Archive for December, 2009

Obrigado, 2009

Thursday, December 31st, 2009

Este foi, sem sombra de dúvida, o meu ano mais produtivo. Não vou fazer as contas agora, mas com certeza foi um dos anos que mais colunas escrevi para o Digestivo - acho que as minhas melhores colunas de todos os tempos foram escritas nos últimos meses -, e foi o ano em que escrevi mais resenhas.

Além disso, foi o ano em que tive mais textos publicados em veículos impressos. Tive artigos, resenhas e matérias publicadas nas revistas Conhecimento Prático Filosofia, Brasileiros e Conhecimento Prático Literatura, e no Suplemento Literário de Minas Gerais.

Foi, também, o ano em que fui a Ouro Preto cobrir o Fórum das Letras de Ouro Preto, para o site da Brasileiros. Lá, conheci pessoalmente os jornalistas e escritores Jaime Prado Gouvêa - a quem entrevistei para o Digestivo -, Humberto Werneck - que revi em São Paulo recentemente -, e Edney Silvestre - a quem entrevistei para a Brasileiros.

2009 foi o ano em que revi os amigos do Digestivo e conheci também amigos do Digestivo que anda não conhecia pessoalmente. Foi o ano em que Cassia defendeu sua monografia e se formou com louvor, em Pedagogia. Foi o ano em que fomos a São Paulo e meio que decidimos quais serão nossos próximos passos.

2009 não foi, é claro, um ano perfeito. Houve problemas aos montes, os quais não vale a pena relatar aqui - até porque são apenas da minha conta, não da de vocês hehe -, mas com certeza foi o meu melhor ano, profissionalmente falando - ao menos até aqui.

Por isso, há muito o que comemorar e agradecer. E há também uma maior gana e responsabilidade para 2010. Porque se em 2009 houve muito trabalho e muitos obstáculos, 2010 promete a mesma quantidade de tudo, ou até mais.

Então, meus amigos, é isso. Um Feliz Ano Novo a todos vocês. Se 2009 foi bom, façam 2010 ser ainda melhor. Se não foi, não se esqueçam do clichê: ano novo, vida nova. É lugar-comum, mas acreditem: sempre é tempo de mudar, dar a volta por cima, começar de novo.

***

“De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.” (Fernando Sabino, em “O encontro marcado”.)

Mais detalhes sobre a viagem

Thursday, December 31st, 2009

Caramba, como pude esquecer! Não falei dos livros que trouxe de Sampa!

Viajei com a consciência de que não iria comprar nada. Ou, se fosse comprar, que fosse muito pouco. Antes de viajar eu tinha enviado um email para o Julio, pedindo pra ele levar um livro para o encontro do Digestivo, porque eu queria trazer o livro pra cá porque, teoricamente, eu teria tempo de ler etc.

Ele disse que não ia levar porque ia me mandar depois ele e uns outros. E eu pensei que seria melhor mesmo, assim não voltava com mais peso pra casa.

O negócio foi que, ao chegar no encontro, o Julio disse: “Rafa, trouxe uma caixa pra você, mas aí você vai ter que se virar pra levar no avião”. Eu pensei que fosse brincadeira, mas aí ele apontou pra baixo e lá estava a caixa, recheada de livros. E eu fiquei pensando: “putz! como é que vou levar isso pra casa?”.

No mesmo encontro, a Elisa Andrade Buzzo, colunista do Digestivo, me presenteou com um livro também: um conto de Machado de Assis, “Terpsícore“, publicado pela Boitempo Editorial em 1996. E agora me dou conta de que a Elisa não fez dedicatória. Fiquei tão surpreso com a presença dela que acabei esquecendo de ver isso na hora.

Engraçado foi chegar na pousada com a caixa de livros. O cara da recepção deve ter imaginado zilhões de coisas. “Será uma bomba aí dentro? Um animal em extinção? Armas? Drogas?”

No dia seguinte, fomos à Livraria Cultura duas vezes. Não lembro se já nesse dia compramos algo. Acho que não, eu estava tentando me controlar. Além disso, foi nesse dia que fomos à Brasileiros, e voltei de lá com a edição de dezembro em mãos - detalhe: nem nas bancas de São Paulo ela estava à venda, ainda - e com o romace “Vidas novas“, de Ingo Schulze, que será resenhado por mim na revista.

(Ah, perainda! Eu anotei as datas nos livros.)

No dia 11, sexta-feira, mesmo dia da visita à Brasileiros, comprei o livro “The dumbest generation“, de Mark Bauerlain. É, comprei no original, mesmo sem ter inglês fluente. Fiquei entre comprar ele e uma coletânea da Dorothy Parker, também em inglês, mas resolvi deixar a Dorothy para depois. Se não leio fluentemente em inglês, por que o comprei, então? Simples: porque quero muito lê-lo e as editoras aqui parece que tão cedo não o traduzem. Além disso, talvez seja uma boa maneira de melhorar nem que seja um pouquinho meu inglês.

No dia 12, sábado, completamos 5 anos de relacionamento. Foi, portanto, um dia especial. Não perfeito, porque algumas coisas não deram certo, mas foi um dia especial. Neste dia, comprei a biografia de Clarice Lispector (”Clarice,“) para Cassia. Ela me deu uma camisa, a qual devo vestir hoje, na virada do ano.

No dia 13, domingo, um vacilo: vi o cd do Them Crooked Vultures na Nobel de um shopping que fomos com Fabiana e Romulo, mas não comprei porque iríamos passar na Cultura e imaginei que fosse encontrar o disco lá. Vacilo enorme, até porque o preço da Nobel estava bem em conta. Mas tudo bem, aguento mais algum tempo sem o cd original. Como nossa partida seria no dia seguinte, queria comprar algo bem legal na Cultura, antes de irmos embora. Acabei comprando a revista Serrote nº 1 e “O imitador de vozes“, de Thomas Bernhard, porque o Julio fala tão bem do autor que eu fiquei curioso em lê-lo.

Sobre a caixa, que estava um pouco pesada (acho que tinham uns 13 livros dentro dela, ou mais, e alguns volumosos), a solução encontrada foi: colocar metade dos livros na mala e, no lugar deles, algumas roupas. Dessa forma a caixa ficaria mais leve e eu poderia levá-la como bagagem de mão.

Além do cd do Them Crooked Vultures, ficou pendente meu Moleskine de jornalista, que quero comprar para carregar quando sair - o tradicional, em formato de caderno normal, quero deixar pra escrever em casa - e o disco de uma garota que descobrimos no táxi que pegamos do aeroporto de Congonhas para a pousada: Anna Luisa. Ouvimos, no caminho, sua interpretação de “Cachaça mecânica”, música composta pelo tremendão Erasmo Carlos - engraçado: a autobiografia dele foi um dos livros que o Julio colocou na caixa. Adoramos a música e procuramos o disco dela na Cultura e na Nobel, mas não encontramos. Cassia também não conseguiu encontrar a agenda que queria, mas acabou encontrando aqui na cidade.

E agora acho que foi.

Detalhes da viagem

Wednesday, December 30th, 2009

Este post é só mesmo para complementar a coluna do Digestivo. Porque algumas coisas são pessoais demais para serem ditas na coluna, e talvez não fariam sentido para os leitores do site.

Sobre o metrô, por exemplo. Cassia e eu ficamos boquiabertos ao ver como o metrô é importante para a cidade, e também muito simples de se andar. Não pegamos ele e horário de pico, então não chegamos a passar aperto lá, mas a impressão que tivemos dele é que, se você tiver atenção e não der muito vacilo, é supertranquilo andar de metrô. Ainda mais porque Cassia fez todos os nossos roteiros através do Google Maps - dica do Barbão, que também nos deu vários macetes do metrô.

Desta vez a viagem foi mais tranquila no aspecto “trabalho virtual”, digamos assim. Quando fomos à Paraíba, ano passado, por mais que eu tivesse deixado boa parte do trabalho do Digestivo adiantado, sempre precisava consultar emails ou verificar alguma coisa do site. Desta vez, levei meu netbook, que havia comprado justamente no dia anterior ao nosso embarque. Uma dívida que não poderia ser feita, mas as circunstâncias a fizeram necessária. Para acessar a internet eu dependia do wi-fi de onde estivesse, porque não tenho ainda cacife para bancar uma conexão 3G. Nos aeroportos de Salvador e São Paulo não há wi-fi gratuito, você precisa ou comprar um cartão de acesso com determinado tempo de conexão - que, em Guarulhos, custa os olhos da cara, 1 hora é 18 reais, se não me engano -, ou consumir algo em algum local que tenha conexão wi-fi disponível para clientes. Em Salvador tomamos um café num lugar que não lembro o nome e usamos a conexão deles. Em Sampa não foi necessário, mas descobrimos que o McDonald’s tem esse “brinde” para quem come lá.

Mas não foi uma viagem tranquila no que diz respeito a tempo. Tínhamos apenas 4 dias para aproveitar uma cidade que é impossível de ser aproveitada mesmo que você passe toda a sua vida morando nela. Claro que sabíamos que não haveria como fazer muita coisa, e por isso selecionamos bem o que iriamos fazer. Mas ainda assim algumas coisas ficaram para uma próxima visita, como ir ao MASP ou à Casa das Rosas, por exemplo.

Uma das coisas que fizemos em Sampa foi ir à redação da revista Brasileiros. A relação que tenho com o pessoal da revista, contato que começou este ano, é tão boa que eu fiquei maravilhado. Queria muito ir lá, agradecer pessoalmente pelas oportunidades e tal. E foi o que fizemos.

Conhecemos, também, uma agente literária, a Marisa Moura, da Página da Cultura, a quem conheci totalmente por acaso, na internet. Conversamos sobre mercado editorial, novos autores, sobre as agências literárias, sobre Twitter, enfim, uma porção de coisas. Daqui pra 2011 convenço ela a ser minha agente.

Passamos uma tarde quase inteira com o Humberto Werneck, que fez as vezes de guia turístico por um bom pedaço da avenida Paulista. Conversamos um bocado, rimos bastante. O Humberto é uma figuraça.

Fomos várias vezes à Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Se ela já era enorme, quando fui lá em 2007, agora é maior ainda, por conta das lojas exclusivas que foram abertas depois, do Instituto Moreira Salles, da Companhia das Letras e da Record. Não sei se terei a oportunidade, mas adoraria trabalhar um bom par de anos lá.

No nosso penúltimo dia em Sampa - ou último, já que o dia seguinte serviu apenas para voltarmos -, fomos conhecer uma amiga de Cassia, a Fabiana, até então uma amizade virtual. Almoçamos na casa dela e depois fomos a um shopping, com ela e o namorado, o Romulo, que é uma figuraça. É uma pena não morarmos na mesma cidade, porque, se morássemos, seriam companhia sempre bem-vinda.

E acho que é só. Se eu não postar nada amanhã, Feliz Ano Novo pra vocês!

***

P.S.: Ficamos hospedados na Pousada Valparaíso, que faço questão de citar, lincar e recomendar. Já fiz isso na coluna, mas repito a menção aqui no blog.

Quatro dias em São Paulo

Tuesday, December 29th, 2009

É o título de minha coluna de hoje, no Digestivo. Como diz o título, é sobre a viagem que recentemente fizemos. Entre hoje e amanhã escrevo aqui no blog mais algumas coisas sobre ela. Enquanto isso, confiram a coluna!

Obituário do Paralelos no O Globo

Sunday, December 27th, 2009

Ontem foi publicado, no caderno “Prosa&Verso” do jornal O Globo, o obituário da revista literária Paralelos.

O Paralelos foi, durante muitos anos, a principal revista literária brasileira. Arrisco deixar a frase assim mesmo, sem o “virtual” depois de “literária”. Porque não havia publicação impressa - nem há, e isso é uma pena - que publicasse tantos autores novos e também consagrados [CORREÇÃO: há, sim: o Cronópios]. Os textos eram diversos: contos, poemas, resenhas, depoimentos… havia de tudo. Era realmente uma publicação bastante diversificada, e sempre com muita qualidade, tanto textual quanto visual.

Tive a oportunidade de ter textos publicados no site, em 2005, e ter também participado ativamente de sua atualização e até mesmo da seleção de textos de uma das edições - a atualização era mensal. Mas eis que, meses atrás, ficamos sabendo que os arquivos do Paralelos haviam “desaparecido” do servidor no qual estavam hospedados.

Com isso, o fim do Paralelos, que já há algum tempo não era atualizada, era oficializado. Faltava, entretanto, que o organizador do site, Augusto Sales, fizesse um pronunciamento sobre o ocorrido, coisa que veio acontecer agora, no “Prosa&Verso” de ontem, com a publicação do já citado obituário.

Além da palavra final de Augusto, há também, no caderno, depoimentos de várias pessoas que participaram do Paralelos - ou em toda a sua existência ou em épocas diferentes dele. Um dos “depoentes” sou eu, e vocês podem conferir o que escrevi aqui. Outras manifestações podem ser lidas no blog Paralelos, no Globo Online, que continua sendo atualizado com relativa frequência.

***

Tentei conseguir um exemplar do O Globo de ontem aqui na cidade, mas, para a minha surpresa, há meses o jornal não chega por estas bancas - ou bandas. E aí me lembro de que, nos dias que passamos - Cassia e eu - em São Paulo, víamos bancas de revistas em quase todas as esquinas da Paulista, com jornais e revistas de diversos cantos do mundo - The Economist, Vanity Fair, El País… Enquanto que, aqui na cidade, uma cidade de médio porte, mais de 500 mil habitantes, segunda maior cidade do estado da Bahia, o O Globo sequer é recebido nas bancas de revista. É frustrante.

À procura da felicidade

Saturday, December 26th, 2009

Quando o filme “À procura da felicidade” foi lançado nos cinemas, até fiquei com vontade de assistir. Porque Will Smith é o ator principal e eu gosto muito dele - desde sua interpretação perfeita em “Ali“. Mas aí o cartaz de divulgação e o fato de a produção ser baseada num livro - na verdade, e isso eu vim saber agora, a ideia do filme veio antes da publicação da obra - me fizeram deixar a vontade para depois.

O tempo foi passando, passando, e na última segunda-feira o filme passou na Globo. Vi algumas partes e fiquei fascinado pela história. Resolvi, então, finalmente alugar o DVD para assistir com minha bem-amada.

Basicamente, é a história de um homem que arriscou sua vida - e a de seu filho - por causa de um sonho. No caso do personagem - que é real -, Chris Gardner, seu sonho era ter uma vida boa, confortável. Não estamos falando aqui de muito dinheiro, de fazer fortuna. Falamos de um bom emprego, uma boa renda, que proporcionasse uma vida não apenas razoável, mas também não necessariamente recheada de luxos.

E ele viu essa oportunidade na Bolsa de Valores. Descobriu que, se fosse um corretor da Bolsa, teria a vida que gostaria de ter. E, por causa dessa vontade de ser corretor, ele passou pelos mais diversos tipos de dificuldades. Perdeu o carro, foi despejado da casa onde morava, dormiu com o filho no metrô e no banheiro do metrô, dormiu e comeu em abrigos, enfim, o cara comeu o pão que o - vocês sabem quem - amassou.

Felizmente, não sofri tanto nessa vida - acho até que, graças a Deus, sofri pouco, e espero que continue assim. Mas me vi um pouco no personagem. Porque estou, há anos, perseguindo um sonho - na verdade, um objetivo, prefiro chamar meus sonhos de objetivos. E, assim como Chris Gardner, tenho passado pelas mais variadas situações e perrengues nesses anos todos - guardando, é claro, as devidas proporções.

Sendo que uma dessas dificuldades me chamou mais a atenção: para ser contratado como corretor de uma determinada empresa, Chris precisaria passar por um estágio de 6 meses, sem ganhar absolutamente nada. Não apenas ele: de tempos em tempos havia uma seleção para corretor; quando Chris participou, havia mais 19 concorrentes em busca da mesma vaga. Apenas 1 seria selecionado.

E por que esse detalhe me deixou mais instigado? Respondo: quando comecei a escrever na rede, foi em um blog pessoal. Depois, comecei a colaborar com blogs coletivos, sites de cultura etc. (mais informações no link Sobre o autor, no menu ao lado), e, acho que vocês sabem, não se recebe por esse tipo de colaboração.

Às vezes nem mesmo jornais e revistas pagam por textos publicados. Escrever, meus amigos, não é nada rentável para iniciantes. Nem mesmo para muitos dos que já têm vários anos de estrada. Mas, ainda assim, há muita gente que escreve e não desiste de procurar um lugar ao sol. Alguns porque buscam o status de “escritor” - francamente, não sei de onde tiraram essa ideia de que ser escritor é “status”. Outros porque querem ser. E outros porque estão destinados a ser.

Chris Gardner é um predestinado. É incrível, quase inacreditável, ele não ter desistido do estágio. Assim como ele, há várias pessoas que decidem seguir um determinado caminho e, por estar escrito - mesmo que em linhas tortas… -, acabam fazendo justamente a escolha a que estavam destinadas. Faz tempo que tomei uma decisão, e espero ser uma dessas pessoas que fazem a escolha certa. Por mais trabalho que me dê e por mais dificuldades que apareçam, vou continuar o meu caminho. Só espero ter pegado a estrada correta.

5 anos juntos

Monday, December 21st, 2009

Bom, vocês já sabem como aconteceu o nosso primeiro beijo. Mas não contei ainda como foi que começamos a namorar.

Depois daquele 27 de novembro mágico, Cassia e eu continuamos a nos falar, tanto pela internet - naquela época ainda frequentávamos o mIRC - quanto por telefone. Mas o fim do ano propriamente dito se aproximava e, com isso, o aumento na nossa carga de trabalho. Como dito no post anterior, tanto eu quanto ela trabalhávamos no comércio, sendo que eu trabalhava no shopping. Ou seja: não tinha sequer fim de semana.

Prevendo um possível distanciamento por conta desse aumento de trabalho, propus que nos encontrássemos na única data possível tanto para mim quanto para ela (antes de 2005): 12 de dezembro, um domingo, duas semanas depois do primeiro beijo, portanto.

Marcamos o encontro no shopping, e agora não me recordo se eu tinha trabalhado naquele dia ou não. Mas lembro que nos encontramos no hipermercado e, quando nos vimos, ficamos sem saber se nos beijamos na boca ou se os beijos seria na bochecha. Acho que, naquele primeiro momento, fomos conservadores, mas ela poderá confirmar ou corrigir isso. Fiquem ligados nos comentários.

Do hipermercado fomos conversando e andando até a praça de alimentação. A memória vai me deixar na mão mais uma vez e confesso que não lembro se comemos algo, mas jamais esquecerei do banco em que sentamos e de como a pedi em namoro.

Na verdade, não a pedi. Quase exigi que ela começasse a namorar comigo. Porque eu sabia, de alguma forma, que era ela - e é, e vai continuar sendo, sempre - a mulher da minha vida. Lembro que, depois de conversarmos mais um pouco, eu disse algo do tipo “dia 12 de janeiro fazemos 1 mês, então?”. Como eu saíra de um relacionamento há pouco tempo, ela estava um tanto insegura. Mas, felizmente, aceitou minha “proposta”.

E cá estamos, juntos, até hoje. E continuaremos por muito tempo ainda. Muito tempo.

Entrevista sobre blogs

Sunday, December 20th, 2009

O tal formspring.me está (que, pelo que entendi, é um local no qual as pessoas podem te fazer as mais variadas perguntas - e você tem que respondê-las, claro) fazendo o maior sucesso no Twitter. Há pouco twittei que não faço um troço desses para mim porque seria vergonhoso: ninguém me perguntaria nada. Isso me fez lembrar que já respondi a umas duas ou três entrevistas por email, por conta do meu trabalho como editor-assistente do Digestivo. Se conseguir encontrar todas, vou publicá-las aqui aos poucos. Segue abaixo a primeira que encontrei, cedida a José Carlos Moutinho, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro.

1. Como o você avalia o fenômeno blog (resultante de weblog - web + log), que surgiu em 1997 e não para de crescer, chegando a ser chamada pelos pesquisadores de blogsfera. Como o você vê a importância desse espaço dentro da cibercultura e da cultural de massa em geral?

Os blogs são importantíssimos para a democratização da informação e para o desenvolvimento da mídia. Hoje existem blogueiros que são formadores de opinião - poucos, é verdade, mas existem. Eles estão à frente de muitos jornalistas e articulistas de grandes veículos e possuem uma grande influência sobre a blogosfera brasileira. Talvez a ferramenta blog seja a maior revolução que a internet nos trouxe. No Brasil, ainda não foi explorada de maneira ampla - vide o grande número de blogs sem conteúdo relevante. Mas acredito que estamos no caminho certo e que a blogosfera brasileira evoluirá muito ainda.

2. Você acredita que o “Digestivo Cultural”, dentro do que se propõe, está contribuindo para a democratização da informação, ser fonte de informação e romper as barreiras da mídia convencional?

Com certeza. O Digestivo Cultural é um site - ou uma revista eletrônica, fica a critério do leitor - que disponibiliza, gratuitamente, todos os dias, textos relevantes e de qualidade sobre literatura, cinema, música, artes… enfim, uma série de temas pertinentes, dentro do jornalismo cultural. O Digestivo tem credibilidade e independência, qualidades que poucos veículos - sejam eles impressos ou virtuais - têm, hoje, no Brasil.

3. Pela sua experiência, como você avalia a importância dos blogs no mundo contemporâneo e quais sugestões gostaria de lançar aos blogueiros e ao público em geral sobre o bom aproveitamento dessa ferramenta cibernética, notadamente quanto a qualidade da informação e respeito ao material produzido?

É mais ou menos o que disse na primeira resposta. O blog é a maior revolução que a internet proporcionou, acredito. É uma grande maravilha. Os blogueiros brasileiros - me refiro àqueles que desejam ser levados a sério, que desejam que seus blogs sejam levados a sério - só precisam aproveitar melhor todas as oportunidades que essa ferramenta oferece, e, também, entender que um blog pode, sim, influenciar pessoas. É uma vergonha termos, no Brasil, blogs nos quais o conteúdo são apenas vídeos engraçados do YouTube. Enquanto nos EUA blogueiros cobriram as eleições presidenciais de perto e se organizaram em torno da campanha de Barack Obama, aqui os blogs mais visitados estão postando e repostando vídeos bizarros. Mas, como disse, acredito na evolução da blogosfera brasileira.

Eu na Brasileiros de dezembro

Saturday, December 19th, 2009

Está nas bancas - em alguns lugares ainda não, mas vai chegar - a revista Brasileiros deste mês, que traz uma curta resenha minha do romance de Edney Silvestre e uma entrevista com ele. Primeira vez que ocupo mais de uma página na Brasileiros (uma e meia desta vez), e espero que isso possa acontecer mais vezes.

O Edney eu conheci pessoalmente lá em Ouro Preto, durante o Fórum das Letras. Estava com a prova do romance dele em mãos e comprei o livro também por lá. Pedi pra ele autografar tudo, claro. Ele foi super simpático, parece ser uma grande figura.

Em breve publico aqui as sobras da resenha. Eu tinha escrito um texto muito grande e, por questões de espaço, não saiu na íntegra.

Estou devendo alguns posts aqui - sobre os 5 anos de relacionamento com Cassia, sobre a viagem a São Paulo, sobre meu netbookinho que comprei antes de viajar -, mas aos poucos vou colocando tudo em ordem. Terei uns dias de folga do trabalho aqui da cidade e espero poder escrever e ler bastante nesse ínterim.

Estou em casa

Tuesday, December 15th, 2009

Exausto. Em breve escrevo sobre a viagem :)