martins Filho.

Meu apoio não significa nada, claro. Mas, se você mora em Feira, por favor, pense bem: você tem certeza absoluta de que há algum outro candidato disputando nossa prefeitura que tenha uma carreira como a de Colbert Filho? Você realmente confia no seu candidato?

Acredito piamente que Colbert é o único digno de assumir nossa prefeitura. Acredito que é o único que possa realmente fazer um trabalho voltado para as pessoas, sem precisar prestar contas ao partido ou fazer alianças escusas. Acredito que Colbert é a melhor escolha para a nossa cidade. Se você vai votar em algum dos outros candidatos, por favor, pense melhor.

E lembre-se: o número de Colbert é 15. Vamos dar uma chance ao homem. Ele merece, e nós também.

Pra vereador, se você já não tem, dou o nome do estimado e solidário dr. Getúlio Barbosa. Que eu conheço e sei que é um homem de bem. O número dele: 11.456.

No country for gentlemen

Saturday, September 27th, 2008

Fazendo trocadilho com o título de um romance de Cormac McCarthy, é com pesar que venho no blog postar esta pequena nota sobre o falecimento de Paul Newman, um dos maiores atores que este mundo já viu. Ou não, porque muita gente, os mais jovens, na verdade, sequer o conhece.

Não serei hipócrita e dizer que assisti a vários filmes com Newman. Que eu me lembre claramente, assisti a apenas um, o genial e incompreendido “Estrada para a perdição” (que eu tenho em DVD e assistirei novamente hoje ainda), pelo qual Newman poderia facilmente ser indicado para o Oscar de melhor ator coadjuvante, como bem diz o obituário que o IMDB fez para ele.

Conheço mais Newman de vê-lo em entrevistas no programa do David Letterman e no Inside The Actors Studio. E a lembrança que fica é de um homem gentil, íntegro, talentoso e, por que não, ambicioso, ousado e aventureiro (ele era sócio da equipe Newman-Haas Racing, cujos carros correm na Fórmula Indy).

Outro projeto pessoal do ator é Newman’s Own. Uma linha de alimentos criada com o objetivo de reverter todos os lucros da empresa para instituições de caridade.

“A arte de Paul Newman era representar. Sua paixão eram as corridas. Seu amor eram a família e os amigos. E seu coração e alma eram dedicados a ajudar a fazer o mundo um lugar melhor para todos”, disse Robert Forrester, vice-presidente da Fundação Newman’s Own, em um comunicado.

E assim a velha guarda vai indo embora, dando lugar a homens sem nenhuma preocupação a não ser eles mesmos. É uma pena. Uma grande e dolorosa pena.

A-ma-ran-tê!

Saturday, September 27th, 2008

Quando li a notícia de que o Rodrigo Amarante (ex-e-eterno-Los Hermanos) estava bolando um projeto com o Fabrizio Moretti, baterista do Strokes, não levei muito a sério, pensei que era um boato sem fundamento. Mas não é que é verdade mesmo?

E melhor ainda: a banda já tem nome, Little Joy. Eles já têm site no MySpace, com três músicas disponíveis. Ah, e não é só isso: o cd já tem data de lançamento: 04 de novembro.

Acabei de ouvir as três músicas, são umas belezas. Pelo visto, todo o álbum será em inglês, como as que estão disponíveis no site. Mas o apertinho no coração que faz a gente se perguntar “pô, em inglês?” não dura nem uma canção. As músicas são muito, mas muito boas mesmo.

Agora é só esperar.

E que o resto cuide de si mesmo

Friday, September 26th, 2008

“E não podemos mudar o mundo mudando as pessoas que vivem nele - à parte a total impossibilidade prática de tal empresa - tanto quanto não podemos mudar uma organização ou um clube tentando, de alguma forma, influenciar seus membros. Se queremos mudar uma instituição, uma organização, uma entidade pública qualquer existente no mundo, tudo que podemos fazer é rever sua constituição, suas leis, seus estatutos e esperar que o resto cuide de si mesmo.”

Hannah Arendt, em “A promessa da política“, porque ela está coberta de razão. Mas não deixemos de fazer nossa lição de casa, por favor. Tentemos ser pessoas melhores todos os dias; quem sabe os que nos rodeiam não sigam nosso exemplo, e assim sucessivamente.

Do suicídio

Friday, September 26th, 2008

Não é de hoje que o suicídio - como tema - me interessa. Mas é como meu interesse por astronomia, por exemplo. Não li nada sobre o assunto, mas acho interessante.

E foi por conta disso que, quando vi o título “Suicídios tediosos” na caixinha do blog Amálgama aqui embaixo do menu, fui logo clicando pra ler. É a Juliana Dacoregio, falando sobre o documentário “A ponte”, de Eric Steel, sobre (com trocadilho, por favor) a ponte Golden Gate, em São Francisco, nos EUA, local utilizado por muita gente que deseja pôr fim à própria vida.

Não obstante as opiniões e críticas de Juliana sobre o filme, o que me chamou atenção foi este trecho: “Público e crítica questionaram os métodos de filmagem de Eric Steel. Indagaram se é ético filmar uma pessoa que está prestes a se matar e não avisar as autoridades responsáveis que cuidam da segurança da ponte. Se a equipe de Eric tivesse feito isso, muitos suicídios teriam sido impedidos, ao menos naquele momento.”

E então eu, que já escrevi isto e isto, me perguntei: é justo impedir que alguém cometa suicídio?

Uma pessoa que comete um atentado contra a própria vida está completamente desesperada, sem qualquer perspectiva de futuro e certamente com o psicológico destruído. É sabido que muitas pessoas tentaram se matar e, depois de não obter êxito, deram continuidade às suas vidas e até conseguiram melhorá-las. Mas, ainda assim, pergunto: é justo impedir alguém de cometer suicídio?

Até porque quem quer mesmo se matar não costuma falhar. Nem liga pra alguém avisando. A pessoa vai lá e se mata, pronto. Deixa um bilhete e tal, não tem isso de avisar. Tal como fez Hunter S. Thompson e mais recentemente David Foster Wallace, só para ficar entre os escritores/jornalistas.

É bom deixar claro que não defendo o suicídio, pelo amor de Deus. Mas, se alguém quer se matar, acho um tanto pretensioso alguém tentar impedir o ato. É como se a outra pessoa dissesse “ah, pára com isso, deixa de exagero, não está tão mal assim; larga essa arma e vamo ali tomar uma cerva”. Mas não, não é assim. Não é exagero, está mesmo tudo tão mal assim e cai fora senão você vai comigo. Seria o que eu diria.

Há alguns anos, encontrei uma menina dizendo que ia se matar, em uma dessas salas de chat da vida. Tentei impedi-la de cometer suicídio, claro. Não sei se ela estava falando a verdade, nem sei depois o que aconteceu. Vai ver se matou mesmo, ou então era só blefe e sumiu da sala. Mas enfim. A questão é que, se acontecesse isso hoje, eu diria “ué, tá esperando o quê?”.

E agora me vem à cabeça uma frase de Jayme Ovalle: “o suicídio é a publicidade do desespero”. Ovalle está certo. Mas uma pessoa avisar a alguém que vai cometer suicídio já é a publicidade da publicidade, e aí eu já desconfio. Se está gritando antes, é porque quer ser salvo. E se quer ser salvo, a vontade de dar fim à própria vida não é tão grande assim.

Enfim. Só uns pensamentos soltos.

Seleção Pública

Thursday, September 25th, 2008

Esta é para os baianos:

Estão abertas as inscrições para a seleção pública de 27 técnicos de nível superior para atuarem como representantes territoriais da Cultura. Os profissionais da área de gestão cultural vão atuar como representantes da Secretaria de Cultura nos 26 Territórios de Identidade da Bahia.

A dica é do Marcus Gusmão, de Salvador, no blog 416 Destinos. Dêem uma olhada lá, a grana é boa e o trabalho parece ser bem legal. Se vocês conhecerem pessoas com o perfil solicitado, divulguem, por favor.

Fichas de vitrola

Wednesday, September 24th, 2008

Duas pessoas caíram aqui procurando pelo Jaime Prado Gouvêa. E imagino que o motivo seja o terceiro lugar no prêmio Jabuti que Jaime levou, na categoria Contos e Crônicas, com o seu “Fichas de vitrola e outros contos“. Enquanto minha resenha do livro não sai, fiquem com a do Maurício Melo Júnior, no Rascunho.

Um brinde ao Jaime!

Mundo Livro

Wednesday, September 24th, 2008

Que boa descoberta: blog Mundo Livro, do Zero Hora, editado por Carlos André Moreira, editor de livros do Zero Hora. Capaz de ser o melhor blog sobre literatura do país, atualmente, e eu aqui, marcando passo, sem saber.

Se vocês conhecerem mais blogs assim, por favor, me avisem.