Archive for the ‘Fórmula 1’ Category

Burrices do dia

Monday, June 22nd, 2009

Cheguei do trabalho e bastou alguns minutos para ver uma porrada de burrices por aí. Das várias que vi, elegi três para colocar aqui no blog:

- Estudantes de jornalismo protestam contra a queda do diploma. Teve grito de “Fora, Gilmar” e tal. Mas por que eles nunca saíram para protestar contra as palhaçadas que o Gilmar Dantas - digo, Gilmar Mendes - vive fazendo? Ou, melhor, por que não criaram blogs ou jornais independentes para publicar textos e matérias sobre essas palhaçadas? Parece que teve até estudante que comeu jornal. Espero que não tenham passado mal.

- Comentários ofensivos para Rubens Barrichello. A revista Época convidou leitores a enviarem perguntas que serão feitas a Rubinho. Alguns enviaram mesmo perguntas, mas o que mais se vê por lá são comentários ofensivos e idiotas. É nessas horas que dá vontade de dizer que brasileiro é uma desgraça mesmo. Mas, claro, não dá pra generalizar. Tem ainda gente boa neste país. Mas, se eu pudesse, não estava mais aqui. Estaria em Londres, vivendo com pessoas decentes e civilizadas. Na corrida de domingo, os ingleses aplaudiram Lewis Hamilton, que disputada a 14ª posição, se não me engano, com Fernando Alonso. Aqui, mesmo o cara sendo vice-líder do mundial, o povo esculhamba. É triste demais.

- Muricy Ramalho pode ir para o Palmeiras. É uma possibilidade remotíssima, tem tudo pra ser boato, mas parece que ela existe, se você pensar que tudo é possível neste mundo. Em outras palavras, Muricy treinar o Palmeiras é improvável, mas não impossível. Mas, se isso acontecer, seria excelente. Eu adoraria. Seria um tapa na cara da diretoria burra do São Paulo, que preferiu demitir um técnico competente e que, além disso, é torcedor do clube. Ou seja: AMA o time. Detalhe: o Palmeiras é o time do coração do pai do Muricy. Belíssima razão para ele ir pra lá. Sério.

Um bom fim de semana ruim para Barrichello

Sunday, June 21st, 2009

Rubens Barrichello quase tirou a sorte grande este fim de semana. Nos treinos para a corrida de Silverstone, na Inglaterra, Jenson Button, seu companheiro de equipe e líder do campeonato, não conseguiu dominar o carro e largou apenas em sexto. Rubinho conseguiu o segundo melhor tempo e, devido ao seu bom histórico em Silverstone, podia tranquilamente sair vencedor da prova.

Isto se não existisse um cara chamado Sebastian Vettel e um outro chamado Mark Webber, ambos pilotos da RBR, cujos carros tiveram um desempenho mais que espetacular nesta corrida e ficaram, respectivamente, em primeiro e segundo lugares, com Rubinho fechando o pódio. Jenson “Push The” Button chegou apenas em sexto.

Vettel, alemão, é um gênio. E um moleque. Nasceu em 1987, também em julho, vejam só. Piloto fantástico, tem tudo para, nos próximos anos, fazer história na F1. Webber é um profissional quase do mesmo quilate de Rubinho - o brasileiro é melhor que o austríaco - e chegou em segundo porque o carro realmente estava excelente neste GP.

Mas o curioso mesmo foi Rubinho ter ficado à frente de Jenson Button, tanto nos treinos quanto na corrida. Nas temporadas anteriores, com um carro ridículo, isso era quase regra. Mas este ano, com um carro excelente nas mãos, vinha acontecendo sempre o inverso. Nesta corrida, na qual os carros da Brawn estavam um tanto nervosos, Barrichello conseguiu superar seu companheiro.

Isso é um bom indício de que esta teoria, de Ivan Capelli, tem toda a pinta de ser correta.

Esse terceiro lugar do Rubinho prova que ele pode conseguir vitórias ainda este ano na Brawn, e que não chega a ser um devaneio ele pensar ainda no título. Mas, para isso, sua equipe precisará desenvolver melhorias para o carro urgentemente, e o Rubinho vai ter que passar a falar menos e trabalhar ainda mais, para tentar dominar a máquina e superar Button que, como Schumacher e Vettel, se sente muito à vontade com um carro bom e estável.

15 anos sem Ayrton Senna

Friday, May 1st, 2009

No dia 01 de maio de 1994 eu era só um pirralho que não tinha nem 11 anos de idade. Era um domingo e lembro que estava assistindo ao GP de Ímola com um vizinho, na sala aqui de casa, quando Ayrton Senna sofreu o acidente que o matou. Naquela época eu não tinha como perceber, mas hoje tenho certeza absoluta de que foram eternos e trágicos os segundos que se passaram entre o choque da Williams e o muro de proteção da curva Tamburello e a primeira palavra de Galvão Bueno após o acidente. Porque naqueles segundos perdemos para sempre o maior esportista brasileiro de todos os tempos, um dos poucos homens que nos fazem ter orgulho de ser brasileiros e que tantas vezes levou ao alto do pódio a bandeira do nosso país tão querido.

Lembro claramente que, depois daqueles segundos, o capacete de Senna mexeu um pouco e Galvão, imaginando estar tudo bem, tentou tranquilizar os espectadores, dizendo que aquele movimento era um sinal de Senna avisando que estava bem. Mas não estava. Aquele foi, talvez, o último suspiro do campeão.

No alto de meus 10 anos e 10 meses de idade, eu disse para o meu vizinho “aí já era”, e o chamei para brincar de alguma coisa. Isso porque, no dia anterior, o piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu em um acidente na mesma pista. Mas até hoje não me perdoo por aquele comentário frio e infeliz. Talvez eu tivesse vergonha de demonstrar qualquer esboço de emoção naquele momento, ou no fundo tivesse a esperança de que tudo iria acabar bem.

Horas depois, já na casa de meus avós, assistimos Roberto Cabrini dizer, oficialmente, que Ayrton Senna estava morto. A alegria do almoço familiar ficou abalada por alguns segundos e lembro muito bem de meus pais olharem para mim logo após o anúncio de Cabrini. Eles sabiam que eu gostava muito do Senna e ficaram preocupados com minha reação. Na verdade, eu já vinha sendo observado desde a parte da manhã, quando eles tomaram conhecimento do acidente. E mais uma vez demonstrei uma frieza impressionante, quando me pergutaram se eu estava bem. Respondi que sim, que já sabia que isso ia acontecer, e voltei a fazer o que estava fazendo: mexendo em algum brinquedinho ou lendo alguma revista - disso eu não lembro com exatidão.

Voltamos para casa e o domingo transcorreu normalmente. Eu continuava firme como uma rocha.

O dia passou, a noite chegou, e meus pais, já tranquilos por eu não ter ficado chocado com a morte de Senna, foram dormir e me deixaram acordado, vendo tevê. Foi quando, assistindo ao Fantástico (quando o Fantástico ainda era um programa quase obrigatório), finalmente senti o impacto do que acontecera. Eu finalmente entendi que a partir dali, a Fórmula 1 não teria mais razão de ser, para mim. Que nunca mais eu iria ver o Senna, no alto do pódio, com a bandeira do Brasil. Eu nunca mais ouviria o tema da vitória que acompanhava suas vitórias e tanto me deixava contente. E, então, comecei a chorar.

Chorei por horas. Perguntava a Deus por que ele tinha feito isso. Perguntava a Senna por que ele tinha corrido, mesmo sabendo dos riscos da pista e já tendo o Ratzenberger morrido e o Rubinho sofrido um acidente no dia anterior. Me perguntava por que diabos a FIA não cancelou aquele GP e por que os médicos que socorreram Ratzenberger não foram à imprensa dizer que ele tinha, sim, morrido na pista, o que tornaria impossível a corrida no dia seguinte.

Durante a semana que sucedeu aquele domingo, derramei mais outros tantos de lágrimas. Sempre escondido, não queria que ninguém me visse chorando, ainda mais depois do papelão que fiz naquele 01 de maio. E, confesso a vocês, os olhos ainda marejam e lágrimas são derramadas até hoje.

***

Procurei algum site que tivesse a biografia de Ayrton Senna disponível para venda e não achei. Saraiva e Livraria da Travessa permitem que você compre, mas não garantem a entrega: dizem que vão tentar obter com os seus fornecedores. Incrível isso. Todo mundo tem a biografia da Madonna, da Lady Di, do Pelé, do Zé da Padaria disponível em estoque, mas a do Senna, não. Culpa da Objetiva, na certa, editora do livro. Mas na Estante Virtual tem, claro.

O que o Rubinho já teve que aguentar

Saturday, April 11th, 2009

Assistam a este vídeo, do início ao fim. Só pra relembrar.

O curioso caso de Jenson Button

Saturday, April 4th, 2009

Poderiam fazer um filme sobre isso. Nos anos anteriores, Barrichello sempre andou à frente de Jenson Button. Mas aí agora, na nova Brawn GP, o inglês tem superado o brasileiro desde a “pré-temporada”, se não me engano.

Para o treino de hoje há uma explicação: o carro de Rubinho estava mais pesado, e ninguém espere dele uma vitória amanhã, já que Button larga na pole e, se nada der errado, vence tranquilo. Mas na próxima corrida, não sei qual e não sei quando, devemos ficar atentos: Rubinho terá condições de se igualar ou superar o companheiro. Torçamos.