Archive for February, 2009

U2 no terraço da BBC

Saturday, February 28th, 2009

Ontem, dia 27, o U2 fez um minishow “quase” surpresa (porque pouco antes já rolava a informação via internet) no terraço do prédio da BBC, em Londres. (Veja o site especial do U2 na página da BBC.)

A banda tocou quatro músicas. “Get on your boots”, “Magnificent” (ambas do disco novo, No line on the horizon), “Beautiful day” e “Vertigo”. Quem quiser pode ver os quatro vídeos no U2Br.com.

Não é a primeira vez que o U2 faz algo assim. Em 2004, se não me engano, eles saíram numa espécie de carroceria de caminhão pelas ruas de Nova York, tocando algumas músicas de How to dismantle an atomic bomb e algumas mais “velhinhas” também. O show surpresa terminou na Brooklyn Bridge, aquela ponte que já foi destruída em um monte de filme de ação hollywoodiano.

Agora, me digam: que outra banda pode se dar o luxo de fazer isso? Que outra banda consegue parar uma cidade como Londres com uma apresentação surpresa? Que outra banda tem cacife pra isso?

Creio que nenhuma. Talvez os Rolling Stones e o R.E.M., e só. A verdade é que me emocionei bastante assistindo aos vídeos, foi quase como se estivesse lá. Sensacional.

Com saúde não se brinca

Friday, February 27th, 2009

Detesto ir ao médico. Sou daqueles que pensam assim: pra ficar doente, basta fazer uma consulta. Tudo está bem até ir a um consultório. Depois de sentar, levar umas pancadas na barriga e dizer “trinta e três”, só Jesus e uma receita salvam.

Então não é anormal, no meu caso, adiar uma ida ao médico. Mesmo com os pedidos insistentes de minha mãe, sempre dou um jeito de escapar. E, quando não consigo escapar da ida, dou um jeito de não fazer exames. Ou faço apenas um, de sangue, e não volto para buscar o resultado - que dirá uma nova consulta.

É óbvio que não aconselho ninguém a fazer isso. Bem naquela de “façam o que digo, não façam o que faço”. Portanto, crianças, vão ao médico, façam exames periodicamente e tomem remédios, quando receitados. Mas se seu caso for uma dorzinha de cabeça ou gripe, um Tylenol ou um Vick Pyrena bastam.

Enfim. A questão é que odeio ir a médicos, do mesmo jeito que detesto ficar doente - e me esforço ao máximo para não deixar isso acontecer. Não sou um modelo a ser seguido - sou magro feito vara de bambu e poderia comer melhor, por exemplo, ter horários mais disciplinados etc. - mas graças a Deus não sou do tipo que fica doente de três em três meses. A última vez que baixei num hospital foi em fevereiro de 2008 e, um dia depois de ter uma melhora súbita após brigar com um médico idiota, fiz um exame que me presenteou com uma sinusite. Antes disso, se não me engano, foi no início de 2004, quando, por uma grande conspiração astro-cosmo-Murphológica, tive dengue, rubéola e estafa, ao mesmo tempo. Talvez uma virose em 2006 ou 2007, mas nada de grave. Há algumas semanas eu fiquei malzaço aqui em casa, mas foi algo que comi, com certeza.

Sigamos. O problema é que, agora, precisarei me submeter a uma intervenção médica que, se não fosse por minha displiscência, me custaria três vezes menos grana e três vezes menos tempo, além de me custar uma quantidada infinitamente menor de aborrecimentos e de “tá vendo? se tivesse ido antes…”, ditos por minha mãe.

Então, fica aqui o recado para aqueles que, como eu, odeiam ir ao médico: se você sentir alguma coisa ou se algo lhe acontecer, e você souber que é necessária uma consulta mas, mesmo assim, pensar em deixar para depois, esqueça essa ideia. Vá logo e resolva o problema. Não o deixe se tornar maior do que ele é. Fazendo uma analogia barata e acredito que impossível de acontecer: não deixe uma unha encravada ser a causa de você perder o pé.

No U2br.com

Wednesday, February 25th, 2009

O pessoal do U2br.com republicou minha resenha de “No line on the horizon”. Legal o retorno que este texto está me dando. Estou orgulhoso dele.

Os livros e o Acordo

Wednesday, February 25th, 2009

O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é uma bobagem só. Pouca coisa mudou, e pouca coisa realmente relevante. Quem não assimilar as mudanças corre o sério risco de passar despercebido, tão pequenas foram as alterações.

Exemplo: “ideia” não tem mais acento. O indivíduo escreve lá, no texto dele, “idéia”, com acento. Ele pode ser um aluno do 2º ano do ensino médio, ou do 3º ano da faculdade, ou pode ser um jornalista, enfim, pode ser o que for, ele sempre terá a desculpa do “ah, foi um lapso”. Nenhum professor vai tirar ponto dele e revisores e editores existem justamente para cortar acentos indevidos, além de outras coisas.

Então, quando algumas pessoas deixavam de comprar gramáticas ainda não atualizadas com o Acordo, dizendo que iriam esperar chegar a atualizada, eu tentava - em vão - convencê-las de que poderiam comprar a gramática “antiga” e, como complemento, um manual sobre o Acordo - além de um dicionário, que certamente teriam de comprar. (Isso quando eu estava trabalhando na livraria, entre dezembro/08 e janeiro/09.)

Lendo ontem este artigo no site da Bravo!, fiquei pensando em como as pessoas ainda fazem essa celeuma toda por conta do Acordo. Particularmente, acho as mudanças ridículas, sem sentido e que em nada contribuem para o aprimoramento da nossa língua. Sem contar que certas alterações só complicaram mais ainda a vida de quem lida com texto todos os dias. O hífen, por exemplo, que palhaçada fizeram com o hífen entre palavras.

Mas enfim. O texto da Bravo! fala sobre o futuro dos livros pós-Acordo (não lembro se com ou sem hífen). Que eles podem se tornar obsoletos (no que se refere à grafia) etc. etc. etc. Mas isso, para mim, é conversa pra boi dormir. Afinal, não lemos tanta coisa em português arcaico? Com formas antigas e tudo o mais? Além do que, essa preocupação com os livros que não serão adaptados ao Acordo só teria razão se os futuros jovens ou as criancinhas de hoje fossem lê-los. Mas eles não vão. Eles vão é ficar no MSN conversando AXIM e falando “vc”, “tpw”, “vlw” e afins.

Quem lê, quem sempre está em contato com os livros, sabe o que alterou - ou ao menos tem uma noção. Então, deixemos essa discussão pra lá. Que tal tentar descobrir - ou, quem já sabe, revelar - as verdadeiras razões deste Acordo que é uma verdadeira enganação?

O futuro

Tuesday, February 24th, 2009

Os três caras ao fundo, da esquerda para a direita:

Então você está dizendo que as pessoas vão ‘twittar’ o que elas estão comendo no café?
E ‘colocar’ as fotos do café em um ‘Facebook’?
E outras pessoas vão ver os cafés e fazer comentários?

Cara sentado:

Sem querer ofender, Homem do Futuro, mas todos do seu tempo são idiotas?

“Homem do Futuro”:

Desculpem cortar a onda de vocês, galera, mas vocês perguntaram. Sim, este é o futuro.

Imagem via Trabalho Sujo. Fui lá porque foi onde o Barbão viu que Duff McKagan, ex-baixista do Guns N’ Roses, atualmente no Velvet Revolver, formou-se em economia e agora é colunista da Playboy norte-americana.

Tradução meia-boca dos balõezinhos: eu.

Sobre ter um cachorro

Monday, February 23rd, 2009

Cachorros são muito bonitinhos em filmes, novelas e na casa dos outros - se não for um monstro (leia-se doberman, rottweiler, fila e afins). Mas cuidar e criar um cachorro dá um trabalho que só quem tem um sabe como é.

Nunca fui muito fã dos caninos. Lembro que eu sofria com os poodles, quando era guri. Todo poodle que me via corria atrás de mim. Era uma droga.

Faz um bocado de tempo, tentamos criar aqui uma pastor belga. Ideia de meus irmãos, não apoiei e não ajudei em nada. Minha não colaboração fez com que a estadia dela conosco não passasse de seis meses, visto que meus irmãos não ajudavam em quase nada, ficando todo o trabalho de criar e cuidar da cachorrinha com meus pais - minha mãe, mais especificamente.

Os anos passaram e os poodles pararam de me perseguir. Também deixei um pouco de lado o trauma de cachorros e, há mais de um ano, desta vez por ideia e vontade apenas de minha irmã, estamos criando uma labrador. E, desta vez, eu, que jurava não ajudar em nada e que no início me coloquei terminantemente contra a manutenção de um animal de estimação em nossa casa, sou o que mais anda acompanhando a cachorrinha em suas aprontações diárias.

Ela é a cara do Marley. Até comprei o livro e assisti ao filme (contei pra vocês? chorei horrores).

Mas enfim. A questão é que criar um cachorro dá um trabalho danado. Além de uma boa despesa. Ração, ossinhos, correntes, coleiras, peitoral, remédios, banhos… Gasta-se uma boa grana. Sem contar o adestramento, se o cachorro precisar. Ah, e o principal: tempo. Perde-se uma enorme quantidade de tempo por causa de um cão. É passeio, é esperar ele fazer as necessidades, é limpar a sujeira, é observar ele solto pra não aprontar demais…

Então, se você estiver pensando em criar um cachorro, pode parar, respirar um pouquinho, consultar preços de petshops, sacos de ração e os adereços todos listados no parágrafo anterior. Pense se você tem preparo psicológico (estou falando sério) para cuidar de um animal. Depois, se você tem condições financeiras para isso. Em seguida, se você tem tempo. Por último, pense, e pense muito, se você tem paciência suficiente para descobrir seu sofá rasgado, suas plantas comidas, seus braços arranhados e muito mais.

Não que todo cachorro seja uma máquina de fazer estragos, mas você pode dar a sorte de justamente o seu ser assim.

No line on the horizon, do U2

Monday, February 23rd, 2009

Em primeira mão pra vocês, meu texto sobre o novo disco do U2, que vai sair amanhã, no Digestivo.

Retrato do artista quando velho

Sunday, February 22nd, 2009

O que pode ser pior, para um escritor, do que não ter uma boa idéia sequer para escrever?

Se perguntarmos isso a Eugene Pota, protagonista de “Retrato do artista quando velho” (CosacNaify, 320 págs.), romance do escritor norte-americano Joseph Heller, ele dirá que não há nada pior que isso. Ainda mais quando se tem consciência de que o fim de sua vida se aproxima.

“O artesão que vive muito, especialmente o escritor de romances e peças teatrais, pode chegar a uma fase de sua vida em que sinta não ter nada de novo para escrever mas deseja, de qualquer forma, continuar.”. É este o caso de Eugene Pota.

Com 74 anos e uma carreira literária de sucesso, o velho romancista vive o tormento de não conseguir escrever. As idéias surgem, mas sempre esbarram em um clichê ou em um romance já escrito. Ou ainda em uma execução mal feita. Leia-se: páginas a serem jogadas no lixo.

Último romance escrito por Joseph Heller, que faleceu em 1999, “Retrato do artista quando velho” foi publicado postumamente, em 2000. Essa informação nos leva a pensar que a arte realmente imita a vida, já que para Eugene Pota ele só teria tempo para publicar mais um romance. Seria sua última obra. Depois dela, a morte. Pota tem certeza disso. (more…)

É, mudei

Sunday, February 22nd, 2009

Ao menos por enquanto, o template vai ser este.

Sorry, Bono

Friday, February 20th, 2009

O novo álbum do U2, “No line on the horizon“, vazou e eu baixei. Sorry, Bono, mas não aguentei.

Na época de “All that you can’t live behind”, roubaram o laptop do Bono, com algumas músicas que, se não me engano, não entraram no disco. “How to dismantle an atomic bomb” também vazou antes do lançamento. Então a banda já está escolada nisso.

Gravei o cd e não paro de ouvir desde ontem. Mas já tinha encomendado o meu cd desde terça-feira. Então, ninguém pode me acusar de pirataria.

Ah, “No line on the horizon” é maravilhoso. E já escrevi um longo texto sobre a banda, tendo o novo disco como gancho. Quando for publicado aviso aqui, claro.