Archive for November, 2009

Sobre o Fórum das Letras de Ouro Preto, no Digestivo

Monday, November 30th, 2009

Já falei sobre o Fórum aqui, fiz a cobertura para a Brasileiros, mas ainda havia o que contar. Quem tiver curiosidade, é só conferir o texto no Digestivo. Sai amanhã, mas adianto o link aqui.

5 anos do primeiro beijo

Saturday, November 28th, 2009

No dia 27 de novembro de 2004 - na verdade, na noite do dia 27 para o dia 28, mas consideramos mesmo é o dia 27 -, perguntei, meio desajeitado, a Cassia - sem acento, ela descobriu recentemente - se eu poderia lhe dar um beijo.

Isso foi num show de - chutem aí, chutem - Calypso. Sério. Somos jovens, mas já fomos mais, e houve um tempo em que fazíamos bobagens de vez em quando. Tipo pular micareta, ir a show de pagode, essas coisas.

Era um sábado e ambos trabalhamos naquele dia. Ela, pela manhã até pouco depois do almoço. Eu, na parte da tarde até às 22:00. Ela, gripada e com febre. Eu, cansado, gripando e tendo que trabalhar no dia seguinte, domingo. Mesmo assim, fomos. Tínhamos que ir.

Vai saber o que teria acontecido caso não tivéssemos ido… Vai saber quando teríamos outra chance dessas. Dezembro na porta, ela trabalhando no comércio, eu trabalhando no shopping… Enfim. Apostamos nossas fichas naquele dia, naquela festa. 27 de novembro de 2004.

Mas aquele foi apenas o primeiro beijo. Nós apenas “ficamos”. Lembro que voltei para casa feito um bobo, com um sorriso largo estampado na cara - assim mesmo, com direito a clichê e tudo. Mas e depois, o que viria? Bom, estamos juntos há 5 anos. Mas o namoro começou oficialmente dias adiante.

Em breve vocês ficam sabendo como.

No Suplemento Literário de Minas Gerais

Tuesday, November 24th, 2009

Para quem não conhece, um pouquinho de História: o Suplemento Literário de Minas Gerais foi criado em 1966, para ser publicado como encarte do Diário Oficial de Minas Gerais. Sua concepção ficou a cargo de Murilo Rubião, escritor mineiro conhecido pela sua mania de perfeição. No prefácio dos livros “O pirotécnico Zacarias e outros contos“, “A casa do girassol vermelho e outros contos” e “O homem do boné cinzento e outros contos“, Humberto Werneck, bastante conhecido de quem acompanha este blog, diz que “Em meio século de atividade literária, [Murilo Rubião] publicou, em jornais e revistas, cerca de cinquenta contos, e para figurar em livro selecionou apenas … 33″. Esses 33 contos estão reunidos, justamente, nos três livros citados, todos publicados pela editora Companhia das Letras.

Quando aceitou a tarefa de criar e comandar o SLMG - ou apenas “o Suplemento” -, Murilo Rubião ainda não era o autor de “O pirotécnico Zacarias”, que, segundo o mesmo prefácio, “em pouco mais de um ano, 100 mil exemplares [do livro] se evaporaram nas livrarias”. Mas já era um escritor respeitado, talentoso e de vanguarda, como bem diz Humberto Werneck: “É espantoso verificar, hoje, o quanto Murilo Rubião foi ignorado, durante tantas décadas, quando na verdade antecipara entre nós um tipo de literatura [realismo mágico ou realismo fantástico] que só vinte anos mais tarde daria renome internacional a seus confrades hispano-americanos”.

Lá se vão 33 anos - justamente o número dos contos de Rubião publicados em livro - de 1966 para cá. Nesse ínterim, passaram pelo Suplemento e tiveram lá textos publicados vários escritores, como o próprio Humberto Werneck, Cyro dos Anjos, Luiz Vilela, Silviano Santiago, Sérgio Sant’Anna, Jaime Prado Gouvêa (que hoje é editor do SLMG), entre vários outros. Além disso, o SLMG não é mais encartado ao Diário Oficial. Ele é hoje uma publicação “isolada”, e não encarte de outro veículo.

Eu, que há anos venho me embriagando de literatura mineira - e que recentemente fiquei levemente embriagado na capital de Minas -, confesso que sempre tive vontade de ver algo meu no Suplemento. Mas, há alguns anos, eu não sabia como chegar até lá, e achava até impossível isso acontecer. Felizmente, os caminhos da vida - não o das Índias - me levaram até o Suplemento, e eis que foi publicado lá um texto meu, chamado “Os descaminhos da crítica literária brasileira”, na edição de julho deste ano, que, por conta de determinadas pendências burocráticas que fogem ao meu conhecimento e compreensão, só foi sair recentemente - não sei precisar quando, mas certamente nas últimas semanas.

Acredito que em breve a versão em PDF do SLMG, que recebi ontem, deve estar disponível para download no site do Suplemento. Enquanto isso não acontece, quem quiser o arquivo é me pedir que eu envio. Nesta edição - logo depois do meu texto, a propósito - foi também publicada uma entrevista inédita com Fernando Sabino, feita há 15 anos, por Drummond Amorim e Jaime Prado Gouvêa, no Hotel Toffolo, em Ouro Preto (e vejam só: passei por esse hotel quando fui lá). A publicação dessa entrevista, aliás, tem uma pequena participação minha: quem lembrou dela foi o Jaime, quando perguntei se ele foi amigo do Fernando, e, em caso positivo, se poderia colaborar de alguma forma com o A Falta Que Ele Faz. Ele me disse que não foram tão próximos, mas que havia essa tal entrevista “perdida”, que foi feita em dezembro de 1994, justamente para ser publicada no Suplemento, em 1995. Mas do fim de 1994 para o início de 1995 houve algumas mudanças no SLMG, e a entrevista acabou não sendo publicada. Agora, 15 anos depois, ela finalmente veio à luz. Em breve ela será reproduzida no blog em homenagem ao Fernando, dividida em três partes, imagino.

Quem quiser receber esta edição em casa, é só preencher este cadastro. O número desta edição é 1322.

Meu aniversário foi em julho. Este é certamente o melhor presente atrasado que já recebi.

Resultado da Promo Brasileiros

Monday, November 23rd, 2009

Foram milhares e milhares de emails, todos querendo ganhar a Brasileiros de outubro, mas apenas dois receberão as revistas em casa. Os premiados foraaaammmmmmmmmmmmm…

Mentira. Só três pessoas enviaram respostas.

Lúcio Jr., que enviou uma sugestão de coluna:

Oi, Rafael. Participando da sua promoção: você poderia fazer uma sessão com
as anti-resenhas, textos dos quais você não gostou. O coluna seria de
opiniões absolutamente idiossincráticas, tipo: “Não gosto de Nick Hornby
porque futebol não me entusiasma e associo os livros dele a uma foto do Pelé
pelado”; “Não gosto de Mirisola porque o rosto dele me faz lembrar um cara
que me sacaneava na escola e sentava no fundo da sala, etc.”

O nome seria: “Da arte de falar mal”.

Julio César Mulatinho, parceiro matinal de Fórmula 1 no Twitter:

- Que assunto você gostaria de ver mais abordado nesse blog?

Gosto muito dos posts sobre literatura, bem temperados com um pouco de cultura geral e Muricy Ramalho.

- O que você acha que falta ao Entretantos?

Uma frequência maior de posts realmente seria bem legal, mas é chato solicitar isso sabendo que não se ganha nada para escrevê-lo.

- E se você tivesse que escolher entre O Leitor e o Entretantos, qual escolheria?

Fico com o Entretantos, por se tratar de algo mais pessoal, com um caráter menos “oficial”, maior diversidade de assuntos, Muricy Ramalho, Moleskine, padeiros-artistas etc. Bons papos nascem desses posts.

E Wellington Machado, que volta e meia comenta aqui no blog:

1) Que assunto gostaria de ser mais abordado?

Gosto mesmo é de Literatura - o que já é abordade comumente. Prefiro falar do que eu não gostaria que fosse abordado: política e futebol. Acho que esses assuntos não têm nada a ver com o Entretantos.

2) O que falta ao Entretantos?

Acho que falta maior frequência.

3) Escolher entre o Entretantos e o Leitor?

Gostaria que fosse um só. Não gostei dessa divisão. Não há nada de mais publicar as resenhas no Entretantos.

Como seriam dois os premiados, são eles o JC e o Wellington. Agradeço aos três pela participação e espero que em breve possa fazer mais algum sorteio aqui - e espero também que haja uma maior participação de vocês. Junto com as revistas, cada um vai receber um livro - tenho alguns duplicados aqui, ia sortear, mas como os dois fizeram questão de participar da promo, vão levar este “brinde”.

Até a próxima!

Humberto Werneck no Programa do Jô

Thursday, November 19th, 2009

Ontem o jornalista e escritor Humberto Werneck - com quem tive a honra de tomar dois cafés da manhã recentemente, em Ouro Preto - foi um dos entrevistados do Programa do Jô. Autor de “O santo sujo - A vida de Jayme Ovalle“, “O desatino da rapaziada”, entre outros, Humberto foi divulgar sua obra mais recente, “O Pai dos burros - Dicionário de lugares-comuns e frases feitas“. Quem não viu a conversa, que foi muito divertida, pode ver abaixo.

***

Mais: Prefácio de “O Pai dos burros”.

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E está nas bancas a revista Conhecimento Prático Literatura nº 26, que vem com uma matéria minha sobre o livro “Olho por olho“, de Lucas Figueiredo, uma das obras mais importantes publicadas este ano, sem dúvida alguma. Nela, um pouco sobre o livro e uma entrevista com o autor. Corram para a banca!

Da interrupção, um caminho novo

Monday, November 16th, 2009

É o título do texto de João Paulo Cuenca que foi republicado no A Falta Que Ele Faz - Uma homenagem a Fernando Sabino. Vão correndo ler!

Quer ganhar uma Brasileiros?

Friday, November 13th, 2009

Como vocês sabem - e quem não sabe fica sabendo agora -, sou colaborador eventual da revista Brasileiros. De março para cá, escrevi cinco resenhas para a revista, nos meses de março, maio, julho, agosto e outubro. Gosto de pensar nessa relação como uma parceria. Até porque, ao me darem a primeira oportunidade, publicando a entrevista que fiz com Alberto Mussa no começo do ano, eles apostaram em mim. Depois veio a responsabilidade enorme de resenhar o novo livro do Chico Buarque. Em seguida toparam minha sugestão de escrever sobre “Vida conjugal”, de Sergio Pitol; na sequência, me pediram para resenhar “A Santa Aliança” e, finalmente, em outubro veio a honra de resenhar as até então inéditas novelas de Juan Carlos Onetti.

Como se tudo isso não bastasse, mais uma vez a Brasileiros me deu um grande empurrão e eu fui a Ouro Preto cobrir o Fórum das Letras para o site da revista. Não há como não ser eternamente grato a eles e não há como não gostar do pessoal que faz a Brasileiros. Pelas chances todas, claro, mas também pela qualidade da publicação e pelo cuidado com que fazem tudo.

Enfim, vou encerrar a rasgação de seda. A questão é a seguinte: como colaborador, recebo alguns exemplares das edições que contêm textos meus. Desta vez o pessoal, não sei se por engano ou se propositalmente, me enviou dois exemplares a mais da edição de OUTUBRO (com Antônio Fagundes na capa e em uma longa entrevista, conto de Ulisses Guimarães entre outras reportagens mais que excelentes). Resolvi, então, sortear esses dois exemplares aqui no blog. Adoraria que todo mundo já tivesse a revista, mas como sei que algumas pessoas não têm, eis aqui a oportunidade de tê-la.

E como vai funcionar isso? Da mesma forma que as promoções do Digestivo. Quem quiser participar vai responder a algumas perguntas. Cássia e eu selecionaremos as DUAS melhores respostas. Em seguida entrarei em contato com as pessoas para enviar as revistas. Que tal?

Eis as perguntas:

Que assunto você gostaria de ver mais abordado neste blog? O que você acha que falta ao Entretantos (frequência de atualização, foco, outras coisas)? E se você tivesse de escolher o Entretantos e o O Leitor, qual você escolheria? Por quê?

As respostas devem ser enviadas para o email rafael@entretantos.com.br. E esta “promoção” fica valendo até o fim da próxima semana, pode ser? Participem!

Direto do Moleskine 11-11-2009

Wednesday, November 11th, 2009

* “Direto do Moleskine” é a nova categoria de posts no blog. Ela abrigará textos escritos no caderno Moleskine que comprei recentemente, em Ouro Preto, e que serão transcritos aqui no blog - com as devidas correções e melhorias, claro.

Sempre preferi escrever à mão. Chegava mesmo a, tempos atrás, escrever a primeira versão do texto no caderno, passar a limpo também no caderno e, só então, digitar o texto no computador. Isso nem sempre significava ganho de qualidade, até porque hoje consigo produzir textos razoáveis direto no PC (e de uma vez só). Mas certamente aquilo servia para filtrar erros e deixar o escrito mais correto.

Acontece que hoje tenho escrito mais no PC do que à mão. Não há nenhuma razão especial para isso. Apenas é mais cômodo e, na maioria das vezes, não posso me dar o luxo de “perder tempo” escrevendo no caderno e só depois digitar. A correria do dia a dia praticamente me obriga a já produzir num programa de texto ou no rascunho do Gmail.

Mas eis que, de uns meses para cá, começo a ouvir algumas pessoas falarem sobre um caderninho especial, cheio de fama e história, que muitos escritores, jornalistas e artistas usaram/usam. É o Moleskine, no qual estou escrevendo este pequeno texto. Dizem que seu papel é melhor do que o papel “normal”, dos outros cadernos, falam que há uma espécie de mística que envolve a marca etc. Eu, sinceramente, não acredito nisso. Para mim, papel é papel, e eu gostaria mesmo é de fazer como o Gay Talese, que carrega, nos bolsos internos do paletó, pedaços de papelão recortados, oriundos daquelas proteções que vêm em camisas sociais.

Como não sou Gay Talese e imitá-lo custaria muito caro, resolvi resgatar o hábito de escrever à mão fazendo isso num Moleskine. Mais para matar a minha curiosidade a respeito dele do que por qualquer outra coisa. Creio que eu vá escrever um pouco mais aqui, até para justificar o alto preço que paguei por ele (55 pratas, divididas em duas vezes no cartão de crédito, é mole?).

Até agora não consegui perceber vantagem ou diferença alguma no que se refere ao papel. Mas é só a primeira folha, veremos o que acontecerá na próxima. Só não sei quando ela será utilizada.

Uma coisa posso garantir: o Moleskine não faz ninguém deixar de errar. O que já tem de rasura até aqui comprova isso.

Sociedade dos Poetas Mortos, a coluna

Monday, November 9th, 2009

Tá lá, no Digestivo!

Sociedade dos Poetas Mortos

Sunday, November 8th, 2009

Ontem Cássia e eu assistimos a “Sociedade dos Poetas Mortos”, um filme que assisti várias vezes quando estava no ginásio e que fazia tempo queria ver de novo.

Estava aqui escrevendo um post sobre ele mas o texto ficou bem maior do que eu pensei que ele fosse ficar. Por conta disso, vou deixá-lo descansar um pouco e pensar se posto aqui ou se deixo para publicá-lo no Digestivo.

Para quem não conhece o filme, fica aí embaixo o trailer. Comprei o DVD por 12,99 numa loja física da Americanas. Fica aqui a dica.