Archive for September, 2009

Moptop no Digestivo

Tuesday, September 29th, 2009

Coluna nova no Digestivo. Desta vez, sobre a banda Moptop. Além de escrever um pouco sobre o segundo disco deles, “Como se comportar”, fiz uma pequena entrevista com o Gabriel Marques, vocalista do grupo. Espero que vocês curtam o resultado :D

Fim dos blogs e Da graça de ler

Saturday, September 26th, 2009

Madrugada produtiva, esta.

Primeiro, o post “Fim dos blogs (#comofas)”, no Digestivo.

Depois, “Da graça de ler”, no O Leitor.

Leiam e espalhem!

Sobre garanhões e piriguetes

Friday, September 25th, 2009

Lendo o texto do Daniel Lopes (valeu, Daniel, pelo aviso) Jean Garnier sobre um filme me ocorreu o seguinte:

Fala-se muito hoje em igualdade dos sexos e tal. E um dos pontos que mais polêmica gera, nessa “batalha” dos sexos, é sobre o fato de homens infiéis e mulherengos serem festejados e até admirados por essa característica, e as mulheres “namoradeiras” serem vistas como piriguetes e vagabundas.

Me parece que as mulheres “lutam” para fazer com que, em vez de serem vistas com maus olhos por fazerem sexo com quem e quando quiserem, aconteça o contrário, ou seja, que sejam vistas como “garanhonas”, digamos assim.

No meu mundo maravilhoso não seria assim. As mulheres lutariam para os homens tomarem juízo, isso, sim. Fico triste ao ver amigos meus, com namoradas bonitas e dedicadas, fazendo besteiras. Eu também já fiz, admito, e hoje me envergonho disso. Não é nada inteligente arriscar um relacionamento bom, promissor e duradouro por uma aventura que não vai durar mais que uma noite. Ou algumas noites.

Sobre os solteiros mulherengos não me pronuncio. Na minha época de festas - isso faz muuuuito tempo -, cheguei a ficar com, sei lá, 7 meninas numa mesma noite - pouco, para os garanhões, mas para mim isso é um recorde, é tipo uma noite de Zé Mayer, acreditem. Me diverti um bocado, “tirei minha onda” mas… e daí? Não me acrescentou em nada. Muito pelo contrário: foi numa dessas que devo ter pegado uma herpes.

Além do que, garotas sérias geralmente não se interessam por caras que “pegam geral”. E eu sempre quis encontrar uma garota séria para mim. Porque, no fundo, no fundo, eu sou um cara sério.

Então, acho muito bom que ainda soe mal para as mulheres ficar com vários caras numa festa e que a traição ainda seja algo muito mais pesado quando parte da mulher. As mulheres são muito mais nobres que os homens e não devem, em hipótese alguma, querer se equivaler a nós. Muito pelo contrário: deveriam querer que nós nos equivalêssemos a elas.

Duas dicas de livros

Monday, September 21st, 2009

No caderno “Opção Cultural”, do Jornal Opção, de Goiás, eu fiz duas indicações de leitura, a convite do editor do suplemento. Confiram! É só clicar aqui e procurar meu nominho lá.

Do anonimato (ou Sobre a ANABA)

Saturday, September 19th, 2009

Denúncias anônimas, que muitas vezes ajudam a solucionar crimes ou encontrar criminosos, são, ora, anônimas. Fontes de jornal, que fazem denúncias graves contra políticos ou empresas, inclusive conseguindo e cedendo, A JORNALISTAS, são, também, anônimas.

Qual o problema, então, do anonimato na internet?

Os trolls. Se você não sabe o que é um troll, é só clicar aqui e aqui, são dois textos publicados no Digestivo sobre o assunto. Além disso, pode ver também o significado de troll na Wikipédia.

Eles, os trolls, são, claro, o problema. Mas, num caso como o que eu propus mês passado, neste post, não vejo nada de mais. Nem nos casos apresentados no primeiro parágrafo deste post. Aliás, quem aí nunca pensou em ligar para a polícia, sem se identificar, para reclamar do vizinho batendo na esposa? Ou do idiota que está com o som ligado na maior altura às 11:30 da noite?

Sem o anonimato, George Orwell não teria escrito “Na pior em Paris e em Londres”, no qual relata sua experiência - meio que obrigada pelas circunstâncias, vá lá -  entre mendigos naquelas duas cidades. Sem o anonimato, algumas experiências acadêmicas jamais poderiam ser realizadas, como a do professor que se disfarçou de gari para provar que nós - eu, você, nossos pais, amigos e irmãos - não olhamos para os garis, não os encaramos, não conhecemos seus rostos. Enquanto que, certamente, identificamos aquele gerente de banco ou aquela supervisora de megastore sem pestanejar.

Agora, com o surgimento da ANABA - Associação Nacional dos Blogueiros Anônimos -, começam a surgir por aí posts recriminando a iniciativa etc. e tal. Paciência. Nem Cristo teve unanimidade. Nem tem, até hoje. Eu, particularmente, se a ANABA não descambar para a esculhambação, dou o maior apoio. Inclusive, se eu achar que posso, colaborando - mas me identificando. Ou não, vai saber. Vai que eu descubro alguma tramóia das grandes? Não vou colocar o meu na reta, lógico. Afinal, não tenho nenhuma grande empresa de comunicação para me proteger.

A resistência, de Ernesto Sabato

Tuesday, September 15th, 2009

Resenha do livro “A resistência”, de Ernesto Sabato, no Digestivo.

E no O Leitor, republiquei minha resenha de “Como a picaretagem conquistou o mundo”.

Enjoy!

O descaso da UNIMED

Sunday, September 13th, 2009

Reproduzo abaixo o email que recebi de João Filho, um cara que eu admiro e de quem gosto pra caramba. O João está passando por uma situação no mínimo chata, por conta da UNIMED. Quem curte futebol sabe que a UNIMED é patrocinadora do Fluminense - na verdade, quase dona do time - e investiu pesado pra levar a equipe à segunda divisão.

Não bastasse isso, a UNIMED está ferrando a vida do João. Abaixo vocês leem o desabafo da Állex Leilla, esposa do João, a quem admiro por tabela, porque ela é do tipo de mulher que transforma a vida do cara - pra melhor, claro. A Állex é para o João o que Cássia é para mim. Daí que sou fã dela há tempos, mesmo só a conhecendo “de vista”. Enfim, quem tiver interesse, dá uma lida aí, e pense bem antes de deixar sua saúde nas mãos da UNIMED. Eu estava pensando em fazer isso, mas vou procurar outro plano.

Gostaria que essa mensagem servisse de alerta para que os desavisados que pretendem se associar ao Plano de Saúde UNIMED, qualquer um deles, mas, sobretudo, o sistema intercâmbio que atende pelo nome de UNIMED LESTE FLUMINENSE. Infelizmente, aderi a esse plano de saúde em setembro de 2008, minha adesão dependia de pagar uma taxa de adesão também para a UNIVERSICRED, cooperativa dos funcionários da UNIVERSO (Universidade Salgado de Oliveira, campus de Salvador, onde eu era professora). Meu marido (João Batista Fernandes Filho), que é funcionário da UNIVERSO, aderiu ao plano de saúde e à cooperativa. No entanto, tanto eu quanto ele pretendemos nos desligar da cooperativa e do plano o mais rápido possível devido ao fato de termos descoberto, na prática, que esse convênio é uma farsa.

Desde o dia 26/06/2009, meu marido tenta uma cirurgia de hérnia de disco e tem sido destratado e/ou ignorado pelo plano UNIMED LESTE FLUMINENSE. Estamos sozinhos para negociar o inegociável com o plano, uma vez que se trata de saúde. Dia 03/08/2009 entramos com um pedido de liminar, através de um núcleo jurídico. No dia 24/08, a liminar foi concedida. Recebemos um telegrama da UNIMED avisando que em cumprimento à liminar a cirurgia havia sido autorizada, deveríamos nos dirigir ao escritório da Central Nacional UNIMED (no Ed. Convention Center, Cidadela-Iguatemi, SSA), o que fizemos no mesmo dia. Depois de uma manhã inteira esperando, liberaram uma guia de internação para o Hospital UNIMED. Fomos ao Hospital UNIMED no mesmo dia e demos entrada no pedido de cirurgia, agora com a autorização concedida. Fomos informados que uma enfermeira agendaria com o médico-cirurgião e anestesista e entraria em contato. Dia 26/08, houve uma audiência no Juizado da Universidade Católica (SSA) porém, nessa ocasião nada foi resolvido, tendo a empresa informado à juíza que a cirurgia já havia sido autorizada. No entanto, até hoje, dia 13/09/2009, meu marido ainda aguarda a cirurgia. A UNIMED sempre arranja um jeito de adiá-la, o mais novo motivo é porque o “material cirúrgico foi rejeitado pelo médico”, isto é, eles querem que o médico use material inadequado! Meu marido segue sentindo dores, está de licença pelo INSS, impossibilitado de trabalhar e estudar. Passamos dias inteiros ligando para a empresa sem sucesso, a conta de telefone é monstruosa. Me pergunto como a justiça brasileira justifica a existência de um plano de saúde desses, inútil e, sobretudo, criminoso.

Estamos fazendo denúncias em todas as TVs e jornais locais, já registramos queixa na ANS e Ministério Público e nada, absolutamente nada foi feito contra a empresa. Como professora, tenho enviado emails diários a alunos e colegas para que evitem se associar ao plano UNIMED, qualquer um deles, Central UNIMED, UNIMED-SSA, não importa, são todos da mesma corja. Alertei também aos colegas da UNIVERSO-SSA que pensem bem antes de entrarem na UNIVERSICRED visando a adesão ao Plano de Saúde. Pensem bem porque na prática é mesmo que não ter plano algum, trata-se de uma quadrilha, uma quadrilha que não é fiscalizada nem pela ANS nem pelo Ministério Público e não obedece a liminares da justiça.

Espero que consiga evitar que mais pessoas, desavisadas, entrem nesse plano de saúde que não funciona e que constitui, sem dúvidas, um caso de polícia, provavelmente é tráfico! Que outro tipo de atividade empresarial pode ignorar determinações jurídicas e sair ilesa? Só conhecemos uma: o tráfico armado! Todas as outras empresas, de uma forma ou outra, são punidas, por que essa não é? Qual será o traficante que está por trás dela? Sei que é um saco essas coisas de email coletivo, corrente etc., mas ainda assim, peço encarecidamente que mandem essa mensagem ao maior número de pessoas possível, pois se trata de uma utilidade pública para que nenhum cidadão/consumidor tenha de passar pelo que estamos passando. Obrigada de coração!

Állex Leilla
Professor-assistente UEFS
http://www.allexleilla.blogspot.com
Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/3529681209301146

Resenha de “As sementes de Flowerville”

Saturday, September 12th, 2009

Republiquei, no O Leitor, a resenha que escrevi, em 2006, do livro “As sementes de Flowerville”, de Sérgio Rodrigues. Nos próximos dias pretendo movimentar mais o outro blog.

Várias grafias possíveis (mas só uma correta)

Wednesday, September 9th, 2009

Volta e meia vejo alguém escrevendo nomes de escritores de maneira incorreta. É claro que ninguém erra porque quer, mas sim por conta das várias possibilidades de grafia que certos nomes podem ter - Rafael, por exemplo, pode ser grafado RaPHael. Justamente por conta disso, resolvi reunir aqui os nomes que geram mais enganos. Me restringi a autores de língua portuguesa, porque não estou com cabeça para lembrar, agora, de casos semelhantes com autores estrangeiros. Quem sabe outro dia.

- Vinicius de Moraes, sem acento e “MoraEs”;

- Luis Fernando Verissimo - nem Luiz nem Veríssimo;

- Carlos Drummond de Andrade, e não Carlos Drummonde Andrade;

- Mário de Andrade, com acento;

- Oswald de Andrade, e não Oswald Andrade - nota: ele e Mário não têm parentesco algum;

- Rubem Fonseca, e não Rubens Fonseca;

- O mesmo vale para Rubem Braga, nunca Rubens Braga;

- Erico Verissimo, sem acento nenhum - nota: ele é o pai do Luis Fernando;

- Clarice Lispector, e não Clarisse Lispector;

- Graça Aranha, jamais Garça Aranha - e, pelo amor de Deus, nunca, mas nunca mesmo Grassa Aranha;

- Ruy Castro, e não Ruy de Castro;

- Do mesmo mal padece Fernando Morais, que não é nem nunca foi Fernando de Morais;

- Eça de Queirós também é grafado Eça de Queiroz, pelos mais birrentos; o mais correto é Queirós, embora o Queiroz não esteja de todo errado;

- José Saramago, nada de João - sério, eu já vi;

- António Lobo Antunes, assim mesmo, com acento agudo no “tó”, nada de “Antônio” ou “Antonio”.

Um hiato, quem sabe

Tuesday, September 8th, 2009

Não posto aqui, a rigor, desde o dia 31 de agosto. Ou seja, há 8 dias. O post anterior não foi um post, foi um comentário, uma bobagem que não deveria nem ter sido postada.

Mas por que não tenho postado? Falta de assunto não é, porque tenho algumas ideias ocupando minha cabeça. Falta de tempo? Talvez sim, mas acho que o problema é mesmo cansaço.

O trabalho aqui na cidade, apesar de ter uma jornada relativamente curta (6 horas), é muito cansativo. E, quando chego em casa, volto a me concentrar nos emails e no Digestivo, coisa que já faço ao acordar. Sem contar que passo algum tempinho com minha cachorra, às vezes saio com ela pra andar e tal, e isso me deixa mais cansado ainda. Não que eu reclame, estou apenas fazendo constatações.

Além disso, as leituras. Que a cada dia estão mais e mais atrasadas. Sem falar na faculdade. Estou de férias agora, mas próximo semestre pretendo pegar mais matérias, ou seja: a questão tempo vai se tornar ainda mais complicada.

Por essas coisas todas, pensei em “matar” este blog e me concentrar somente no O Leitor. Para vocês terem uma ideia, tenho um texto praticamente pronto na minha cabeça, para postar no O Leitor, questão de digitar e fazer algumas pesquisas, mas não coloco a mão na massa justamente porque sei que a pesquisa vai me tomar um bom tempo. E, sinceramente, há coisas mais importantes a fazer do que atualizar o blog.

E por que estou aqui, agora, escrevendo, então? Primeiro porque, como disse no post do dia 31 de agosto, não quero que este blog seja interrompido, deixado de lado. Segundo porque comi bastante agora há pouco e estou dando um tempinho para ir dormir. Como não quero revisar mais nada esta noite - trabalhei bastante no feriado -, resolvi explicar aqui o motivo de não estar postando, apesar de ninguém ter perguntado nada nem ter sentido falta nenhuma de conteúdo novo.

Mas, enfim, é isso aí. A luta continua. O máximo que pode acontecer com o Entretantos é eu passar uns bons dias sem postar nada e o blog entrar numa espécie de hiato involuntário. Em contrapartida, estou sempre falando alguma abobrinha no Twitter, e os updates aparecem aí do lado. Entonces, de certa forma, eu estou sempre blogando.