Archive for the ‘Imprensa’ Category

Obituário do Paralelos no O Globo

Sunday, December 27th, 2009

Ontem foi publicado, no caderno “Prosa&Verso” do jornal O Globo, o obituário da revista literária Paralelos.

O Paralelos foi, durante muitos anos, a principal revista literária brasileira. Arrisco deixar a frase assim mesmo, sem o “virtual” depois de “literária”. Porque não havia publicação impressa - nem há, e isso é uma pena - que publicasse tantos autores novos e também consagrados [CORREÇÃO: há, sim: o Cronópios]. Os textos eram diversos: contos, poemas, resenhas, depoimentos… havia de tudo. Era realmente uma publicação bastante diversificada, e sempre com muita qualidade, tanto textual quanto visual.

Tive a oportunidade de ter textos publicados no site, em 2005, e ter também participado ativamente de sua atualização e até mesmo da seleção de textos de uma das edições - a atualização era mensal. Mas eis que, meses atrás, ficamos sabendo que os arquivos do Paralelos haviam “desaparecido” do servidor no qual estavam hospedados.

Com isso, o fim do Paralelos, que já há algum tempo não era atualizada, era oficializado. Faltava, entretanto, que o organizador do site, Augusto Sales, fizesse um pronunciamento sobre o ocorrido, coisa que veio acontecer agora, no “Prosa&Verso” de ontem, com a publicação do já citado obituário.

Além da palavra final de Augusto, há também, no caderno, depoimentos de várias pessoas que participaram do Paralelos - ou em toda a sua existência ou em épocas diferentes dele. Um dos “depoentes” sou eu, e vocês podem conferir o que escrevi aqui. Outras manifestações podem ser lidas no blog Paralelos, no Globo Online, que continua sendo atualizado com relativa frequência.

***

Tentei conseguir um exemplar do O Globo de ontem aqui na cidade, mas, para a minha surpresa, há meses o jornal não chega por estas bancas - ou bandas. E aí me lembro de que, nos dias que passamos - Cassia e eu - em São Paulo, víamos bancas de revistas em quase todas as esquinas da Paulista, com jornais e revistas de diversos cantos do mundo - The Economist, Vanity Fair, El País… Enquanto que, aqui na cidade, uma cidade de médio porte, mais de 500 mil habitantes, segunda maior cidade do estado da Bahia, o O Globo sequer é recebido nas bancas de revista. É frustrante.

Entrevista sobre blogs

Sunday, December 20th, 2009

O tal formspring.me está (que, pelo que entendi, é um local no qual as pessoas podem te fazer as mais variadas perguntas - e você tem que respondê-las, claro) fazendo o maior sucesso no Twitter. Há pouco twittei que não faço um troço desses para mim porque seria vergonhoso: ninguém me perguntaria nada. Isso me fez lembrar que já respondi a umas duas ou três entrevistas por email, por conta do meu trabalho como editor-assistente do Digestivo. Se conseguir encontrar todas, vou publicá-las aqui aos poucos. Segue abaixo a primeira que encontrei, cedida a José Carlos Moutinho, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro.

1. Como o você avalia o fenômeno blog (resultante de weblog - web + log), que surgiu em 1997 e não para de crescer, chegando a ser chamada pelos pesquisadores de blogsfera. Como o você vê a importância desse espaço dentro da cibercultura e da cultural de massa em geral?

Os blogs são importantíssimos para a democratização da informação e para o desenvolvimento da mídia. Hoje existem blogueiros que são formadores de opinião - poucos, é verdade, mas existem. Eles estão à frente de muitos jornalistas e articulistas de grandes veículos e possuem uma grande influência sobre a blogosfera brasileira. Talvez a ferramenta blog seja a maior revolução que a internet nos trouxe. No Brasil, ainda não foi explorada de maneira ampla - vide o grande número de blogs sem conteúdo relevante. Mas acredito que estamos no caminho certo e que a blogosfera brasileira evoluirá muito ainda.

2. Você acredita que o “Digestivo Cultural”, dentro do que se propõe, está contribuindo para a democratização da informação, ser fonte de informação e romper as barreiras da mídia convencional?

Com certeza. O Digestivo Cultural é um site - ou uma revista eletrônica, fica a critério do leitor - que disponibiliza, gratuitamente, todos os dias, textos relevantes e de qualidade sobre literatura, cinema, música, artes… enfim, uma série de temas pertinentes, dentro do jornalismo cultural. O Digestivo tem credibilidade e independência, qualidades que poucos veículos - sejam eles impressos ou virtuais - têm, hoje, no Brasil.

3. Pela sua experiência, como você avalia a importância dos blogs no mundo contemporâneo e quais sugestões gostaria de lançar aos blogueiros e ao público em geral sobre o bom aproveitamento dessa ferramenta cibernética, notadamente quanto a qualidade da informação e respeito ao material produzido?

É mais ou menos o que disse na primeira resposta. O blog é a maior revolução que a internet proporcionou, acredito. É uma grande maravilha. Os blogueiros brasileiros - me refiro àqueles que desejam ser levados a sério, que desejam que seus blogs sejam levados a sério - só precisam aproveitar melhor todas as oportunidades que essa ferramenta oferece, e, também, entender que um blog pode, sim, influenciar pessoas. É uma vergonha termos, no Brasil, blogs nos quais o conteúdo são apenas vídeos engraçados do YouTube. Enquanto nos EUA blogueiros cobriram as eleições presidenciais de perto e se organizaram em torno da campanha de Barack Obama, aqui os blogs mais visitados estão postando e repostando vídeos bizarros. Mas, como disse, acredito na evolução da blogosfera brasileira.

Belchior “apareceu”!

Monday, August 31st, 2009

Quem viu o Fantástico ontem já sabe. Quem não viu, aí está o vídeo da matéria.

Ou seja: como eu disse, Belchior nunca esteve desaparecido. Ele foi mesmo ficar em paz no Uruguai, por motivos que só dizem respeito a ele. Ele está bem e, se tudo der certo, em breve estará nos palcos brasileiros, fazendo shows a torto e a direito.

Showrnalismo

Thursday, August 27th, 2009

Jorge Pontual entrevistou Andrew Keen, autor do livro “O culto do amador”, no programa Milênio, da GloboNews. O vídeo está logo abaixo. E abaixo dele, uma pequena entrevista feita por Keen com o próprio Pontual. Divertidíssima.

Ainda não li o livro, e fico danado comigo mesmo por causa disso, mas espero ler em breve. Estou doido para resenhá-lo.

O sumiço de Belchior

Sunday, August 23rd, 2009

Deu no Fantástico e agora todo o Brasil se pergunta: onde estará Belchior?

Segundo matéria veiculada no programa da Globo, Belchior estaria “sumido” há cerca de 1 ano - da mídia; para a família, faz cerca de 3 anos que ele “sumiu”. A mesma matéria informa que o cantor abandonou dois carros - um num estacionamento de um hotel, se não me engano, e outro num estacionamento de aeroporto. Recentemente, em setembro do ano passado, ele esteve no Programa do Jô, divulgando uma nova coletânea - “Sempre” - a qual comprei algum tempo depois de assistir ao programa. Eu já tinha uma - aquela “Millenium” -, e tenho a vontade de comprar os discos dele que já foram/estão sendo relançados em CD.

Mas enfim. O caso é que Belchior sumiu sem deixar pistas. Fiquei com a impressão de que a família sabe do paradeiro dele, ou ao menos sabe que ele está vivo e bem, mas não assumiu isso diante dos jornalistas porque respeitam a privacidade de Belchior - e estão certos, claro. Mas ao menos poderiam dizer que o homem está bem e tal. Como deve realmente estar (estou torcendo por isso).

Já falei uma vez e repito: Belchior é um dos melhores cantores e compositores brasileiros, na minha opinião. Mas, infelizmente, não tem o reconhecimento que merece.

Admiro demais o homem - vi uma entrevista dele uma vez, também no Jô, mas mais velha que esta última, falando da ida dele para o Rio de Janeiro, se não me engano, onde chegou a passar fome (ou quase isso) - e também o artista - suas músicas me emocionam bastante. Espero de verdade que ele esteja bem, e que apareça logo, fazendo shows e lançando discos, que é o que todos os fãs esperam que ele faça.

***

Na verdade, Belchior está fazendo algo que quase todo mundo tem ou já teve vontade de fazer: sumir do mapa, “tirar férias do mundo”, digamos assim. Eu mesmo, se pudesse, já teria feito isso. Porque às vezes o mundo te deixa a ponto de enlouquecer, e por mais que seja possível suportar a pressão, às vezes o preço que se paga por carregá-la é alto, e somente conhecido anos e anos depois, quando já não dá mais para recuperar o tempo que passou. Mas enfim. Belchior aparecerá em breve, imagino. E a notícia sairá primeiro no Twitter, creio.

Burrices do dia

Monday, June 22nd, 2009

Cheguei do trabalho e bastou alguns minutos para ver uma porrada de burrices por aí. Das várias que vi, elegi três para colocar aqui no blog:

- Estudantes de jornalismo protestam contra a queda do diploma. Teve grito de “Fora, Gilmar” e tal. Mas por que eles nunca saíram para protestar contra as palhaçadas que o Gilmar Dantas - digo, Gilmar Mendes - vive fazendo? Ou, melhor, por que não criaram blogs ou jornais independentes para publicar textos e matérias sobre essas palhaçadas? Parece que teve até estudante que comeu jornal. Espero que não tenham passado mal.

- Comentários ofensivos para Rubens Barrichello. A revista Época convidou leitores a enviarem perguntas que serão feitas a Rubinho. Alguns enviaram mesmo perguntas, mas o que mais se vê por lá são comentários ofensivos e idiotas. É nessas horas que dá vontade de dizer que brasileiro é uma desgraça mesmo. Mas, claro, não dá pra generalizar. Tem ainda gente boa neste país. Mas, se eu pudesse, não estava mais aqui. Estaria em Londres, vivendo com pessoas decentes e civilizadas. Na corrida de domingo, os ingleses aplaudiram Lewis Hamilton, que disputada a 14ª posição, se não me engano, com Fernando Alonso. Aqui, mesmo o cara sendo vice-líder do mundial, o povo esculhamba. É triste demais.

- Muricy Ramalho pode ir para o Palmeiras. É uma possibilidade remotíssima, tem tudo pra ser boato, mas parece que ela existe, se você pensar que tudo é possível neste mundo. Em outras palavras, Muricy treinar o Palmeiras é improvável, mas não impossível. Mas, se isso acontecer, seria excelente. Eu adoraria. Seria um tapa na cara da diretoria burra do São Paulo, que preferiu demitir um técnico competente e que, além disso, é torcedor do clube. Ou seja: AMA o time. Detalhe: o Palmeiras é o time do coração do pai do Muricy. Belíssima razão para ele ir pra lá. Sério.

Eu não sou jornalista!

Thursday, June 18th, 2009

Comecei a escrever um post sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, mas o texto ficou tão grande (mais de 10 mil caracteres!) que salvei no Word pra reler depois e ver se vale a pena publicar como coluna no Digestivo.

Como eu realmente queria postar algo sobre o assunto no blog, deixo um trecho do texto. E depois venho aqui dizer se vou publicá-lo no Digestivo ou não.

Primeiro, foi um amigo. Agora há pouco, minha irmã. Ambos disseram que, com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, eu sou jornalista. Dei a mesma resposta aos dois: não, eu não sou jornalista.

(…)

Vejo muita gente reclamando no Twitter e nos blogs afora. Mas é curioso como algumas das pessoas que reclamam são as mesmas que, não muito tempo atrás, me desestimulavam quando eu comentava que queria fazer jornalismo. Diziam que o curso é uma droga, que não serve pra nada, que eu estava melhor fazendo Letras porque eu poderia atuar em mais áreas etc. Eu achava engraçado, pensava que a pessoa estava passando por uma daquelas crises que todos nós passamos e seguia com minha ideia de, no mínimo, fazer uma especialização na área.

Hoje, essa vontade está mudando um pouco, e estou começando a gostar da ideia de fazer uma nova graduação. Dura mais tempo que uma especialização, mas acredito que eu sairia no lucro. Às vezes parece que tento desparafusar uma cadeira com uma faca, em vez de usar uma chave de fenda apropriada. Ou seja: às vezes sinto que não tenho a ferramenta correta para fazer minhas atividades, ou, pior, não a conheço. Se alguns (jornalistas!) dizem que o diploma de jornalismo não serve para nada, minha formação em Letras - que está custando a sair, mas sai - também não me servirá pra nada. Mas tanto eles quanto eu estamos mentindo. É óbvio que ambos diplomas servem e servirão. Tudo na vida serve para alguma coisa. Vejam, por exemplo, o bem que faz o esterco.

O que você faria?

Thursday, May 28th, 2009

Veja a pergunta que Ricardo Kotscho fez a Caio Túlio Costa, em entrevista publicada no Último Segundo.

Vou contar um caso concreto que aconteceu comigo lá na “Folha”. Um professor de escola pública no Embu telefonou, dizendo que os alunos estavam dormindo na sala de aula. Ele estranhou aquilo e descobriu que as crianças trabalhavam numa olaria de madrugada, um trabalho insalubre. Eu fui lá, chequei e realmente tudo era verdade. Fui falar com o dono da olaria. Ninguém tinha registro, as famílias ganhavam por produção. Por isso, os pais botavam as crianças para trabalhar, e moravam de graça. O dono da olaria disse: “Eu sei que está errado, não tem registro em carteira, as crianças trabalham, não sou eu que mando, são os pais… Se o senhor publicar essa reportagem vai acontecer o seguinte: vai vir aqui a Delegacia do Trabalho, vai multar a minha olaria, e vou ter que fechar. E vou ter que botar essas pessoas todas na rua”. Eram 10 famílias. Aí eu fiquei com esse negócio na cabeça, e pensei: vou denunciar um negócio desse para defender as crianças e vou ferrar a família inteira. Contei essa história para o meu editor. Eu nunca vou esquecer a resposta dele: “Para com essa frescura! É verdade tudo isso que você me contou? Então senta aí e escreve!”. Eu acabei escrevendo e me arrependo até hoje. O que você faria?

Imagine-se no lugar de Kotscho. O que você faria?

A primeira coisa que me veio à mente foi mandar o editor tomar naquele lugar e pedir demissão. Mas depois li a resposta de Caio Túlio:

Há uma questão moral aí: nós, jornalistas, não somos justiceiros. Acho que muitas vezes a gente se sente como tal. Então o ímpeto do senso comum é dizer: “Olha, eu não vou atrapalhar a vida dessas 10 famílias”. Mas, do ponto de vista do problema moral, o teu dever, Kotscho, era publicar a reportagem. O teu dever enquanto jornalista, porque você viu uma situação de abuso do trabalho infantil, viu uma situação de miséria, de transgressão das leis da cidade, que reflete um problema social, um problema muito maior do que aquele.

Ele tem razão. Mas a vontade de mandar o editor tomar naquele lugar permanece. Conclusão: espero não ter que passar por uma situação dessas.

Nossa realidade é outra

Thursday, May 21st, 2009

Fui dar uma olhada no site do Senado Federal e acabei achando um link para verificar o uso da verba indenizatória por cada senador.

Essa verba é uma espécie de reembolso para atividades - relativas ao mandato - desempenhadas pelos senadores. Abastecimento de carro, por exemplo. Material de escritório, essas coisas. São 15 mil reais por mês. Deputados também têm direito a esse dinheiro. Foi com ele, aliás, que, muito provavelmente, o Edmar Moreira construiu seu castelo.

Neste link (é um PDF) vocês podem ver como os senadores utilizaram esse dinheiro durante os meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. É curioso ver que o senador Delcídio Amaral, um dos paladinos da ética na época do mensalão, usou tudo o que tinha direito. Mais curioso ainda é ver que o senador Arthur Virgílio, o pitbull do PSDB, não utilizou 1 real sequer.

É óbvio que, se é um direito do político, ele pode usar até o talo. A questão é: esse dinheiro foi gasto de maneira correta e honesta? Mais: foi mesmo necessário gastá-lo? Mais ainda: essa verba é realmente indispensável? Por que não eliminá-la, uma vez que já há tantos benefícios extras para políticos?

Cheguei até as verbas indenizatórias porque estava procurando saber qual o salário atual dos senadores. E é incrível como é difícil encontrar essa informação no site oficial do senado - ou mesmo no site oficial da república. Na verdade, não foi lá que encontrei o valor, mas sim neste link, que reproduz uma matéria da Folha de São Paulo.

Fui atrás, também, do valor que os senadores norte-americanos recebem. Acreditem ou não, fiquei sabendo disso em menos de 5 minutos, através do site oficial do senado deles.

O valor: 174 mil dólares anuais, que dá 14.500 dólares por mês. O senador brasileiro ganha 16.500 reais por mês. Ou seja: 198.000 por ano. Isso multiplicando por 12, mas, se não me engano, o certo seria multiplicar por 15. Hum, e sem falar nas convocações extraordinárias, pelas quais os políticos recebem mais de 25 mil reais - por convocação. (Aliás, se alguém souber que isso deixou de existir, favor avisar.)

Aos “do contra” de plantão, nem adianta dizer que, se for pra comparar, é necessário “dolarizar” o salário do senador brasileiro ou “realizar” o salário dos senadores norte-americanos. A comparação aqui deve ser feita sem nenhuma adaptação. Até porque, no fim das contas, os gastos serão praticamente os mesmos - exceto se formos falar em carros (eu adoraria morar lá, só pra poder comprar um PT Chrysler por menos de 20 mil doletas), produtos eletrônicos e outros objetos específicos. Mas um quilo de arroz, por exemplo. Lá custa U$ 1,50. Aqui, no Brasil, dá pra encontrar um quilo de arroz por R$ 1,50 ou alguns centavos a mais. Quem tiver interesse, neste link dá pra ter uma noção do custo de vida em Nova York (tendo como base valores do ano de 2007).

Estou dizendo tudo isso porque assisti, através do site de Luis Carlos Azenha - onde, aliás, caí totalmente por acaso, através do blog de Rodrigo Vianna -, este vídeo no qual Ciro Gomes afirma que os políticos americanos - e dinamarques, e suecos, e… - têm direito a passagens de avião sem limites para uso.

E então pensei: o fato de existir determinados privilégios em determinados países não implica na implantação ou manutenção de tais benesses aqui, no Brasil. Nossa realidade é outra.

***

A revista piauí deste mês traz uma ótima matéria assinada por Dorrit Hazarim, que acompanhou um deputado federal “novato”. Além de a trajetória do cara ser bem legal - ele é de família humilde, lá do Piauí, começou a ganhar dinheiro lavando carros quando guri -, há na matéria o valor do salário de um deputado federal e todos os “auxílios” a que eles têm direito. Além disso, o deputado revela certos acontecimentos de bastidores que conhecemos de cor, mas é sempre bom ler sobre. Até pra não acabar esquecendo.

Vejo agora que a reportagem está disponível no site da piauí apenas para assinantes. Como sou a favor da sobrevivência das revistas, não vou acessar o conteúdo e republicar aqui. Além de isso ser - é sério - ilegal, é uma matéria relativamente grande (quatro páginas; ou frente e verso de duas folhas, fica a critério do leitor), melhor ler na revista impressa mesmo. R$ 9,50 só, na banca mais perto de você.

***

Pesquisando sobre as tais convocações extraordinárias, encontrei um link sobre o mesmo assunto deste post, publicada em 2006. Sou um humilde blogueiro, este post é apenas uma introdução tosca sobre esse assunto desagradável - mas necessário - que é a política e os salários dos políticos. Então, para mais e maiores detalhes, cliquem aqui e confiram a tal matéria (reprodução de conteúdo do JB).

***

Atualização (12:31, 21/05/2009): Acabo de ver que Paulo Maluf não utiliza a verba indenizatória há meses. Não sei se isso é bom ou ruim. Porque, sei lá, vai que ele está desviando dinheiro de outro lugar? Com o Maluf todo cuidado é pouco. (Mas vai que ele está se redimindo? Se sim, parabéns pra ele.) Quem quiser verificar o uso da VI pelos deputados, basta clicar aqui. Inclusive dá pra ver como Sérgio Moraes gasta tanto. E a Luciana Genro também. E outros tantos.

Tempo de letras e Eu na Brasileiros de maio

Thursday, May 14th, 2009

Puxa, que legal. Um boletim na CBN chamado Tempo de Letras, com dicas literárias e notícias do meio. Fiquei sabendo porque o Barbão foi entrevistado recentemente lá. Muito legal. Tomara que passe de boletim para, sei lá, um mini-programa de debates ou entrevistas. Seria show de bola, não? Ah, tem o blog Tempo de Letras, também no site da CBN.

***

Quem quiser assistir a entrevistas com escritores, clica aqui. É a página de vídeos da Globo.com que abriga algumas entrevistas muito legais. Sérgio Rodrigues, Carlos Heitor Cony, Jerônimo Teixeira, Bernardo Carvalho… e por aí vai. Muito legais mesmo, principalmente a do Sérgio.

***

Lygia Fagundes Telles é capa da revista Brasileiros deste mês. Coincidência danada, porque ontem Cássia comprou os três livros dela que saíram agora pela Companhia das Letras. Nesta edição eu resenho “Leite derramado”, do Chico Buarque. O texto vocês podem ler no site, mas comprem a revista, vale a pena. Também por mim, claro, mas mais pela LFT e pelas outras reportagens. (Nota: são 02:26 e até o momento a resenha está com dois pequenos “erros”: um de HTML e outro de texto, no primeiro parágrafo, mas que devem ser corrigidos ainda no dia de hoje.)

***

Às vezes o que não foi planejado é que dá certo. Isso me faz lembrar do Francis Ford Coppola, que disse uma vez mais ou menos o seguinte: se ele não tivesse casado e pouco depois a esposa tivesse engravidado, ele certamente não seria quem é. Porque tanto o casamento quanto o filho o fizeram mudar radicalmente de atitude e levar a vida mais a sério. Não caso por agora nem muito menos serei pai tão cedo, mas espero que as coisas não planejadas me levem a lugares que eu não imaginava chegar. É que o planejado às vezes não dá certo.

***

Falamos muito sobre “sonhar acordado”. Mas e os pesadelos que temos enquanto acordados? Talvez por serem negativos não falemos tanto. Neste momento estou sem saber o que é pior: enfrentá-los conscientemente e de olhos abertos ou me aventurar a encará-los de olhos fechados.