Archive for October, 2008

Quanto menos eu posto…

Friday, October 31st, 2008

… mais visitas o blog tem. Engraçado isso. Vou parar de postar e viver dos arquivos do blog. Colocar um AdSense aqui, um bannerzinho ali, e pronto: os paraquedistas do Google me sustentam.

Ah, seria tão bom se fosse fácil assim…

Mas, na boa, cês têm algo contra mim? Ou contra meus posts? Brincadeira.

Quem usa barba, sabe

Thursday, October 30th, 2008

De dezembro de 2006 até início de setembro deste ano, só pude deixar minha barba crescer um pouco nos 10 dias que fiquei de férias em julho de 2007 e nos 20 dias que fiquei de férias em março de 2008. As empresas para as quais trabalhei exigiam que os homens estivessem sempre de barba feita.

Nunca concordei com isso. Barba por fazer, quando bem cuidada, não é sinal de má aparência. Muito pelo contrário. Manter uma barba bonitinha é um trabalho dos diabos.

Desde que parei de trabalhar fora de casa, não fiz mais minha barba. Como tenho saído pouco, quando alguém me vê, a primeira pergunta ou comentário que faz é sobre ela. É impressionante. Eu chego a ficar constrangido, às vezes, afinal, estou incomodando as pessoas com meu rosto cheio de pêlos. Mentira, não fico constrangido nem incomodo ninguém. Os outros é que falam demais.

Usar barba é um tanto romântico, nos dias de hoje, chega a ser uma espécie de ideologia, uma questão de princípios, arrisco exagerar. Mas é também um tanto denunciador. Afinal, se você usa barba, é sinal de que não trabalha para nenhuma dessas empresas que cobram um rosto limpo (ou seja: você trabalha para uma empresa furreca e ganha uma ninharia). Ou então é sinal de que você não trabalha (pior: você é um coitadinho e não tem dinheiro nem pra comprar um barbeador). São o que as outras pessoas pensam, claro.

Não sei, nem quero saber, sinceramente, de onde surgiu isso. Há algumas dezenas de anos era normal usar barba. Tudo bem que não existiam ainda barbeadores com 10 lâminas. Mas, enfim, homens barbudos não eram vítimas desses pré-conceitos. Não vou aqui listar nomes, mas alguns dos mais dignos personagens da história universal utilizaram barba (até algumas mulheres!; não, estou brincando). Mas, ainda assim, a maioria das mulheres não gosta de homem que ostenta pêlos no rosto. Algumas chegam ao ponto de dizer que têm nojo de homens que usam barba. Para elas, é sinônimo de descuido, de sujeira.

Não entendo a reclamação. Afinal, a maioria delas não se depila por completo, portanto, bem sabem que é perfeitamente possível fazer boa higiene em uma quantidade de pêlos um pouco maior que a normal.

Apesar de tudo isso, estou pensando seriamente em passar uns dias sem barba. Como eu disse, dá um trabalho danado mantê-la. E já estou ficando com preguiça.

Resenha de “O santo sujo”

Tuesday, October 28th, 2008

Foi publicada este mês, no jornal Rascunho, uma resenha que escrevi do livro “O santo sujo”, biografia de Jayme Ovalle escrita por Humberto Werneck. Para ler, é só clicar aqui.

Caio Fernando Abreu, um perfil

Tuesday, October 28th, 2008

Está saindo hoje, no Digestivo, minha resenha do livro “Caio Fernando Abreu - Inventário de um escritor irremediável”, de Jeanne Callegari. Confiram lá!

Mais do mesmo, por mais quatro anos

Sunday, October 26th, 2008

É um tanto presunçoso e idiota um jovem baiano escrever sobre eleições na Bahia. Pior ainda se ele for escrever sobre eleições em outros cantos do país. Com a licença de todos e pedindo mil perdões a Nelson Rodrigues, aqui vai mais um comentário sobre a eleição no Rio de Janeiro.

Os cariocas elegeram Eduardo Paes como prefeito da Cidade Maravilhosa. Pouco mais de 55 mil eleitores (que foi a diferença entre os dois candidatos, no número de votos) preferiram não “arriscar”. Entre aspas porque acredito que Fernando Gabeira seria um excelente prefeito, e não um risco.

O que veremos nos próximos 4 anos é a continuação do que vemos hoje, no Rio de Janeiro. Um estado praticamente falido, governado por políticos no mínimo suspeitos. A guerra civil continuará, o tráfico certamente ampliará seus domínios e a pobreza se manterá nos níveis atuais - se não piorar. Se Gabeira fosse eleito, a esperança de que as coisas pudessem mudar se manteria viva, acesa. A vitória de Eduardo Paes, apoiado pelo governo Lula, joga a esperança pelo ralo, e nos dá a certeza de que tudo continuará exatamente da mesma maneira. Na melhor das hipóteses.

E Deus ajude que daqui a 1 ano eu precise me arrepender de parte do que digitei acima.

Por que Gabeira

Friday, October 24th, 2008

Eu já estava pensando em escrever mais uma vez alguma coisa sobre as eleições do Rio, e da importância que uma eventual vitória de Fernando Gabeira teria para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Antes de começar a matutar no que escrever, fui lá no Pedro Doria, ver se ele tinha alguma novidade. E tinha.

Ele citou o Mário Marona, que eu não conhecia. Peço permissão a ambos para “re-citar” um trecho do Marona já citado pelo PD:

“Quem prefere Gabeira prefeito do Rio está pensando no Rio. E no Brasil. Vai que a coisa pega e os eleitores de outros estados também resolvam chutar o traseiro de políticos obsoletos de todas as idades…

Mas, e se o Rio não tiver verbas federais e estaduais? Gabeira não é bobo. Sabe que o mandato não é só dele, é da cidade inteira, e vai cobrar do presidente e do governador o respeito que a cidade merece. Uma cidade respeitada vai saber cobrar e receber tudo aquilo a que tem de direito.

O momento é de escolha entre um candidato com idéias próprias e outro que vai ficar na dúvida até sobre qual a cartilha que deve seguir.”

Agora é só torcer muito pelo Gabeira e esperar o resultado da eleição.

Coitada da Bernadete

Thursday, October 23rd, 2008

“O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afastou do cargo do cerimonial da Casa a funcionária Bernadete Amaral. Ela teria sido responsável por ter escrito o nome errado do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), fazendo com que Chinaglia o chamasse de ‘José Garibaldi’ durante cerimônia realizada ontem no Palácio do Planalto, em comemoração aos 20 anos da Constituição.”

Leia a notícia inteira aqui, no site do Terra.

O ridículo de tudo isso é que Arlindo Chinaglia deveria, por obrigação, saber o nome do seu colega. Tudo bem que a Bernadete poderia ter checado a informação, mas o deputado deveria ter identificado a falha e corrigido. Mas como político no Brasil nunca sabe e não quer saber de nada, dá nisso.

Eu sou um moleque

Tuesday, October 21st, 2008

Tem sido no mínimo engraçado o que acontece comigo quando me afasto de casa por algum tempo. Ano passado, quando fui à Flip e passei alguns dias em São Paulo, certas coisas ficaram mais claras para mim. A viagem serviu para que eu aprendesse e assimilasse situações que eu ou não queria ou não tinha ainda conseguido encarar de frente.

O mesmo aconteceu dias atrás, quando fui com minha bem-amada à Paraíba, terra de meu pai. Fomos primeiro a Queimadas, onde meu velho nasceu e se criou. E lá, vendo meus tios e meus avós contarem histórias da família, meu orgulho deles só aumentou. Paralelo a isso, percebi que pra eu me tornar um Homem (no sentido social da palavra; não me apareçam aqui com piadinhas de cunho sexual, por favor) de verdade falta eu deixar mais o lado moleque de lado (com o perdão da repetição).

Quem me conhece sabe que tenho, sim, minhas responsabilidades e que prezo muito por tudo o que faço. Mas existem certos aspectos de minha personalidade que precisam ser alterados, melhorados. Não há como negar isso. E essa viagem serviu para que eu abrisse mais os olhos, admitisse certos erros e começasse a trabalhar para eliminá-los - ou ao menos minimizá-los.

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A viagem serviu também para tirar da minha cabeça uma suspeita que estava me preocupando: a de que eu seria um workaholic. Verdade que eu certamente me preocupo mais que o normal. Mas, se fosse um viciado, não conseguiria aproveitar os dias de descanso.

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Minha relação com a família distante é um tanto curiosa. Fico sabendo notícias de lá somente às vezes, através de telefonemas não muito freqüentes que meu pai faz e/ou recebe. Mas, quando chego lá, parece que faz apenas uma semana que estive ausente. Todos são extremamente acolhedores e sem frescuras - Cássia que o diga. A primeira coisa que meu avô me disse, depois do “Deus te abençôe”, foi “que barba é essa, Rafael?”. E, em tom de brincadeira, mandou eu tirar isso do rosto.

Nesses dias que passamos lá descobrimos que meu lado “artista” - se é que posso dizer isso de mim - tem mesmo uma boa origem. Que meu avô, meu pai e um outro irmão dele tocam violão - e muito bem, diga-se de passagem - eu já sabia. Meu pai e meu tio até fizeram algumas músicas e tal, mas não chegaram a ser profissionais. O que eu não sabia é que minha tia resolveu fazer as vezes de poeta, contando em cordel a história de Queimadas, e que outro tio meu fazia poesias para impressionar as meninas, na sua juventude. Um que ele recitou para Cássia e eu me deixou com os olhos marejados.

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Do interior, fomos para a capital, João Pessoa. Ficamos na Pousada Nego (muito boa, por sinal), bem perto da praia e de quase tudo. Inclusive de um McDonald’s e de um Bob’s. Na primeira noite lá fomos ao Bob’s, para meu profundo arrependimento. O hamburguer deles é péssimo. Até agora me pergunto como as pessoas têm coragem de comer lá. Tanto lá quanto no Mc, vimos engarrafamentos nos Drive Thrus, em determinados horários do dia. Será uma especialidade paraibana ou outras cidades também conseguem fazer essa proeza?

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Havia, também, perto da pousada, uma livraria, a Zarinha, que mantém um centro de cultura de mesmo nome (ou o centro mantém a livraria, não sei). Lá fizemos a festa - eu mais que Cássia. Ela comprou dois livros: “Alice no País das Maravilhas“, de Lewis Carroll e “Mania de perfeição“, de Anna Quindlen. Eu comprei cinco num dia e um no outro: “Mas não se matam cavalos?“, de Horace McCoy; “1933 foi um ano ruim“, de John Fante; “História das idéias dos movimentos anarquistas (vol.2: O movimento)“, de George Woodcock; “Hollywood” e “Notas de um velho safado“, de Bukowski; e, finalmente, “Renda básica de cidadania“, de Eduardo Suplicy (que, descobri agora, me venderam com desconto). Detalhe: todos os livros, exceto “Mania de perfeição”, são pockets da L&PM. Acho que foi a melhor compra que fiz numa loja física. A Zarinha, apesar de ser uma livraria pequena - se formos comparar com as mega-stores - tem um belo acervo, além de ser bem aconchegante.

Falando ainda de livros, comprei, em Queimadas, um sobre a história da cidade: “Queimadas Seu Povo Sua Terra”, de Antonio Carlos Ferreira Lopes, publicação do autor; e, em Campina Grande, “Minha querida Sputnik“, de Haruki Murakami (que está saindo em nova edição pela Alfaguara; mas a capa da edição que comprei é bem mais bonita, convenhamos).

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Nossa última noite lá foi marcada pela procura de uma pizzaria. Aliás, não pela procura, mas pelo local onde comemos uma pizza: a Lion Crepe Francês. Olhando de fora, o local parece chique demais, o tipo de lugar que não gosto de entrar. Mas como queríamos a pizza, entramos. E então descobrimos que se trata de um espaço bonito, acolhedor, com garçons gentilíssimos e bem-humorados, e uma pizza excelente.

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Como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco. Mas os momentos não se apagam e certamente lembraremos sempre dos dias que fomos paraibanos e de tudo o que passamos juntos. E já pensamos em voltar pra lá, claro.

Sobre política e políticos

Thursday, October 16th, 2008

Saiu texto novo meu na última terça-feira, no Digestivo. Eis o link, leiam lá, se puderem.

No mais, estou bem, de férias, longe de casa. Estou, não, estamos, pois minha bem-amada está aqui comigo. E digo a vocês: não tem coisa melhor que isso.

Galiléia

Friday, October 10th, 2008

Caceta! Onde os fogos de artifício? Onde a banda? Onde os confetes e serpentinas?

Sai em breve “Galiléia“, romance de Ronaldo Correia de Brito que aguardo há bem uns dois anos. Já está na pré-venda e, se tudo der certo, compro semana que vem e peço autógrafo pessoalmente ao autor.