Archive for July, 2009

Será que vão censurar os blogs?

Friday, July 31st, 2009

Os Sarney conseguiram dar um cala-boca temporário no Estadão. Digo temporário porque a decisão insana de um juiz que muito provavelmente tem o rabo preso não deve durar muito. Acredito que o Estadão consiga se livrar desse obstáculo e continuar publicando tudo o que bem entender sobre os Sarney.

José Sarney já deu um cala-boca em um blog também - ou vários, não lembro; quem tiver um link com alguma matéria sobre o assunto, por favor, me informe, para eu colocar aqui no post (agradeço publicamente ao Dudu Tomaselli, que me enviou o link através de um comentário).

Queria saber até onde vai o poder desse homem. Queria ver se todos os blogs mais acessados do Brasil começassem a xingá-lo, fazer denúncias etc. Será que ele daria um jeito de tirar todos os blogs do ar?

Não sei se vocês sabem, mas José Sarney apoiou a ditadura e depois foi apoiado pelos militares que antes compunham a ditadura. José Sarney é mais podre que fruta esquecida na feirinha. E um grandessíssimo safado.

“Depende do seu conceito de verdade…”

Thursday, July 30th, 2009

Há muitas frases feitas sobre a verdade. A maioria delas um tanto ofensivas em relação àqueles que a defendem e a buscam, sendo que boa parte foi dita ou escrita alguns dos homens mais brilhantes que já viveram. Não obstante, todas são vazias e não se sustentam.

Pelo simples fato de que não se pode menosprezar a verdade ou tratá-la como se ela não existisse ou fosse inalcançável. A verdade, para mim, é sagrada, e deve ser preservada e encará-la como tal. Óbvio que, em certos momentos, ela pode ser prejudicial - responda sinceramente à sua esposa, que ganhou uns quilinhos nos últimos meses, se você acha que ela engordou. É aí que entra o bom senso.

Mas enfim. Comprei faz muito tempo o livro “Deus, um delírio“, de Richard Dawkins, e ainda não o li. Recentemente precisei dele para fazer uma consulta e encontrei um trecho excelente, sobre a verdade. E aí vai:

“Se sou acusado de assassinato, e o promotor pergunta, sério, se é verdade que eu estava em Chicado na noite do crime, não posso me safar com uma fuga filosófica: ‘Depende do que você quer dizer com verdade’. Nem com uma alegação antropológica e relativista: ‘Só no seu sentido científico e ocidental de ‘em’ é que eu estava em Chicago. Os bongoleses têm um conceito completamente diferente de ‘em’, segundo o qual só se está ‘em’ um lugar se se é um ancião ungido com o direito de aspirar pó de escroto de bode.”

* Alguém pode se lembrar deste post e perguntar por que comprei o livro de Dawkins. Além dele, comprei “Deus não é grande“, de Christopher Hitchens. São vários os motivos: quero conhecer os argumentos contrários de ambos à existência de Deus, além de tanto um quanto o outro versarem sobre o fundamentalismo religioso, algo que abomino e que matou - e continua matando - tanta gente por aí.

Eu, eu mesmo e eu de novo

Wednesday, July 29th, 2009

* Publicado no meu primeiro blog em 08 de julho de 2004. De lá pra cá mudei um tanto, mas não muito.

Aquela conversa séria: adiar o quanto for possí­vel. As roupas que seriam levadas para a viagem seriam separadas apenas poucas horas antes da saí­da. A mãe diz:

- Tem uma semana que eu venho falando com esse menino! Assim eu não aguento.

Arrumar o quarto? Minha bagunça é organizada até demais. Se arrumar é pior - não acho nada.

- Que dia é hoje?
- Hoje? Segunda. Vence quando?
- Quarta.
- Quarta eu pago, pode deixar.

Compromissos marcados: vou se puder, a depender do humor.

- Te ligo amanhã!

Eu não ligando, deve haver um retorno. Não havendo, bem, não era importante.

- Rapaz, o teu CD está comigo até hoje! Amanhã trago aqui.

Um “amanhã” que pode durar uma semana - ou mais.

Os prazos que me determinam são cumpridos, mas errar é humano, ninguém é de ferro:

- Não, professora, o que aconteceu é que não entendi bem a tarefa. Lhe procurei pela universidade mas não a encontrei. Prometo que trago na próxima aula.

Assim sou eu, e assim vou levando minha vida. Levo um puxão de orelha aqui e ali. Os amigos comentam, dizem que estou sumido. Mas, se não me ligam, eu vou ligar?

Se eu não fosse assim, seria outro. E em algum lugar do mundo algum outro seria assim, sendo, portanto, eu.

A ilusão são-paulina

Monday, July 27th, 2009

Nos últimos três jogos o São Paulo ganhou do Santos, empatou com o Internacional lá no Beira-Rio e venceu o Barueri também fora de casa. Isso já bastou para a imprensa começar a inflar o time. Tem gente falando até na busca do heptacampeonato brasileiro.

Mas o fato é que o São Paulo venceu o Santos por uma questão muito simples: o time da Vila Belmiro estava tão desarticulado quanto o tricolor. Na verdade, um pouco mais. Daí a vitória do menos pior.

Contra o Inter, o São Paulo deu sorte. Muita sorte. O Inter relaxou e permitiu o empate, dois gols que o tricolor “achou”, ou seja, não foram resultado de jogadas bem e propositalmente articuladas. Foram golpes de sorte.

No jogo na Arena Barueri, houve uma mistura dos dois fatores: sorte e time adversário nervoso e um tanto desarticulado (preguiça de procurar um sinônimo).

Resumindo: o São Paulo continua com problemas graves na defesa, continua com um meio de campo frágil e com um ataque quase inofensivo. Não há, no momento, sinal de grandes melhorias. O que houve, na minha opinião, foi o “fator cagada” e uma ligeira melhora no desempenho de alguns jogadores. E isso é suficiente para chegar ao título. Para isso, é preciso mais, muito mais.

O Exu Literato está de volta

Sunday, July 26th, 2009

Se vocês não o conhecem, ei-lo: http://exuliterato.blogspot.com/

Assim mesmo, direto, sem mais delongas e apresentações. Ele as dispensa.

E então chegamos ao fim

Sunday, July 26th, 2009

When you’re feeling really great, that’s the time to write a tragedy, and when you’re feeling really down, make a comedy.” (Billy Wilder)

Falar, agora, o que estou sentindo parece-me impossível. Não poderia dizer que há uma enorme dor em meu peito, ou que uma tristeza sem tamanho se abateu sobre mim. Tanto faz se por que seria constrangedor demais ou se por que seriam expressões insuficientes e vazias, ou se, pior, não traduzissem a realidade. Mas agora pareço ter encontrado as palavras certas: confusão e cansaço.

É assim que estou: confuso e cansado. Os últimos dias não foram fáceis, e o que aconteceu ontem foi mais difícil ainda. Depois de quase cinco anos juntos, dividindo alegrias e tristezas – bem mais alegrias, diga-se –, nossa história se encerrou. E, a maior das ironias, finalmente posso utilizar um título que gostei desde o momento em que o vi: “e então chegamos ao fim”.

O intrigante – eu quase escrevo “engraçado”, mas não há nada de engraçado aqui – é que não houve um motivo específico para a nossa separação. Da mesma forma que nos aproximamos – de maneira involuntária, eu diria –, um conquistando o outro aos poucos, fomos nos afastando. Fico me perguntando se não seria melhor haver um outro, ou uma outra, que tivesse nos separado. Ao menos seria uma razão, algo concreto. Eis o motivo da minha confusão. E também do cansaço: na ânsia de tentar compreender o que realmente aconteceu, passei a última noite em claro – outro clichê – lendo e-mails que trocamos, nossas últimas conversas virtuais e tentando lembrar dos últimos contatos por telefone e, claro, dos nossos últimos encontros.

Tentei, também, lembrar de algo que eu teria feito que pudesse originar essa indiferença que passou a nos dominar. Não sei se feliz ou infelizmente, minha memória – que ultimamente anda fraca/falha, é verdade – nada revelou. Já a dela, eu não sei. E, apesar de, agora, querer saber, daqui a alguns dias nada mais me importará. Além do que, não haverá mais conversas, não se termina algo para se continuar uma outra coisa. Isso não entra em minha cabeça. Se não demos certo juntos, por que haveríamos de dar certo separados?

Não posso negar que ela ainda ocupa boa parte de meus pensamentos. Mas agora não em devaneios sobre o futuro ou ternas lembranças. Apenas me questiono se ela estaria em casa, sentindo-se também atordoada pelo fato de não mais sermos, ou se está por aí, em alguma festa, ou se saiu com alguma amiga, ou se simplesmente deitou-se e foi dormir o sono dos (in)justos.

Mas também não posso negar que a ideia de que, depois de tantos anos, finalmente poderei voltar a não apenas olhar e desejar outras mulheres, mas também abordá-las, e quem sabe levá-las para a cama, me seduz. Durante o tempo que passamos juntos, nunca deixei de admirar e olhar para outras, mas o respeito que tinha por ela – e continuo tendo, claro, apesar de agora querê-la bem longe de mim – e minha obstinação em ser fiel – o que me deixa com a consciência tranquila, afinal, ninguém poderá me recriminar, dizer que eu a traí e que por isso ela me abandonou etc. – me impedia de um olhar mais demorado, ou até mesmo de um flerte brincalhão, sem intenção alguma de ser nada mais que um flerte.

Agora que chegamos ao fim, estou livre para fazer o que eu bem entender. Inclusive ficar sozinho com essa enorme dor em meu peito e essa tristeza sem tamanho que se abateu sobre mim.

Tempo de Poesia, de Gisele Lemper

Saturday, July 25th, 2009

Como sei que tem gente de outros estados que frequentam o blog, coloco aqui o convite para lançamento, na Livraria Cultura de Brasília, do livro “Tempo de Poesia”, da querida Gisele Lemper.

Eu não vou, mas quem for de Brasília e puder ir, por favor, me represente, comprando o livro, pegando autógrafo, parabenizando a autora e tudo o mais.

É, Muricy! (finalmente no Palmeiras!)

Tuesday, July 21st, 2009

Minha intuição não falhou desta vez. Eu estava sentindo que alguma coisa poderia acontecer e o Muricy finalmente assinaria contrato com o Palmeiras. Fiz aqui minhas previsões malucas e, agora há pouco, fiquei sabendo, pelo Twitter de Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, que o Muricy é o novo técnico do Palmeiras.

Para um são-paulino que está fulo da vida com seu time e com sua diretoria, não poderia ter acontecido coisa melhor.

Que o Muricy consiga fazer um excelente trabalho no Palmeiras e seja eleito, pela quarta vez seguida, o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. E que ele possa, também, ser mais uma vez campeão do certame, conquistando o título pela quarta vez seguida.

Ah, sim: sou são-paulino de coração, mas vou também torcer pelo Palmeiras no restante do ano, por causa do Muricy, claro.

Fareed Zakaria, Lobo Antunes e Os senhores da guerra

Tuesday, July 21st, 2009

Graças a um acordo com minha bem-amada, pude comprar alguns livros na Americanas, para começar a pagar só não sei quando - usei um vale-troca dela e tal. Foi um belo negócio, porque eles estão dando 30% de desconto no valor total do pedido, mas só quando você compra três livros deste link. Como não tenho tido tempo para postar aqui, vou reproduzir as sinopeses dos livros disponíveis nos sites das suas respectivas editoras.

O mundo pós-americano“, de Fareed Zakaria (por que comprei: foi o livro que Barack Obama estava lendo quando eleito presidente dos EUA; mas meu interesse por ele vem de antes um pouco, porque quero ler alguns livros sobre a situação política e social das Américas)

Na primeira frase de O mundo pós-americano, o cientista político e jornalista Fareed Zakaria deixa claro seu tema: “Este livro não é sobre o declínio dos Estados Unidos da América, mas sobre a ascensão de todos os outros países”. Clareza e concisão são algumas das qualidades desta obra, na qual o autor desenvolve a idéia de que os Estados Unidos continuam a ser a superpotência dominante do ponto de vista militar e político, mas que em todas as demais dimensões, como na economia, nas finanças e na cultura, está ocorrendo uma distribuição do poder: estamos entrando num mundo pós-americano.

Os símbolos visíveis dessa nova ordem são vários. Os dois edifícios mais altos do mundo erguem-se em Taipei e Dubai. A maior empresa de capital aberto é chinesa e o maior fundo de investimentos tem sede nos Emirados Árabes Unidos. O maior avião do mundo é fabricado na Rússia e na Ucrânia, a maior refinaria está em construção na Índia e as fábricas mais gigantescas estão todas na China. Os cassinos de Macau faturam mais que os de Las Vegas. A maior indústria cinematográfica não é Hollywood, mas Bollywood, na Índia - e a terceira maior está na Nigéria. Nove dos dez maiores shoppings centers do planeta situam-se fora dos Estados Unidos. Sem esquecer que os chineses superaram de longe os americanos em medalhas de ouro na última olimpíada.

Mais importante do que esses sinais exteriores é a constatação do crescimento econômico do resto do mundo (graças, segundo o autor, à vitória americana na Guerra Fria e à disseminação de seu modelo de política e economia). Zakaria dedica dois longos e importantes capítulos à ascensão da China e da Índia - os dois exemplos máximos desse crescimento -, em que procura fugir da visão belicista neoconservadora e descreve as grandes diferenças existentes entre essas duas futuras superpotências. Sem desconhecer os problemas que advirão da “ascensão do resto”, mas colocando na sua devida dimensão supostas ameaças como o expansionismo chinês ou o terrorismo islâmico, O mundo pós-americano pinta um quadro relativamente otimista do futuro próximo, desde que os Estados Unidos sejam fiéis ao seu destino histórico e aos seus princípios democráticos e liberais. [Leia um trecho do livro no site da editora]

Ontem não te vi em Babilônia“, de António Lobo Antunes (por que comprei: eu já queria ler Lobo Antunes faz tempo, mas recentemente o jornalista e escritor mineiro Humberto Werneck, que mediou a conversa com Lobo Antunes na Flip, me recomendou veementemente a leitura de um dos livros do autor, só não lembro qual; como “Ontem não te vi em Babilônia” estava na promoção das Americanas, peguei ele)

Numa noite em claro, entre a meia-noite e as cinco da manhã, personagens diversas relatam tudo o que pensam, enquanto a insônia permite. Ouvem-se histórias de vidas sonhadas ou sonhos de vida, contos alegres, tristes, cruéis, com esperança ou desencanto, histórias de medo e de encantar. Ontem não te vi em Babilónia passa-se numa única noite, uma noite em que ninguém dorme, em que diversas vozes se entrelaçam.

Ana Emília não se esquece da morte da filha, um suicídio quando a menina tinha apenas 15 anos. Alice, ex-enfermeira de um hospital de província, casada com um homem calado e truculento, repassa acontecimentos difíceis da infância. E Osvaldo, seu marido, acordado no quarto ao lado, recorda-se inicialmente da mãe, que morreu quando ele ainda era criança, e, com o passar das horas, lembra eventos mais recentes, que ligam intimamente os personagens. No livro, António Lobo Antunes – um dos mais importantes escritores de língua portuguesa – cria um quebra-cabeça fascinante, que aos poucos vai se revelando.

Como observou o escritor angolano José Eduardo Agualusa, “os livros do António não se apresentam, não se pode dizer que o enredo é este ou aquele”. Agualusa destacou ainda, que o grande escritor português “não condescende com as modas do mundo ou da literatura”.

Em entrevista concedida na época do lançamento de Ontem não te vi em Babilónia em Portugal, Lobo Antunes falou sobre seu processo de criação, que considera muito difícil do ponto de vista técnico:

“Eles (os personagens) estão a adormecer, entre a meia-noite e as cinco da manhã. Ao longo do livro vão ficando cada vez com mais sono. E, portanto, os nexos lógicos passam a ser cada vez mais difíceis. A idéia veio… Eu adormeço a ler… A gente vai, desce e sobe, não é? E quando descia lia coisas que não estavam lá no livro e que eram muito melhores. E depois quando acordava não estava lá nada daquilo. E então pensei: ‘Se conseguir um estado próximo deste, escrevo coisas muito melhores’. Como induzir em mim, estando desperto, um estado de vigília. Depois percebi que conseguia se me cansasse. Por isso normalmente as primeiras duas horas são perdidas. Quando começamos a ficar cansados é que as coisas começam a sair. E neste livro tentei levar isso ainda mais longe. Ficar parecido com aquilo que me acontecia quando estava a ler. Ou então aquilo que o narrador de O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, diz: ‘Parece que vos estou a contar um sonho…’. Não são romances. Não acontece nada. Não há uma história. Não me interessa nada fazer histórias, cada vez menos. É um bocado isso. Eles (os personagens) sobem e descem… E depois começa a aparecer uma coisa, uns filamentos, umas frases, um esboço de história, que depois eu vou destruir. Sinto-me é cada vez mais seguro, e isso é muito agradável. Porque é óbvio que cada vez estou a escrever melhor.”

Sobre a escolha do título de seu décimo oitavo livro, o autor revelou: “Já tinha acabado o livro e ainda não tinha título. E um dia estava a passear por um texto do poeta cubano Eliseu Diego, dei com a frase escrita há 5 mil anos, num fragmento de argila. Tive essa felicidade”. [Leia um trecho do livro, em PDF, no site da editora]

Os senhores da guerra“, de Simon Berthon e Joanna Potts (por que comprei: é mais um para a pequena biblioteca sobre guerras que estou montando; vai me servir bastante daqui a alguns meses)

Em OS SENHORES DA GUERRA, Simon Berthon e Joanna Potts recontam a Segunda Guerra Mundial através da vida de quatro grandes líderes: Hitler, Stalin, Churchill e Roosevelt. Enquanto suas nações travavam batalhas com armas, eles lutavam com suas mentes, mudando o curso da história com pensamentos e ações. Os autores do livro partem do princípio de que as decisões pessoais dos quatro também determinaram a eclosão, o curso e as conseqüências da guerra entre 1939-45.

Hitler decidiu sozinho invadir a Polônia; no verão de 1940 no hemisfério norte, foram unicamente suas avaliações que levaram ao confronto com a União Soviética. Stalin fez um pacto com Hitler; foi sua análise psicológica e estratégica que o fez concluir que Hitler não invadiria a União Soviética em 1941, deixando a Alemanha indefesa. Provavelmente teria havido um desdobramento diferente para o verão de 1940 se Halifax, e não Churchill, tivesse se tornado primeiro-ministro britânico naquele funesto 10 de maio. E por mais que Roosevelt tenha se esquivado antes de finalmente ser empurrado à guerra, foi ele quem decidiu que a Alemanha nazista, e não o Japão, era o inimigo número 1; e foi ele quem apostou pessoalmente na generosidade desmedida como maneira de conquistar a colaboração de Stalin na criação de um mundo pós-imperial de paz e nações livres.

Esses quatro homens estiveram à frente das ideologias dominantes do século XX enquanto elas colidiam durante a Segunda Guerra Mundial: totalitarismo de direita e esquerda, democracia liberal, democracia social, colonialismo europeu e imperialismo econômico. Na guerra entre essas ideologias, dezenas de milhões de pessoas lutaram e morreram.

OS SENHORES DA GUERRA é um livro sobre as relações sempre inconstantes de quatro chefes de Estado e suas guerras particulares.

Balzac, de Johannes Willms [Release]

Tuesday, July 21st, 2009

Balzac (*1799, Tours, †1850, Paris) foi um otimista incorrigível. Mas sua esperança de ganhar dinheiro a partir do matrimônio sempre foi frustrada. Até que ele conseguiu se casar com a duquesa polonesa Eveline Hanska um pouco antes da própria morte, depois de quase vinte anos de espera. Um final feliz, de conto de fadas para uma vida aventuresca.

Seu estilo de vida de fachada era famoso e suspeito: móveis de mogno, tapetes orientais, bengalas exclusivas, luvas de suedine cor de palha e uma saída nos fundos para escapar dos credores. Famoso e suspeito também era seu ímpeto no trabalho: envolto numa túnica de monge e mantido acordado por café preto, ele criou a obra mais incrível de todos os tempos: “A comédia humana”, um universo de mais de 1300 personagens e suas histórias.

Johannes Willms apresenta a vida de Balzac aos olhos espantados dos leitores. Ele descreve, com vivacidade, o que motivava Balzac, tanto na vida quanto na arte. Baseado em documentos dos mais particulares, as cartas, ele não cede à tentação de encará-las com verdade absoluta, mas faz a distinção entre a bela aparência (que Balzac amava e cultivava) e a realidade, muitas vezes traumática.

* Fonte: Editora Planeta.