Archive for January, 2009

Um belo começo

Saturday, January 17th, 2009

2009 começou para mim duas vezes. A primeira foi dia 01 de janeiro, quando o ano começou para todos. A segunda vez foi ontem, 16 de janeiro, um dia depois de encerrar minha segunda passagem pela livraria aqui da cidade.

E foi, novamente, um excelente começo. De novo com minha bem-amada, de novo recebendo/ganhando livros e, de quebra, um dvd.

Recebi ontem “Meu destino é ser onça“, de Alberto Mussa, acompanhado de farto material de divulgação e uma simpaticíssima saudação; e também “100 praias que valem a viagem“, de Ricardo Freire e “Cemitério de pianos“, do português José Luis Peixoto.

O dvd foi Cássia quem me deu, “O homem duplo“, um filmaço que eu queria comprar faz tempo.

Agora é sacudir a poeira, resolver as pendências dos últimos dias e correr atrás de 2009, que já está uns 15 dias na minha frente.

Bem-vindo, 2009

Friday, January 16th, 2009

Você, pra mim, começa agora.

Contra os dois lados

Thursday, January 15th, 2009

Não bastasse a quantidade de inocentes morrendo, a escola (as escolas?) destruída, Israel continua atacando indiscriminadamente o território palestino.

Ontem um hospital, um prédio da ONU e um outro prédio onde algumas redações estavam alocadas foram bombardeados.

Falei num post que posicionar-se contra ou a favor de qualquer um dos lados nesta guerra é algo que não pode - nem deve - ser feito. Aliás, o correto mesmo é posicionar-se CONTRA os DOIS lados.

O problema é que Israel tem deixado claro a que veio. Ao destruir hospitais, provocar danos às equipes da ONU e ferindo jornalistas, temos uma noção de qual é realmente o plano deles e do que eles são capazes de fazer. Você não precisa ser um Sun Tzu pra deduzir. E é isso que provoca a ira das pessoas contra o mais forte - leia-se Israel.

Esta guerra está longe de acabar e, pelo que estou vendo, não vai haver cessar-fogo algum. O que eles querem é genocídio. Eles querem acabar - completamente - com os palestinos.

É hoje!

Thursday, January 15th, 2009

Quer dizer: É a partir de amanhã!

Hamas e 11/9

Wednesday, January 14th, 2009

Apesar de tudo - do cansaço, da falta de tempo, da guerra, dos problemas do dia-a-dia e dos problemas que vêm de anos e anos -, a semana começou muito bem, obrigado.

Na segunda-feira Cássia e eu fomos almoçar juntos e assim passamos o dia inteiro (juntos, não almoçando, claro). Um dia bem tranquilo e divertido, pois, pois.

Além disso, recebi, no meio da tarde, “A comissão“, de Philip Shenon, uma, como diz o subtítulo, investigação sobre o 11 de setembro.

Ontem recebi outro, “Hamas - Um guia para iniciantes”, do qual já falei aqui. Hoje, quarta-feira, não receberei nada, mas espero no decorrer da semana receber mais unas cositas boas.

Das escolhas

Tuesday, January 13th, 2009

O brasileiro tende a futebolizar tudo. Qualquer coisa vira motivo de torcida. As pessoas torcem por um partido, por uma pessoa, por uma chuva, sei lá. E ficam torcendo tanto, mas tanto, que às vezes (muitas vezes) se esquecem de que, se agirem, poderão conseguir o resultado desejado com maior eficácia e rapidez. Existem também casos para os quais não adianta torcida. As discussões acaloradas, futebolizadas, sobre política e religião, por exemplo, são inflamadas por gostos e ideologias pessoais. Raramente há, nas conversas sobre esses assuntos, discussões lúcidas, serenas e de bom senso.

Então, não me admira ver por aí pessoas que nada têm a ver com o assunto, que pouco sabem sobre a situação, torcendo por Israel ou pelo Hamas; sendo que, qualquer escolha de “lado”, nesse conflito, é uma escolha errada.

Afinal, ambos estão errados. Não há honra nem correção nas atitudes anteriores do Hamas - nem nas atuais, claro, mas agora estão “protegidos” com o argumento de “legítima defesa” -, muito menos nas de Israel, promovedor de constantes massacres no passado (não muito distante) e, como disse Robert Fisk, autor dos disparos que deram novo fôlego ao conflito na Faixa de Gaza no fim de 2008 (está no link mas não custa lembrar: Israel foi quem suspendeu o cessar-fogo desta vez, não o Hamas).

Além de Robert Fisk, muitos outros jornalistas estão fazendo uma cobertura bastante sóbria e sensata sobre o conflito. Um deles é Pedro Doria, que tem colocado informações assaz interessantes em seu site. Outro é Gustavo Chacra, dos blogs do Estadão. O Amálgama também tem feito - com uma ou outra ressalva - uma boa cobertura. O G1 não pára de atualizar seu conteúdo e, não obstante algumas informações que podem ser alvo de discussões, é uma boa fonte para quem quer entender e acompanhar a situação. Isso para ficar somente na cobertura nacional.

Mas, quase esqueço, o assunto é outro. Os Estados Unidos parecem assistir a tudo de uma confortável poltrona de camarote. É certo que estão em uma “missão de guerra” no Iraque, mas não seria o caso de intervirem também na Faixa de Gaza?

A pergunta soa idiota depois de saber que os EUA não se posicionaram na votação do Conselho de Segurança da ONU que pedia o cessar-fogo de ambos os lados. Vamos colocar a pergunta antes da votação, então. E vamos analisar a abstenção. E a situação dos EUA, o antiamericanismo e o antiimperialismo - as duas últimas palavras vêm sendo constantemente utilizadas de 11 de setembro de 2001 para cá. Não seria, para os EUA, interessante essa guerra? Até que ponto a paz é lucrativa para os EUA? Melhor: por que as guerras são tão lucrativas para os EUA (e não estou falando aqui em dinheiro)? Os yankees, em crise (agora, sim, estou falando em dinheiro, mas não só) há anos - com somente o estopim sendo no fim do ano passado -, não podem respirar melhor enquanto o mundo se preocupa com um conflito desses? Por que os EUA, com todo o poderio militar que possui, não já resolveu a situação entre israelenses e palestinos de uma vez por todas? Por que deixaram - talvez propositalmente - uma brecha para constantes conflitos entre esses dois povos (com a criação do estado de Israel e posterior incondicional apoio a ele)?

Não tenho as respostas para tais perguntas, e certamente elas não trarão a paz. Mas respondê-las pode ajudar a entender melhor toda a situação - não só lá, na Faixa de Gaza, e sim de todo o mundo. Nos próximos meses e anos tentarei ler o suficiente para sanar meus questionamentos.

Carta ao embaixador israelense no Brasil

Sunday, January 11th, 2009

* Carta publicada no blog de Guilherme Conte e enviada a Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil.

Caro Senhor Embaixador Becher,

É com profunda consternação que li o texto “O conflito do Hamas em Cores” no site da Embaixada de Israel no Brasil. A importante posição que o senhor ocupa — representando um país em guerra em um outro país com a dimensão e a relevância geopolítica do Brasil — me leva a um raciocínio de mão-dupla. Ao mesmo tempo em que, pela força das circunstâncias, seria difícil esperar um posicionamento diferente por parte de um embaixador, a minha inabalável fé na humanidade não me deixa abrir mão da esperança. Penso que sempre vou esperar atitudes surpreendentes por parte de líderes para fazer do mundo um lugar menos desumano.

O senhor, infelizmente, não conseguiu alargar seus horizontes para além da costumeira lupa das ideologias e da defesa do “eu”, do “nós”. Repito que, uma vez representante de um governo e de um país, eu não poderia esperar do senhor uma postura francamente aberta, plural, humana e libertária. Há uma guerra em curso. Porém, eu poderia — e esperava, sim — que o senhor não contribuísse de maneira tão esmerada para este perverso mecanismo de falseamento da realidade e esforço pela construção de um absurdo consenso.

Permita-me, agora, fazer um reparo. O que acontece neste momento em Gaza, em Israel e na Cisjordânia não é uma guerra. O governo que o senhor representa está perpetrando um massacre. O senhor defende um torpe e cruel genocídio amparado pela justificativa da “luta legítima contra o terrorismo e o extremismo assassino”. Senhor Becher, algumas de suas palavras — e o cerne de sua argumentação — estão totalmente afinados com o discurso do presidente George W. Bush. Em um mundo sem espaço para inocência, coincidências não existem. Este mesmo discurso busca legitimar mortes, ocupações, guerras, massacres, assassinatos. O senhor fala em terrorismo? Pois o senhor encampa uma forma tão ou mais cruel de terrorismo: o terrorismo de estado.

Nenhuma morte é necessária. Nenhuma morte é justificável. Nenhuma morte é defensável. Em momento algum, em lugar algum, em contexto algum. Por favor, não caia na retórica fácil de “se vocês se colocarem em algum momento em nossos lugares”. Este argumento é utilizado sistematicamente desde 1947. Eu sinto falta, cada vez que ouço este tipo de discurso, de uma noção elementar. Senhor Becher, não é por não concordar com suas políticas que não nos colocamos em seus lugares. Há um abismo entre entender um contexto e aceitar posições.

Eu me coloco no lugar de vocês. Em Dachau, em Treblinka, em Auschwitz, em Sderot, em Tel-Aviv. Só que a isonomia é um princípio fundamental para um mundo minimamente humano, E, por isso, também me coloco no lugar de quem está em Gaza, em Ramallah, em Jerusalém, em Haifa, em Sabra, em Chatila. Do mesmo modo que também me coloco no lugar de quem está em Peshawar, em Bagdá, em Nova York, em Tbilisi, no Rio de Janeiro, em Sbrevrenitza, em Kigali ou em qualquer lugar em que pulse um coração.

Toda vida é sagrada, senhor embaixador. Deus — sejá lá que noção possa-se ter de Deus, ou até sua ausência — está em todas as pessoas. Dessa forma, não há qualquer argumento que me faça aceitar o massacre que está sendro perpetrado em Gaza. Como também não aceito o cerco, as ocupações e os assentamentos. Não são só bombas, tanques e foguetes que matam palestinos. A fome mata palestinos. As doenças matam palestinos. A falta de água mata palestinos. A falta de dignidade mata palestinos.

Por isso, mais uma vez digo que li seu texto com profundo pesar. São posições como esta que tornam este conflito uma areia movediça intransponível há tantas décadas. Eu me recuso, como ser humano, a aceitar a necessidade destas “operações” (a gramática pode ser muito perversa). E, por favor, furte-se a apontar miopia de minha parte. Como ser humano o Holocausto cala fundo em minha alma. E também como ser humano este novo Holocausto me dói no corpo todo. Israel transformou Gaza num inferno, senhor embaixador. Não há qualquer justificativa possível para tamanha covardia, tamanha crueldade, tamanha ausência de amor, fé e esperança.

O senhor pergunta se qualquer um de nós estaria disposto a viver nas condições enfrentadas pelos cidadãos de Sderot. Não, senhor embaixador, eu não estaria disposto. Como cidadão paulistano, minhas condições já são por si só tristes, sem a necessidade de foguetes caindo sobre a minha casa. E isso justifica que os palestinos devam viver sob as condições que vivem há tantos anos, confinados feito animais? Digo isto porque o que vimos nos últimos 14 dias não pode nem ser chamado de “condições”. Gaza, hoje, é a ausência de condições. O senhor sinceramente acha que este é um caminho possível? Além das mortes, dos ferimentos, além de toda a dor e sofrimento, Israel não está conseguindo nada além de semear mais ódio. Ou o que o senhor acha que pode brotar em solo tão arrasado?

Permita-me, por fim, não fraquejar na consistência de minha posição. O que está acontecendo em Gaza neste exato momento é um crime cruel contra a humanidade. Quisera eu poder dizer que é “sem precedentes”. Não é. A história, mais uma vez, se repete como tragédia, sob o verniz da farsa cada vez que um texto como o do senhor é veiculado. Frente a uma situação tão grave, é absolutamente necessária a condenação total de tais ações. E é aqui que concluo, senhor embaixador: essas quase oitocentas mortes, e todas as que vieram e virão na esteira dessa postura inflexível e covarde, habitam a sua consciência. A sua e a de todos que buscam justificar esse genocídio — esse verdadeiro campo de concentração, sim, em que Gaza foi transformada — sob qualquer argumento. Os silogismos, a “guerra contra o terror” e a retórica empertigada de que “as casualidades civis são profundamente sentidas” estão sujos de sangue. Casualidades, senhor embaixador? Esta palavra não ressoa em seus ouvidos ao deitar sua cabeça no travesseiro à noite?

Não espero, com essa carta, atingir mudanças minimamente significativas. Se, no entanto, ao menos por um breve momento, eu conseguir lhe promover alguma reflexão, penso que minha iniciativa já terá alguma valia.

Que a esperança nunca nos abandone. Espero sinceramente que o meu filho que ainda não nasceu possa brincar com os filhos do senhor em um mundo com menos casualidades e mais compreensão, respeito à vida e um sincero sentimento de amor aberto a tudo o que é humano.

Obrigado por sua atenção. Paz,

Guilherme Conte
São Paulo - SP

Antecedentes criminais de Israel

Sunday, January 11th, 2009

O Guilherme Conte me mandou por email um artigo de Robert Fisk, que dispensa apresentações, publicado no último dia 07, no The Independent. Quem quiser o artigo inteiro traduzido, é só pedir que mando por email. Abaixo vai só um trecho. Não sei quem traduziu, mas certamente eu não faria melhor:

Esquecemos os 17.500 mortos – quase todos civis, a maioria mulheres e crianças – de quando Israel invadiu o Líbano, em 1982? E os 1.700 civis palestinos mortos no massacre de Sabra-Chatila? E o massacre, em 1996, em Qana, de 106 refugiados libaneses civis, mais da metade dos quais crianças, numa base da ONU? E o massacre dos refugiados de Marwahin, que receberam ordens de Israel para sair de suas casas, em 2006, e foram assassinados na rua pela tripulação de um helicóptero israelense? E os 1.000 mortos no mesmo bombardeio de 2006, na mesma invasão do Líbano, praticamente todos civis?

O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham-se preocupado com poupar civis. “Israel toma todo o cuidado possível para evitar atingir civis”, disse mais um embaixador de Israel, apenas horas antes do massacre de Gaza.

Amanhã publico aqui, na íntegra, a carta do Gui ao embaixador de Israel no Brasil.

Guerra? Que guerra?

Saturday, January 10th, 2009

O querido Guilherme Conte, em carta ao embaixador de Israel no Brasil Giora Becher, diz o seguinte:

O que acontece neste momento em Gaza, em Israel e na Cisjordânia não é uma guerra. O governo que o senhor representa está perpetrando um massacre. O senhor defende um torpe e cruel genocídio amparado pela justificativa da “luta legítima contra o terrorismo e o extremismo assassino”. Senhor Becher, algumas de suas palavras — e o cerne de sua argumentação — estão totalmente afinados com o discurso do presidente George W. Bush. Em um mundo sem espaço para inocência, coincidências não existem. Este mesmo discurso busca legitimar mortes, ocupações, guerras, massacres, assassinatos. O senhor fala em terrorismo? Pois o senhor encampa uma forma tão ou mais cruel de terrorismo: o terrorismo de estado.

E Guilherme tem razão. Vejamos a contagem de mortos em notícia publicada na manhã de hoje no G1:

A ofensiva israelense custou a vida de 815 palestinos, dos quais 235 crianças e 93 mulheres e dezenas de outros civis, e deixou mais de 3.350 feridos desde que foi lançada, segundo o balanço mais recente divulgado pelo chefe dos serviços de urgência em Gaza, Mouawiya Hassanein.

Do lado israelense, pelo menos 4 civis morreram atingidos por foguetes lançados pelo Hamas, e 10 militares morreram em combate em Gaza ou vítimas de disparos na fronteira. Ao menos 154 israelenses ficaram feridos, 123 deles sem gravidade.

Os números dizem tudo, certo?

O embaixador da Autoridade Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, deu a seguinte declaração, também ao G1:

“Mesmo quem não é militante do Hamas, mesmo quem não tem nada a ver com a guerra. É uma situação desesperadora. A pessoa vê a sua família em perigo, vê a sua família morta, e vai pegar em armas para enfrentar o inimigo. E quem pode julgar? Essas pessoas têm o direito de se defender. As casas delas estão sendo atacadas”.

Quinta-feira, dia 08, o conselho de segurança da ONU aprovou a medida que pede o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas… Israel não se submete à ONU, da mesma forma que os Estados Unidos têm poder de veto e, na votação do cessar-fogo, se absteve, fazendo como Pilatos fez ao lavar suas mãos. Naquela época, Cristo morreu para nos “salvar” (nota-se que de nada adiantou, que Deus me perdoe). Desta vez, palestinos morrem e vão continuar morrendo, mas a troco de quê? A justificativa de Israel, de que é uma ofensiva contra o Hamas, é absurda, sem noção, estapafúrdia.

Mais uma vez, via G1:

O representante palestino na reunião [da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que estava reunida em Genebra], Ibrahim Khraishi, acusou os líderes israelenses de iniciar uma guerra para conseguir vantagens eleitorais.

“Desde o início da recente agressão contra a Faixa da Gaza, 14 dias atrás, sem parar e sem piedade ou moralidade, o fluxo de sangue e partes dos corpos de crianças, mulheres e civis palestinos inocentes se transformou, infelizmente, em parte da campanha eleitoral dos líderes israelenses”, disse Khraishi.

Israel desobedece leis internacionais e pode (dane-se o politicamente correto) cometeu/está cometendo um crime de guerra. Chegou a hora de todos tratarmos o “conflito” como massacre, como bem disse Guilherme Conte.

Mais sobre o massacre israelense na palestina, via G1.

Últimos livros de 2008

Tuesday, January 6th, 2009

Era para ter escrito este post no dia 31 de dezembro, mas o cansaço era tamanho que não tive paciência para escrevê-lo.

Como de praxe, comprei um livro no último dia do ano. Um, não, três. Aí vão os títulos e os motivos que me levaram a comprá-los:

Além da revisão (editora Senac), Aristides Coelho Neto -> Apesar de trabalhar como revisor e querer conseguir mais trabalhos ainda na área (aliás, se você tem algum material a ser revisado, vamos conversar), não li muitos livros sobre o assunto. Na verdade, nenhum. Há meses vi o “Além da revisão” na estante de jornalismo (?) na livraria e fiquei interessado. Mas o livro estava fechado e eu também não poderia me dedicar a lê-lo tão cedo, então não me animei tanto. Mas aí o Barbão comprou, falou bem e eu resolvi que o compraria assim que pudesse lê-lo. Como em breve, espero eu, estarei mais tranquilo e organizado, peguei ele. Começo a ler em fevereiro.

As vinhas da ira (Record), John Steinbeck -> Esse estava reservado para mim há meses. Como só me restava dezembro para fazer alguma gracinha financeira, comprei-o. Steinbeck é autor de pelo menos dois clássicos: “Ratos e homens” e “O inverno da nossa desesperança”. Um dos autores que mais admiro e quero conhecer bastante. Outro dele que tenho para ler é “A pérola”.

Mitologias (Difel), Roland Barthes -> Arrumando a estante de sociologia ou história, encontrei este livro de Barthes. Macaco velho, fui logo abrindo o livro pra ver como ele estava catalogado. Tá lá: “1. Juízo (Lógica). 2. Semântica. 3. França - Usos e costumes. 4. Mitologia. I. Título.” Tudo bem que não ajuda muito, mas Barthes fica ou em Linguística ou em Crítica Literária. Tem um livro dele sobre fotografia e tal, mas, no mais das vezes, seus livros são dedicados a estudos em uma das duas áreas citadas. Dei uma olhada no índice e o coloquei na estante de Crítica Literária, onde temos mais três títulos dele. Daí resolvi folhear o livro e gostei de cara. Daí para comprá-lo foi um pulo.

Bom, eis aí os meus últimos livros comprados em 2008. O primeiro de 2009 só em fevereiro, mas, enquanto isso, tem o penúltimo de 2008, sobre o qual escreverei um post em breve.