Meus melhores filmes de 2008
Tuesday, December 30th, 2008É o título da minha coluna nova no Digestivo. Vejam lá!
É o título da minha coluna nova no Digestivo. Vejam lá!
Não sei se já falei isso alguma vez, mas tenho a solução para isto. Basta tirar da região os jornalistas estrangeiros, as crianças e seus respectivos pais e jogar uma bomba atômica lá. Só isso. Um dilúvio moderno, por que não?
Já morreu gente inocente demais por causa desses conflitos. Situações extremas requerem medidas extremas.
Mal tenho tido tempo para checar meus e-mails nos últimos dias. Mas, como vocês podem ver abaixo, arrumei um tempinho para postar no blog. Não por achar que o blog estava abandonado ou que sentiriam minha falta, mas sim para anotar a passagem abaixo de um dos contos de Conan Doyle e para avisar a quem passa por aqui sobre o lance lá no Amálgama.
Aliás, essa abstinência blogueira me fez pensar nas razões que me fazem manter este blog e no porquê de eu não ter ainda desistido dele. Em poucas palavras, continuo postando porque é uma maneira de fazer anotações, escrever algumas coisas que servem de base para textos maiores e também para exercitar meu lado narcisista.
Mas não vim falar sobre isso, e sim dizer que o Natal, pra mim, há muito deixou de representar aquela data em que a família se reunia para celebrar o nascimento de Cristo e orar pela paz entre os homens etc. Desde 2002 só não trabalhei um único fim de ano no shopping, no ano de 2005. Então me acostumei a ver e ter contato, na véspera de Natal, pessoas ignorantes, mal educadas, que nem mesmo em uma data sagrada para os cristãos respeitam o próximo.
Até 2006 eu desejava um “feliz natal” aos clientes que atendia na véspera, não importando o comportamento deles para comigo. Mas em 2007 e neste ano só desejei a que me desejou - e, mesmo assim, da boca pra fora, porque sei que também eles desejavam da boca para fora.
Tanto que não postei nada aqui este ano, e geralmente eu sempre deixo um “feliz natal e bla bla bla”. Preferi passar em branco, quase como em forma de protesto. Claro que a amigos que vi ou tive contato por email nos dias que antecederam o dia 25, ou pessoas que nem mesmo conheço mas que me parecem ser boas pessoas desejei o tal “feliz natal”. E, é bom esclarecer, o desejo foi sincero. Não poderia ser radical a ponto de ignorar pessoas queridas. Infelizmente, não tive contato com uma porção de amigos, mas isso não quer dizer que os tenha ignorado. Só não tive saco e disposição para redigir emails a todos. Eu realmente estou um caco.
A questão é que, novamente para mim, o natal perdeu sua essência e passou a ser uma data meramente capitalista. Soube hoje, um amigo meu que trabalha num hipermercado foi chegar em casa depois das 22:00 do dia 24, quando a família já estava fazendo a oração que antecede a ceia.
Detalhe: do dia 23 para o dia 24 o shopping não fechou. As lojas passaram toda a madrugada abertas. Todas fechariam às 17:00 da véspera de natal, mas, se houvesse uma nova virada, certamente haveriam pessoas que passariam o natal inteiro no shopping, vide a quantidade de pessoas que ainda circulava nos corredores por volta das 18:00.
Na livraria, onde estou trabalhando nos últimos dias, um espírito de porco ficou circulando, de pirraça, até mais ou menos 17:30. Deus me perdoe, mas que o peru da ceia tenha lhe causado uma boa diarréia.
No mais, um feliz 2009 para todos os que passam por aqui, lêem, comentam e não comentam. Só não para aqueles que me enchem o saco e fazem comentários imbecis, como um idiota que recentemente resolveu criticar minha lista de livros a comprar. Pra vocês, um 2009 mediano, valeu? Se melhorarem durante o ano como pessoas, desejo que tenham um excelente 2010. Se não, desejo um 2010 péssimo desde já.
***
Ah, sim, claro. Faltou dizer que minha querida mamãe me presenteou com dois livros que eu havia deixado separados pra mim na livraria. Um foi “Corrupção“, de José Antônio Martins; o outro foi “Suave é a noite”, do bom e velho Fitz. Aliás, comecei a ler o Fitz e, caramba, como ele escreve bem. Já havia lido contos dele, li também o Gatsby que é fantástico (e que, aliás, preciso ter e reler), mas as primeiras páginas de “Suave é a noite” são incríveis. Indispensáveis para quem gosta de literatura e/ou deseja ser um bom escritor. E minha bem-amada me presenteou com o cd dos Hermanos na Fundição Progresso e outra coisa que não sei porque a transportadora ainda não entregou e ela não quer me dizer o que é hehehe
Eu a presenteei, e a todos aqui em casa, com livros, é óbvio.
“Minha mente é como um carro veloz que se despedaça todo se não for usado para o fim a que se destina. A vida é um lugar-comum, os jornais estão estéreis, a audácia e a aventura parecem ter sumido do mundo do crime. Como pode me perguntar, então, se estou disposto a examinar algum problema novo, por mais banal que possa parecer?”
Sherlock Holmes, no conto “O caso da Vila Glicínia”, que folheei ontem, reclamando do mundo do crime. Se ele estivesse vivo hoje, sentiria saudades daqueles tempos.
O Daniel Lopes convidou algumas pessoas para escreverem sobre os melhores livros que leram em 2008. Entre essas pessoas, eu. Como falarei sobre os melhores livros que li no Digestivo, resolvi escrever sobre o melhor livro que não li. Ficou legal, ele gostou e está lá, no Amálgama.
A semana passou voando, quase não vi os dias passarem.
Mas, ao mesmo tempo, estes últimos 15 dias do ano estão demorando mais que os últimos dois meses.
Ou vai, ou racha.
Dos últimos 5 posts, 4 foram meio revoltados. Pareço um velho resmungão. Mas não sou, é só uma fase.
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Estou lendo “Diário de um ano ruim”, de J.M. Coetzee. Deveria estar lendo outros livros, mas o Coetzee cortou a fila. E é até bom. O livro tem me agradado bastante e, apesar de o personagem falar bastante sobre política e guerra, estou me divertindo. Mérito de Coetzee, que deu ao protagonista uma fala jovial, apesar de o personagem ser um escritor já meio velhinho. O texto não é atravancado e nem mesmo a divisão inusitada das vozes narrativas (a partir de um ponto três vozes dividem as páginas - entendam: três vozes, três discursos, na mesma página) atrapalha a leitura. Aliás, estou achando é divertido ler do jeito que estou lendo.
Tentarei explicar: cada capítulo do livro tem, no míinimo, duas páginas. Suponha que você está na página 15. Ela começa com o início de um dos ensaios do escritor. Uma linha pontilhada separa esse texto de um outro parágrafo mais curto, que é o próprio escritor narrando alguns fatos de sua vida que se desenrolam enquanto ele escreve os ensaios. Uma outra linha pontilhada separa esse parágrafo curto de um outro parágrafo curto, que é a recém-contratada secretária do escritor, que está digitando para ele os ensaios, que são gravados num gravador - claro - e também escritos a mão - é que o escritor detesta digitar. Ele sente uma grande atração física por ela e ela, por sua vez, mostra em sua narrativa que o provoca descaradamente.
Na página 16, a estrutura é a mesma, continuando a página 15, claro. Como estou lendo: leio primeiro o ensaio, depois volto à página 15 e começo a ler narrativa do meio, termino-a na página 16, depois volto mais uma vez à página 15, começo a ler a narrativa da garota e termino-a na página 16. Agora imaginem o capítulo começando na página 15 e terminando na 21 (é só um exemplo, não abri o livro). É ou não é divertido voltar três vezes à mesma página?
Há quem ache chato, mas eu, não.
Noto agora que não conseguirei resenhar o livro. Uma pena, porque parece ser mesmo muito bom, e gostaria de recomendá-lo em uma resenha.
***
Trechinhozinho do primeiro capítulo de “Diário de um ano ruim”:
Se o cidadão vive ou morre não é preocupação do Estado. O que importa para o Estado e seus registros é se o cidadão está vivo ou morto.
Eu deveria ter te dado um abraço bem apertado, mas não dei.
Eu deveria ter te dado um beijo mais demorado e carinhoso, mas não dei.
Eu deveria ter pensado melhor antes de não falar direito com você, mas não pensei.
Esse negócio de errar sem perceber e perder as oportunidades que aparecem é uma droga.
“Tem alguma coisa acontecendo, e acontecendo de verdade, e não são os otários freqüentadores de caixas de comentários de ‘blogs literários’ que vão perceber isso. Esses babacas não pegam um livro para ler. Esses babacas folheiam um livro, ‘dão uma espiada’, só para confirmar seus preconceitos e cretinices. Vão se foder, tá?”
André de Leones, em seu blog, falando com todas as letras o que eu volta e meia tento falar de maneira menos “dura”. Mas acho que os tais babacas não são bons entendedores, para os quais meia palavra basta. Então, faço das palavras do André as minhas: vão se foder, tá? Mas só os imbecis que volta e meia enchem meu saco com comentários idiotas e posts de blog se referindo à minha pessoa (sim, estou falando com você, querido, que bloqueou seu blog; é bom você dar um jeito nisso porque, se estiver falando de mim lá, cedo ou tarde saberei; e, se você estiver me ofendendo, eu te processo; ah, e nem diga que agora quem está te ofendendo sou eu, você já fez primeiro e citando meu nome; eu aqui não estou citando o seu, então, dane-se).