Nas livrarias: O altar das montanhas de Minas
Chegou às livrarias - ou está chegando, a depender da rapidez ou demora dos distribuidores - o romance “O altar das montanhas de Minas“, de Jaime Prado Gouvêa. Publicado originalmente em 1991, pela editora Siciliano, o livro volta em nova edição pela editora Record.
Pouco posso falar sobre o livro no momento, porque já escrevi sua resenha - que em breve será publicada em algum lugar - e nela falei bastante sobre ele. Mas aqui posso acrescentar o seguinte: quem é mineiro, vai se identificar mais ainda com o romance; quem já foi a Ouro Preto alguma vez, vai se sentir “em casa” lendo o livro; e quem não é mineiro e nem foi a Ouro Preto, vai querer ir a Minas assim que terminar de ler.
O romance tem sua carga trágica, mas há também momentos engraçadíssimos. Os diálogos, trechos que causam uma das maiores dificuldades para escritores, são quase perfeitos. Prova de que Jaime teve o maior cuidado com sua obra.
Enfim. Recomendo desde já a leitura de “O altar das montanhas de Minas”. É um livraço. Do mesmo autor eu resenhei “Fichas de vitrola & outros contos”, e fiz uma entrevista com o Jaime, está lá no Digestivo (quem acompanha o blog tá cansado de saber disso, mas não custa relembrar).








March 3rd, 2010 at 4:50 pm
Olá, Rafael! Você fez uma observação que me deixou curiosa; queria saber sua opinião: o que faz dos diálogos de um livro perfeitos? Se já tiver escrito sobre o tema, desculpe-me. O impulso de fazer a pergunta foi grande.
March 4th, 2010 at 10:15 am
Laís, os diálogos do livro são espontâneos e muito fiéis à realidade. Não é aquele tipo de diálogo que você e acha um tanto estranho. Tem uns que eu leio e penso “esse cara não falaria assim”. Nesse livro não acontece isso, mas justamente o contrário: os personagens só poderiam falar do jeito que falam. A exceção de uns raros momentos. Por isso qe escrevi “quase perfeitos”. Faltou pouco para serem perfeitos
March 4th, 2010 at 3:28 pm
Obrigada pela resposta! Agora sim, faz todo o sentido. Há certas coisas que só são ditas na ficção. Por exemplo, nunca vi ninguém dizendo que “está correndo dos tiras”, exceto nos filmes norte-americanos (dublados).