Archive for the ‘Consumismo’ Category

Notebook, netbook ou tablet?

Monday, January 4th, 2010

Me fiz essa pergunta meses atrás, depois de ver a entrevista que o Jorge Pontual fez com o Andrew Keen - e vice-versa, já que o Andrew fez uma pequena entrevista com o Jorge também, filmada através de seu iPhone.

Keen falou tão bem do iPhone que eu fiquei doido pra ter um. Fui pesquisar e vi que o aparelho foge - e muito - das minhas possibilidades. Porque para ter um iPhone você não pode “apenas” comprar ele, mas também aderir a um plano de conta que tem um valor, no mínimo, salgado.

Na época eu não ia comprar nada, nem poderia comprar tão cedo. Pensava em comprar algo somente no meio de 2010, e olhe lá. Mas foi bom ter pesquisado um pouco sobre Netbooks e Tablets. Li uma série de textos sobre o assunto em vários sites - se quiser fazer o mesmo, basta usar o Google - mas não cheguei a conclusão alguma. Primeiro porque precisaria ver tanto um Netbook quanto um Tablet ao vivo.

Por que foi bom ter pesquisado meses atrás? Simples: mês passado o monitor do meu irmão pifou e teríamos de comprar outro com urgência. Como estava se aproximando a data de nossa - minha e de Cassia - viagem para São Paulo, propus o seguinte aos meus velhos: meu irmão ficaria com meu monitor e, em vez de comprar um novo, compraríamos um Netbook para mim, assim eu poderia levá-lo comigo na viagem e não precisar pagar exorbitantes 10 reais por uma hora de acesso à internet - valor que paguei no Formule 1 quando fui a Minas. Nem ficar enchendo o saco de Cassia para procurarmos uma lan house perto da pousada em Sampa.

Quando fomos à Paraíba, em 2008, foi isso que aconteceu. Eu tinha que passar pelo menos uma hora por dia na lan house - isso quando eu não resolvia passar uma hora pela manhã e meia-hora à tarde. (AVISO: não sei se o hífen de meia-hora está correto.) Ela dizia que não, até ficava na internet também, mas eu sei que é um saco. Certo, não é nada agradável você sair de férias com seu/sua noivo/noiva e ele/ela ficar na internet enquanto você tenta dormir com a luz acesa. Mas ao menos a encheção de saco de ir à lan house é eliminada.

Enfim. Fomos, meu pai e eu, dar uma olhada nos Net e nos Notebooks. Ele não gostou dos Nets porque são bem pequeninos. Telas de no máximo 11 polegadas, configurações bem modestas etc. Já eu não gostei dos Notes por causa dos preços, bem maiores, e por causa do tamanho. Eu queria algo mais discreto que um Notebook, por isso pensei até mesmo num Tablet. Mas o problema é que um Tablet completo, que sirva também como celular e que tenha uma boa configuração, é mais caro que um Notebook. Se eu pudesse ter, além do Netbook um Tablet, tudo bem. Mas, entre um e outro, melhor o Net.

Sim, porque acabei me decidindo por um Netbook. Meu irmão ajudou a escolher. Quando já estávamos desistindo da compra, porque meu pai e eu não chegamos a um consenso, meu irmão e eu vimos outros Nets que não tínhamos visto - o único que havíamos visto era um Positivo. Entre um Lg, um Asus e um Acer, fiquei com o Acer. O que mais me deixou bobo foi o tamanho. É realmente pequenininho, leve, dá pra colocar na mochila tranquilamente. Óbvio que, para quem trabalha com computador - é este o meu caso - o Netbook não é exatamente a melhor escolha - no caso de você estar comprando A máquina que você vai usar sempre. Porque a tela é pequena, não tem drive de CD, enfim, é um tanto limitado. Para deixar mais claro: NÃO é recomendável fazer o que eu fiz, que foi trocar um PC por um Netbook.

Mas como aqui em casa há outro PC e meu pai tem um Note, posso utilizar um ou outro quando necessário. Até agora - em breve faz 1 mês que estou usando o Net -, ele tem me servido muito bem - ainda não precisei usar a máquina de ninguém aqui. Há até uma vantagem: como a tela é menor, meus olhos se cansam um pouco mais rápido que no monitor de 15 polegadas que eu tinha, e isso me faz não ir dormir muito tarde. Me faz também levantar mais vezes para descansar ou tomar uma água. Ao menos durante esses dias em que estou de férias do trabalho aqui da cidade. Vamos ver como isso vai ficar depois que voltar a trabalhar.

A configuração deste é bem boa. Melhor que a do meu PC, aliás. Ele tem 1 GB de RAM, HD de 160 GB e processador Intel Atom de 1.66 GHz e já vem com o Windows XP Home Edition instalado, além de uma versão trial do Office 2007. Estou adorando. Mas isso porque meu PC não era lá grande coisa. Tinha, a rigor, 480 MB de RAM, porque 32 MB era da placa de vídeo.

O maior problema do Netbook é quando você abre um site em Flash ou um vídeo, por exemplo. Como a tela é pequena, você precisa ou enquadrar direitinho a caixa de vídeo, ou assistir o vídeo em tela cheia, porque às vezes não dá pra enquadrar na tela. No caso dos sites em Flash - aliás, não apenas sites em Flash; acabei de lembrar que, para navegar em certas páginas, eu preciso colocar o navegador em tela cheia (F11) - alguns itens ficam “invisíveis”, daí a necessidade de se colocar em tela cheia.

Antes de fazer a compra, é bom, além de pesquisar na internet, consultar amigos ou pessoas que entendam melhor do assunto. No meu caso, tive a sorte de contar com esclarecimentos do Barbão e do Inagaki - o primeiro usa e abusa de Notes e Netbooks; o segundo também, além de entender muito de Gadgets.

Livros baratos e duas notas

Monday, August 10th, 2009

Navegando pela Saraiva encontrei alguns livros em promoção que podem interessar a vocês. Ou a amigos de vocês, sei lá. Aí vão alguns que valem a pena um olhadinha:

Um bestseller pra chamar de meu“, de Marian Keyes

Memorial de convento“, José Saramago

Beber, jogar, f@#er”, Andrew Gottlieb

Sidarta“, Herman Hesse

Laranja mecânica“, Anthony Burgess

Leite derramado“, Chico Buarque

Antes do baile verde“, Lygia Fagundes Telles

Bom, é claro que tem mais no site, é só garimpar. Selecionei esses aí porque 1) eu já li; 2) quero ler; 3) ouvi dizer que é muito bom. Nota para a posteridade: até o momento em que publico este post, todos os citados estão custando menos de 25 reais.

***

Em tempo: Humbert Werneck está lançando o livro “O pai dos burros“. Até ontem, dia 09, quem comprasse a obra via Livraria Cultura receberia seu exemplar autografado. Eu pedi o meu, claro. (Não comentei aqui, mas falei várias vezes no Twitter e uma no Facebook. Ou seja: sigam-me os bons.) Na Revista Norte número 1 saiu um texto do Humberto sobre o livro e uma prévia dele, confiram lá.

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Terminei de ler, na madrugada de ontem, o que (já) considero ser o livro do ano de 2009: “Olho por olho“, de Lucas Figueiredo. É sobre a feitura do “Brasil: Nunca Mais“, espécie de livro-denúncia das atrocidades cometidas pelos militares durante a ditadura; e sobre o livro antes secreto - hoje não mais - que o exército produziu, em resposta ao “BNM”, de “codinome” “Orvil”. Recomendo veementemente.

Biblioteca Saraiva e Promoções no Submarino

Wednesday, August 5th, 2009

Até o momento em que escrevo este post, estão em vigor duas promoções muito boas de livros: uma é a Biblioteca Saraiva, da Livraria Saraiva (claro); a outra é a queima de livros promovida pelo Submarino.

Continue lendo.

Fareed Zakaria, Lobo Antunes e Os senhores da guerra

Tuesday, July 21st, 2009

Graças a um acordo com minha bem-amada, pude comprar alguns livros na Americanas, para começar a pagar só não sei quando - usei um vale-troca dela e tal. Foi um belo negócio, porque eles estão dando 30% de desconto no valor total do pedido, mas só quando você compra três livros deste link. Como não tenho tido tempo para postar aqui, vou reproduzir as sinopeses dos livros disponíveis nos sites das suas respectivas editoras.

O mundo pós-americano“, de Fareed Zakaria (por que comprei: foi o livro que Barack Obama estava lendo quando eleito presidente dos EUA; mas meu interesse por ele vem de antes um pouco, porque quero ler alguns livros sobre a situação política e social das Américas)

Na primeira frase de O mundo pós-americano, o cientista político e jornalista Fareed Zakaria deixa claro seu tema: “Este livro não é sobre o declínio dos Estados Unidos da América, mas sobre a ascensão de todos os outros países”. Clareza e concisão são algumas das qualidades desta obra, na qual o autor desenvolve a idéia de que os Estados Unidos continuam a ser a superpotência dominante do ponto de vista militar e político, mas que em todas as demais dimensões, como na economia, nas finanças e na cultura, está ocorrendo uma distribuição do poder: estamos entrando num mundo pós-americano.

Os símbolos visíveis dessa nova ordem são vários. Os dois edifícios mais altos do mundo erguem-se em Taipei e Dubai. A maior empresa de capital aberto é chinesa e o maior fundo de investimentos tem sede nos Emirados Árabes Unidos. O maior avião do mundo é fabricado na Rússia e na Ucrânia, a maior refinaria está em construção na Índia e as fábricas mais gigantescas estão todas na China. Os cassinos de Macau faturam mais que os de Las Vegas. A maior indústria cinematográfica não é Hollywood, mas Bollywood, na Índia - e a terceira maior está na Nigéria. Nove dos dez maiores shoppings centers do planeta situam-se fora dos Estados Unidos. Sem esquecer que os chineses superaram de longe os americanos em medalhas de ouro na última olimpíada.

Mais importante do que esses sinais exteriores é a constatação do crescimento econômico do resto do mundo (graças, segundo o autor, à vitória americana na Guerra Fria e à disseminação de seu modelo de política e economia). Zakaria dedica dois longos e importantes capítulos à ascensão da China e da Índia - os dois exemplos máximos desse crescimento -, em que procura fugir da visão belicista neoconservadora e descreve as grandes diferenças existentes entre essas duas futuras superpotências. Sem desconhecer os problemas que advirão da “ascensão do resto”, mas colocando na sua devida dimensão supostas ameaças como o expansionismo chinês ou o terrorismo islâmico, O mundo pós-americano pinta um quadro relativamente otimista do futuro próximo, desde que os Estados Unidos sejam fiéis ao seu destino histórico e aos seus princípios democráticos e liberais. [Leia um trecho do livro no site da editora]

Ontem não te vi em Babilônia“, de António Lobo Antunes (por que comprei: eu já queria ler Lobo Antunes faz tempo, mas recentemente o jornalista e escritor mineiro Humberto Werneck, que mediou a conversa com Lobo Antunes na Flip, me recomendou veementemente a leitura de um dos livros do autor, só não lembro qual; como “Ontem não te vi em Babilônia” estava na promoção das Americanas, peguei ele)

Numa noite em claro, entre a meia-noite e as cinco da manhã, personagens diversas relatam tudo o que pensam, enquanto a insônia permite. Ouvem-se histórias de vidas sonhadas ou sonhos de vida, contos alegres, tristes, cruéis, com esperança ou desencanto, histórias de medo e de encantar. Ontem não te vi em Babilónia passa-se numa única noite, uma noite em que ninguém dorme, em que diversas vozes se entrelaçam.

Ana Emília não se esquece da morte da filha, um suicídio quando a menina tinha apenas 15 anos. Alice, ex-enfermeira de um hospital de província, casada com um homem calado e truculento, repassa acontecimentos difíceis da infância. E Osvaldo, seu marido, acordado no quarto ao lado, recorda-se inicialmente da mãe, que morreu quando ele ainda era criança, e, com o passar das horas, lembra eventos mais recentes, que ligam intimamente os personagens. No livro, António Lobo Antunes – um dos mais importantes escritores de língua portuguesa – cria um quebra-cabeça fascinante, que aos poucos vai se revelando.

Como observou o escritor angolano José Eduardo Agualusa, “os livros do António não se apresentam, não se pode dizer que o enredo é este ou aquele”. Agualusa destacou ainda, que o grande escritor português “não condescende com as modas do mundo ou da literatura”.

Em entrevista concedida na época do lançamento de Ontem não te vi em Babilónia em Portugal, Lobo Antunes falou sobre seu processo de criação, que considera muito difícil do ponto de vista técnico:

“Eles (os personagens) estão a adormecer, entre a meia-noite e as cinco da manhã. Ao longo do livro vão ficando cada vez com mais sono. E, portanto, os nexos lógicos passam a ser cada vez mais difíceis. A idéia veio… Eu adormeço a ler… A gente vai, desce e sobe, não é? E quando descia lia coisas que não estavam lá no livro e que eram muito melhores. E depois quando acordava não estava lá nada daquilo. E então pensei: ‘Se conseguir um estado próximo deste, escrevo coisas muito melhores’. Como induzir em mim, estando desperto, um estado de vigília. Depois percebi que conseguia se me cansasse. Por isso normalmente as primeiras duas horas são perdidas. Quando começamos a ficar cansados é que as coisas começam a sair. E neste livro tentei levar isso ainda mais longe. Ficar parecido com aquilo que me acontecia quando estava a ler. Ou então aquilo que o narrador de O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, diz: ‘Parece que vos estou a contar um sonho…’. Não são romances. Não acontece nada. Não há uma história. Não me interessa nada fazer histórias, cada vez menos. É um bocado isso. Eles (os personagens) sobem e descem… E depois começa a aparecer uma coisa, uns filamentos, umas frases, um esboço de história, que depois eu vou destruir. Sinto-me é cada vez mais seguro, e isso é muito agradável. Porque é óbvio que cada vez estou a escrever melhor.”

Sobre a escolha do título de seu décimo oitavo livro, o autor revelou: “Já tinha acabado o livro e ainda não tinha título. E um dia estava a passear por um texto do poeta cubano Eliseu Diego, dei com a frase escrita há 5 mil anos, num fragmento de argila. Tive essa felicidade”. [Leia um trecho do livro, em PDF, no site da editora]

Os senhores da guerra“, de Simon Berthon e Joanna Potts (por que comprei: é mais um para a pequena biblioteca sobre guerras que estou montando; vai me servir bastante daqui a alguns meses)

Em OS SENHORES DA GUERRA, Simon Berthon e Joanna Potts recontam a Segunda Guerra Mundial através da vida de quatro grandes líderes: Hitler, Stalin, Churchill e Roosevelt. Enquanto suas nações travavam batalhas com armas, eles lutavam com suas mentes, mudando o curso da história com pensamentos e ações. Os autores do livro partem do princípio de que as decisões pessoais dos quatro também determinaram a eclosão, o curso e as conseqüências da guerra entre 1939-45.

Hitler decidiu sozinho invadir a Polônia; no verão de 1940 no hemisfério norte, foram unicamente suas avaliações que levaram ao confronto com a União Soviética. Stalin fez um pacto com Hitler; foi sua análise psicológica e estratégica que o fez concluir que Hitler não invadiria a União Soviética em 1941, deixando a Alemanha indefesa. Provavelmente teria havido um desdobramento diferente para o verão de 1940 se Halifax, e não Churchill, tivesse se tornado primeiro-ministro britânico naquele funesto 10 de maio. E por mais que Roosevelt tenha se esquivado antes de finalmente ser empurrado à guerra, foi ele quem decidiu que a Alemanha nazista, e não o Japão, era o inimigo número 1; e foi ele quem apostou pessoalmente na generosidade desmedida como maneira de conquistar a colaboração de Stalin na criação de um mundo pós-imperial de paz e nações livres.

Esses quatro homens estiveram à frente das ideologias dominantes do século XX enquanto elas colidiam durante a Segunda Guerra Mundial: totalitarismo de direita e esquerda, democracia liberal, democracia social, colonialismo europeu e imperialismo econômico. Na guerra entre essas ideologias, dezenas de milhões de pessoas lutaram e morreram.

OS SENHORES DA GUERRA é um livro sobre as relações sempre inconstantes de quatro chefes de Estado e suas guerras particulares.

O que é ser escritor

Wednesday, July 15th, 2009

“B) Um escritor tem o dever e a obrigação de jamais ser compreendido por sua geração - ou nunca chegará a ser considerado um gênio, pois está convencido de que nasceu numa época onde a mediocridade impera. Um escritor sempre faz várias revisões e alterações em cada frase que escreve. O vocabulário de um homem comum é composto de 3 mil palavras; um verdadeiro escritor jamais as utiliza, já que existem outras 189 mil no dicionário, e ele não é um homem comum.

(…)

D) Um escritor entende de temas cujos nomes são assustadores: semiótica, epistemologia, neoconcretismo. Quando deseja chocar alguém, diz coisas como ‘Einstein é burro’ ou ‘Tolstói é o palhaço da burguesia’. Todos ficam escandalizados, mas passam a repetir para os outros que a teoria da relatividade está errada, e que Tolstói defendia os aristocratas russos.

(…)

H) Só existe um livro que desperta a admiração unânime do escritor e seus pares: ‘Ulisses’, de James Joyce. O escritor nunca fala mal deste livro, mas, quando alguém lhe pergunta do que se trata, ele não oconsegue explicar direito, deixando dúvidas se realmente o leu. É um absurdo que ‘Ulisses’ jamais seja reeditado, já que otodos os escritores o citam como uma obra-prima; talvez seja estupidez dos editores, deixando passar a oportunidade de ganhar muito dinheiro com um livro que todo mundo leu e gostou.”

Começando com a letra “A” e terminando com a “H”, Paulo Coelho faz uma lista do “que era ser um escritor, no início da década de 60″. Tirando o fato de “Ulisses” ter sido reeditado algumas vezes de lá pra cá (e mesmo assim acho que só umas três vezes, aqui no Brasil), o resto continua praticamente do mesmo jeito.

O restante do texto pode ser lido no livro “Ser como o rio que flui” (sendo mais específico, os trechos acima fazem parte do prefácio dele), que comprei ontem. Detalhe: tinha presenteado Cássia com um exemplar no mês passado, li o trecho que ele fala do “Ulisses” e naquele dia mesmo resolvi que iria comprar um pra mim também.

“Ser como o rio que flui” nada mais é do que a reunião de alguns textos do Mago originalmente publicados “em diversos jornais do mundo”, para usar as palavras dele. Tem como subtítulo “Pensamentos e reflexões”, e isso já basta para saber o teor do livro, certo?

Já vejo uma porção de gente torcendo o nariz para este post e vai ver até já teve gente fechando o blog e pensando em nunca mais entrar aqui. Paciência. Li “Diário de um mago” faz um bom tempo (em 2000, acho), mas lembro que gostei. Comprei “O Zahir” por livre e espontânea vontade, na época do lançamento, mas acabei não lendo - lerei ainda. E quero ler “A bruxa de Portobello” também, além de “O vencedor está só”. Não é nem por nada, mas quero ler. Este “Ser como o rio que flui” parece ser bem legal, com textos leves e que fazem refletir (como o que eu acabei de ler, “Marcado para morrer”, página 98; não tem sumário, o livro, bola fora da Agir).

Para quem tem a cabeça aberta e estiver disposto a deixar o preconceito de lado, taí uma boa dica de leitura.

***

Outro que comprei, mas anteontem, foi “Pulp“, de Charles Bukowski. Último livro escrito por ele, finalizado alguns meses antes de sua morte, tem a seguinte dedicatória: “Dedicado à subliteratura”. Dizem que é muito bom, mas levarei algum tempo para comprovar.

Entre livros e empadas

Thursday, July 9th, 2009

Aproveitando o gancho dos aniversários, eis os livros que ganhei de presente:

O livro dos insultos” (Mencken)
Viagem à roda do meu quarto” (Xavier de Maistre)

Crônicas da vida e da morte” (Roberto DaMatta)
No mundo dos livros” (José Mindlin)

O crash de 1929” (Selwyn Parker)

Minha bem-amada me deu os dois primeiros, minha mãe os dois do meio e o último foi o Julio quem mandou.

Além desses, ainda comprei, no domingo, “Todos os fogos o fogo” (Cortázar) e “Fahrenheit 451” (Ray Bradbury; edição de bolso).

E, além disso tudo, ainda ganhei um monte de deliciosas empadinhas de frango com catupiry (feitas por minha bem-amada)!

Um dia bom

Saturday, July 4th, 2009

Você já deve ter ouvido em algum lugar: a felicidade está nas coisas simples. Hoje foi um dia tranquilo, bem simples, e talvez por isso mesmo bom demais.

Na parte da manhã, um pouco de preguiça e literatura. Li hoje um dos textos que mais me tocaram nos últimos tempos. Foi uma das partes do conto “Pequenas canções de outono”, que está no livro “Fichas de vitrola“, de Jaime Prado Gouvêa. Belíssimo texto. O conto inteiro é excelente, mas ele é dividido em partes que poderia ser independentes, e a segunda delas é uma obra-prima.

Fomos ao shopping e comprei mais um livro (serão vários este mês): “Antônio“, de Beatriz Bracher, que eu tinha reservado na livraria faz tempo.

Amanhã é dia de Cortázar!

Comprei também um cd, que encontrei, por acaso: a trilha sonora do filme “Godzilla”. Dizem que ele é uma droga, mas estou adorando o disco. Nele tem uma das músicas do Foo Fighters que mais gosto, e que não está em cd nenhum: “A320″. Sim, o Dave Grohl tem uma espécie de psicose por avião.

Essas coisas raras assim - moro num lugar onde chegar um disco desse é coisa totalmente improvável -, só acontecem quando Cássia está comigo. Por isso não pensei duas vezes e comprei logo.

Tocava um disco do Michael Jackson, na Americanas, a edição especial de “Thriller”. A garota que nos atendeu disse que chegaram vários e já estava acabando. Na loja só havia mais um à venda, além do que estava tocando no som da loja.

Voltamos pra casa, tentamos ouvir um pouco o Lobo Antunes ao vivo na Flip e ver o Humberto Werneck, que mediava a conversa, mas o portuga fala rápido demais. Vimos um pedacinho só e fomos tomar café. Depois, um pouco de tevê, aconchego, música e preguiça hehe

Íamos comer comida chinesa hoje, mas não deu certo. Vai ficar para a próxima.

Nossa, muito boa a trilha do “Godzilla”. Ouçam na web ou comprem, vale a pena (e estou ainda na música 8!).

Noto agora que este post ficou meio com cara de Twitter. Mas é assim mesmo, vou trabalhar num post mais classudo agora. Volto daqui a pouco pra avisar dele.

Surto consumista

Tuesday, May 5th, 2009

Com certeza já falei aqui no blog, só não lembro quando e estou com preguiça de buscar, mas desde janeiro eu tenho um limite para compras por mês. Não digo que foi um limite imposto por Cássia porque não posso deixá-la com a imagem de ditadora, foi algo que conversamos e decidimos juntos. A decisão um tanto quanto enérgica foi tomada depois de calcularmos o quanto eu havia gastado nos últimos anos com livros, CDs e DVDs. Acreditem: vocês não vão querer saber. Tampouco iriam acreditar.

A coisa estava dando certo, eu vinha me controlando direitinho. Quando eu precisei comprar algo fora do limite, a gente conversou e sempre chegamos a um consenso. Sabíamos desde o início que no mês de abril essa cota não seria respeitada, por conta da Bienal. Ainda assim, fazendo as contas hoje, o valor gasto com livros este ano na Bienal foi metade do valor gasto em 2007. Um grande avanço, com certeza.

Admito que pensei, no início, que essa coisa não ia dar certo. Mas acabei me saindo melhor que a encomenda, com a ajuda de Cássia, claro.

O problema é que, depois do belo mês de abril, ficou aquele gostinho de “quero mais”. E é aí que reside o perigo. Não que meu caso chegue ao ponto de ser doentio, percebemos que não é. Se fosse, eu já estava maluco. É somente uma questão de impulso, de não pensar duas vezes, de não fazer contas. Quem tiver “problema” semelhante ao meu, acredite: dá pra se controlar. É difícil, é. Mas tem como se controlar.

Coisa que, infelizmente - ou felizmente, vai saber -, não fiz ontem. E explico o motivo. Encontrei um cupom que dá 20% de desconto em livros, na Saraiva. Mas a Saraiva já dá descontos de 20% em alguns livros. Bom, vocês já entenderam, né? 20% por conta da Saraiva e mais 20% por conta do cupom = 40% de desconto. Se você comprar como cartão Saraiva, ganha mais 5%.

Exemplo: “As veias abertas da América Latina“, de Eduardo Galeano. Neste momento, 00:39 do dia 05 de maio, ele está custando R$ 37,80, sendo que o preço de capa dele é R$ 50,50. Com o cupom de 20% ele cai para 30,24. Bom negócio, não?

Resultado: fiz um gasto que não poderia fazer. Eu poderia ter evitado e não ter comprado nada, esperar meu bolso ficar menos vazio. Mas… paciência, já foi. Agora, uma coisa: outro “surto” assim só em julho.

Bukowski a 10 reais

Wednesday, April 1st, 2009

Na verdade, R$ 9,90. Quem curte o velho safado, tem que aproveitar. É promoção da Saraiva e deve acabar - os livros ou a promoção - logo logo.

São quatro livros dele - links abaixo - que estão por esse preço. Todos de bolso, é bom deixar claro, da L&PM. Já tenho os quatro, comprei quase todos pelo preço de capa, mas fica aqui a dica para quem ainda não tem:

Hollywood
Numa fria
Misto-quente
Fabulario Geral do Delírio Cotidiano

Em tempo: Saraiva e Submarino voltaram com suas promoções de livros a R$ 9,90.

O Submarino vai trocar o 1808

Thursday, March 19th, 2009

E eles que não trocassem. Mas agora bateu a preguiça de enviar o livro pra eles e esperar vir outro de lá. Minha birra era mesmo só por conta de o atendente ter dito, de primeira, e depois ter insistido, que eles não fariam a troca por conta do prazo.

Se a preguiça deixar, mando o livro amanhã pra eles. Se não, consigo as 30 páginas defeituosas na rede e pronto. Sem estress.