Archive for the ‘Imprensa’ Category

Armando Nogueira

Monday, March 29th, 2010

Somente há alguns anos pude ter algum contato com o trabalho do jornalista Armando Nogueira, que faleceu hoje pela manhã. Na época tínhamos TV a cabo e eu acompanhava bastante o SporTV, canal no qual Nogueira volta e meia aparecia como convidado especial de algum programa, sempre em participações brilhantes.

Era enriquecedor vê-lo em ação. Não raro lembrava de alguma história futebolesca deliciosa, ou dalgum “causo” dos bastidores do jornalismo. Lembro dele contando histórias maravilhosas envolvendo Nelson Rodrigues e Otto Lara Resende, por exemplo.

Fiquei tão admirado pelo Armando que fui procurar na internet algum livro dele, ou sobre ele, para ler. E cheguei a encontrar, mas acabei não comprando, sabe-se lá por quê. Pensei, ainda, em tentar contactá-lo, quem sabe conversar com ele por email, entrevistá-lo, conhecê-lo, escrever um perfil do grande Armando Nogueira. Mas as limitações geográficas e financeiras, que me impediriam de fazer o que eu realmente gostaria, que era conhecê-lo pessoalmente, acabaram por me fazer desistir até mesmo de tentar um contato virtual.

E hoje Armando Nogueira se foi. Com ele, boa parte da memória brasileira vai junto. A velha guarda vai indo embora, e infelizmente a juventude não está sabendo preservar o legado desses monstros que participaram de momentos decisivos da história do Brasil. Armando, por exemplo, eu li em algum lugar, desafiou a cúpula da rede Globo uma certa vez, o que acabou de custando, de certa forma, o emprego: foi afastado de suas funções e aposentado.

Um exemplo de seriedade e comprometimento difícil de encontrar hoje. Em qualquer lugar.

***

Uma bela entrevista com Armando Nogueira, no jornal Plástico Bolha, que descobri hoje.

***

Hoje seria postado aqui um texto de outro grande jornalista, o Humberto Werneck. Por motivos óbvios, o texto será postado amanhã.

Antes que recolham!

Friday, March 26th, 2010

Corram para a banca de revista mais próxima e comprem a Época Negócios deste mês de março. A matéria de capa é sobre as mudanças no mercado editorial causadas pelos e-readers. Matéria grande, fizeram entrevistas com gente muito boa (Jeff “Amazon” Bezos, Ruy “Estadão” Mesquita, Luiz “Cia das Letras” Schwarcz e outros). Esta edição, que comemora o aniversário de 3 anos da revista, teve como editores convidados o Pedro Moreira Salles (do Itaú/Unibanco) e Horácio Lafer Piva (ele eu não conhecia, mas pra ter sido convidado só pode ser muito competente). E tem mais coisas legais além da matéria de capa. Tem uma sobre arte contemporânea, por exemplo. Enfim, pelo que vi aqui - não li a revista inteira ainda, só alguns trechos -, o pessoal caprichou.

Explico o título do post: a revista pode começar a ser recolhida das bancas a qualquer momento pelas distribuidoras. Acho que vocês sabem como funciona o processo, mas não custa explicar: antes de a nova edição de uma revista chegar às bancas, a edição anterior é recolhida e (teoricamente) devolvida à sua respectiva editora. Como estamos no fim de março, pode ser que esta edição da Época Negócios seja recolhida nos próximos dias.

Além disso, há o risco de a revista acabar na banca, como parece ter sido o caso da Bravo! deste mês, que fui comprar e não encontrei em nenhuma das duas bancas que tem aqui perto.

O novo Estadão (meus pitacos)

Monday, March 15th, 2010

Como disse no sábado, fiquei de comprar o Estadão de ontem para ler e comentar aqui depois.

Antes de qualquer coisa, se eu não tivesse pedido para guardarem o jornal para mim na banca, não teria como comprá-lo, porque só chegou UM exemplar dele na banca mais próxima de minha casa. Tem uma outra na rodoviária que também recebe, mas não sei quantos exemplares. O que sei é que o jornal termina pouco depois que chega.

A edição de ontem veio com um caderno especial explicando as mudanças e também contando um pouco da história do Estadão. Por isso fiz questão de comprá-la.

A maior mudança apresentada pelo Estado de São Paulo é no site, que foi totalmente reformulado. A nova versão está, de fato, mais elegante e mais bonita. Mas como acontece com qualquer mudança, há certos pontos a serem acertados. Um exemplo? Esta matéria, que fala sobre a Alice Braga beijar o Jude Law (um assunto de extrema importância, ora pois) não abre de jeito nenhum. (Sério, eu queria ler a matéria.) Outro ponto que poderia ser pensado, mas talvez nem valha a pena trabalhar, é no redirecionamento dos links antigos para as novas seções. Exemplo: antes, para chegar ao conteúdo virtual do Caderno2, você ia para este link: http://www.estadao.com.br/arteelazer/ Aqui no meu navegador - eu uso o Firefox -, a página está completamente desfigurada. No novo site, os artigos do Caderno2 ficam neste link: http://www.estadao.com.br/cultura/ Talvez fosse melhor redirecionar aquele para este. Talvez.

Outra coisa, e isto vi agora: a página do horóscopo (não, eu não acredito, mas às vezes dou uma olhada, não posso negar) também está desfigurada, ao menos aqui no meu pc, e a esta hora, 00:14: http://www.estadao.com.br/horoscopo/cancer.shtm

Terminando minhas observações em relação ao site: senti falta de um link para visualizar o índice da edição do dia. No sábado, por exemplo, eu pude ver a lista de textos do Caderno2 por este link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100313/caderno2.htm Ontem, domingo, passei o dia inteiro tentando visualizar o índice da edição - para que, se eu comprei a versão impressa? direi mais adiante - e não consegui. Só agora há pouco foi que tive sucesso, mas ainda assim a imagem da capa do caderno não carregou (ao menos até agora, 00:17) http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100314/caderno2.htm

Na versão impressa, as mudanças principais se dão por conta de certos detalhes que passam despercebidos se você não é um leitor assíduo do jornal - como é o meu caso, já que o acompanho mais pela internet e também porque há uma dificuldade enorme para comprá-lo aqui, como dito parágrafos acima. A fonte mudou um pouco, os textos de opinião têm agora uma espécie de moldura, e as matérias e artigos mais importantes têm seus primeiros parágrafos em negrito. Além disso, algumas seções foram horizontalizadas. Ou seja: em vez de você ler um texto em duas colunas de tamanho razoável, você lê o texto em 4 ou 5 colunas de tamanho médio. No Sabático isso ficou muito bem explícito, nos textos do Sérgio Augoogle e de Silviano Santiago. Acho que há mais mudanças, mas não lembro de tudo agora.

Bom, para que eu tentei consultar o índice do Caderno2, se eu tinha comprado o jornal? Não sei por que cargas d’água, não veio nem o Caderno2 Domingo - que é o novo nome para o caderno aos domingos - e nem o Aliás. Ou seja, fiquei boiando. Como não consegui ver o Aliás no site, fiquei mais boiando ainda. (Aham-aham: isto não foi mau uso do português; é uma espécie de construção do dia a dia que usamos aqui na cidade/na Bahia/ no Nordeste.)

Como apontei mais o que não deu certo do que o que deu, talvez a impressão do post seja a de que eu não gostei das mudanças. Mas longe disso: gostei bastante, tanto que me dei o trabalho de comprar o jornal, lê-lo com alguma atenção - é complicado ler com muita atenção quando se está com os braços, ombros e pescoço doendo, como estou - e depois dedicar um post no blog sobre o assunto. A questão é que há detalhes para acertar.

O mais importante é que o maior passo foi dado. Posso estar enganado, mas acho que o Estadão é o primeiro grande jornal brasileiro a peitar, de verdade e de forma agressiva, a crise que vem atingindo os jornais em todo o mundo - e, óbvio, no Brasil. A tiragem de ontem do Estadão foi de mais de 500 mil exemplares. Pelo que me lembro, as tiragens dos outros grandes jornais não estavam chegando nem a 400 mil. É pouco provável que essa tiragem maior se torne comum a curto prazo, mas, pelo visto, o Estadão pretende, a médio prazo, aumentar tanto sua tiragem impressa quanto seu público virtual.

Que todas estas mudanças no Estadão surtam bons efeitos, e que sirvam de exemplo para os outros jornalões. Alguns parecem ter parado no tempo…

E antes que eu esqueça: neste link você pode conferir a apresentação virtual do novo Estadão, com direito a narração e tudo http://www.estadao.com.br/jornal_renovado.shtm

Atualização (às 15:43): O Pedro Doria, “editor-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado“, publicou em seu blog um texto sobre as principais dúvidas levantadas, no Twitter, sobre as mudanças no Estadão. Uma delas se refere a um dos pontos que abordei, a questão do índice da versão impressa.

Sabático e blog do Castello

Sunday, March 14th, 2010

Duas excelentes novidades para os amantes dos livros e da literatura: a primeira é que ontem foi publicado o primeiro “Sabático”, novo caderno do jornal O Estado de São Paulo, que virá nas edições de sábado. Na edição “debutante”, textos de Sérgio Augusto, Silviano Santiago (não dá pra lincar, conteúdo fechado para assinantes), matéria de Lúcia Guimarães sobre a Biblioteca de Nova York, entrevista com Umberto Eco sobre o fim do livro, conto inédito de Ronaldo Correia de Brito e mais uma cacetada de coisas. Uma estreia pra lá de excelente.

O Estadão está passando por uma grande reformulação, tanto o site quanto a versão impressa. O marco zero das mudanças é justamente hoje, domingo. Inclusive, a edição de hoje virá com um caderno especial explicando as mudanças. Se tudo der certo, compro o jornal, leio o caderno e depois comento aqui.

A segunda boa notícia literária é que o grande José Castello ganhou um blog no site do O Globo. O nome, “A literatura da poltrona“, mesmo título do livro dele publicado em 2007 - que eu tenho mas não li inteiro. E não foi por falta de vontade, é que minhas leituras têm sido pautadas mais pela necessidade que pela vontade própria. Tento unir sempre as coisas, mas muitos livros acabam ficando para trás por conta das leituras “obrigatórias” - das quais gosto muito, diga-se.

Obituário do Paralelos no O Globo

Sunday, December 27th, 2009

Ontem foi publicado, no caderno “Prosa&Verso” do jornal O Globo, o obituário da revista literária Paralelos.

O Paralelos foi, durante muitos anos, a principal revista literária brasileira. Arrisco deixar a frase assim mesmo, sem o “virtual” depois de “literária”. Porque não havia publicação impressa - nem há, e isso é uma pena - que publicasse tantos autores novos e também consagrados [CORREÇÃO: há, sim: o Cronópios]. Os textos eram diversos: contos, poemas, resenhas, depoimentos… havia de tudo. Era realmente uma publicação bastante diversificada, e sempre com muita qualidade, tanto textual quanto visual.

Tive a oportunidade de ter textos publicados no site, em 2005, e ter também participado ativamente de sua atualização e até mesmo da seleção de textos de uma das edições - a atualização era mensal. Mas eis que, meses atrás, ficamos sabendo que os arquivos do Paralelos haviam “desaparecido” do servidor no qual estavam hospedados.

Com isso, o fim do Paralelos, que já há algum tempo não era atualizada, era oficializado. Faltava, entretanto, que o organizador do site, Augusto Sales, fizesse um pronunciamento sobre o ocorrido, coisa que veio acontecer agora, no “Prosa&Verso” de ontem, com a publicação do já citado obituário.

Além da palavra final de Augusto, há também, no caderno, depoimentos de várias pessoas que participaram do Paralelos - ou em toda a sua existência ou em épocas diferentes dele. Um dos “depoentes” sou eu, e vocês podem conferir o que escrevi aqui. Outras manifestações podem ser lidas no blog Paralelos, no Globo Online, que continua sendo atualizado com relativa frequência.

***

Tentei conseguir um exemplar do O Globo de ontem aqui na cidade, mas, para a minha surpresa, há meses o jornal não chega por estas bancas - ou bandas. E aí me lembro de que, nos dias que passamos - Cassia e eu - em São Paulo, víamos bancas de revistas em quase todas as esquinas da Paulista, com jornais e revistas de diversos cantos do mundo - The Economist, Vanity Fair, El País… Enquanto que, aqui na cidade, uma cidade de médio porte, mais de 500 mil habitantes, segunda maior cidade do estado da Bahia, o O Globo sequer é recebido nas bancas de revista. É frustrante.

Entrevista sobre blogs

Sunday, December 20th, 2009

O tal formspring.me está (que, pelo que entendi, é um local no qual as pessoas podem te fazer as mais variadas perguntas - e você tem que respondê-las, claro) fazendo o maior sucesso no Twitter. Há pouco twittei que não faço um troço desses para mim porque seria vergonhoso: ninguém me perguntaria nada. Isso me fez lembrar que já respondi a umas duas ou três entrevistas por email, por conta do meu trabalho como editor-assistente do Digestivo. Se conseguir encontrar todas, vou publicá-las aqui aos poucos. Segue abaixo a primeira que encontrei, cedida a José Carlos Moutinho, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro.

1. Como o você avalia o fenômeno blog (resultante de weblog - web + log), que surgiu em 1997 e não para de crescer, chegando a ser chamada pelos pesquisadores de blogsfera. Como o você vê a importância desse espaço dentro da cibercultura e da cultural de massa em geral?

Os blogs são importantíssimos para a democratização da informação e para o desenvolvimento da mídia. Hoje existem blogueiros que são formadores de opinião - poucos, é verdade, mas existem. Eles estão à frente de muitos jornalistas e articulistas de grandes veículos e possuem uma grande influência sobre a blogosfera brasileira. Talvez a ferramenta blog seja a maior revolução que a internet nos trouxe. No Brasil, ainda não foi explorada de maneira ampla - vide o grande número de blogs sem conteúdo relevante. Mas acredito que estamos no caminho certo e que a blogosfera brasileira evoluirá muito ainda.

2. Você acredita que o “Digestivo Cultural”, dentro do que se propõe, está contribuindo para a democratização da informação, ser fonte de informação e romper as barreiras da mídia convencional?

Com certeza. O Digestivo Cultural é um site - ou uma revista eletrônica, fica a critério do leitor - que disponibiliza, gratuitamente, todos os dias, textos relevantes e de qualidade sobre literatura, cinema, música, artes… enfim, uma série de temas pertinentes, dentro do jornalismo cultural. O Digestivo tem credibilidade e independência, qualidades que poucos veículos - sejam eles impressos ou virtuais - têm, hoje, no Brasil.

3. Pela sua experiência, como você avalia a importância dos blogs no mundo contemporâneo e quais sugestões gostaria de lançar aos blogueiros e ao público em geral sobre o bom aproveitamento dessa ferramenta cibernética, notadamente quanto a qualidade da informação e respeito ao material produzido?

É mais ou menos o que disse na primeira resposta. O blog é a maior revolução que a internet proporcionou, acredito. É uma grande maravilha. Os blogueiros brasileiros - me refiro àqueles que desejam ser levados a sério, que desejam que seus blogs sejam levados a sério - só precisam aproveitar melhor todas as oportunidades que essa ferramenta oferece, e, também, entender que um blog pode, sim, influenciar pessoas. É uma vergonha termos, no Brasil, blogs nos quais o conteúdo são apenas vídeos engraçados do YouTube. Enquanto nos EUA blogueiros cobriram as eleições presidenciais de perto e se organizaram em torno da campanha de Barack Obama, aqui os blogs mais visitados estão postando e repostando vídeos bizarros. Mas, como disse, acredito na evolução da blogosfera brasileira.

Belchior “apareceu”!

Monday, August 31st, 2009

Quem viu o Fantástico ontem já sabe. Quem não viu, aí está o vídeo da matéria.

Ou seja: como eu disse, Belchior nunca esteve desaparecido. Ele foi mesmo ficar em paz no Uruguai, por motivos que só dizem respeito a ele. Ele está bem e, se tudo der certo, em breve estará nos palcos brasileiros, fazendo shows a torto e a direito.

Showrnalismo

Thursday, August 27th, 2009

Jorge Pontual entrevistou Andrew Keen, autor do livro “O culto do amador”, no programa Milênio, da GloboNews. O vídeo está logo abaixo. E abaixo dele, uma pequena entrevista feita por Keen com o próprio Pontual. Divertidíssima.

Ainda não li o livro, e fico danado comigo mesmo por causa disso, mas espero ler em breve. Estou doido para resenhá-lo.

O sumiço de Belchior

Sunday, August 23rd, 2009

Deu no Fantástico e agora todo o Brasil se pergunta: onde estará Belchior?

Segundo matéria veiculada no programa da Globo, Belchior estaria “sumido” há cerca de 1 ano - da mídia; para a família, faz cerca de 3 anos que ele “sumiu”. A mesma matéria informa que o cantor abandonou dois carros - um num estacionamento de um hotel, se não me engano, e outro num estacionamento de aeroporto. Recentemente, em setembro do ano passado, ele esteve no Programa do Jô, divulgando uma nova coletânea - “Sempre” - a qual comprei algum tempo depois de assistir ao programa. Eu já tinha uma - aquela “Millenium” -, e tenho a vontade de comprar os discos dele que já foram/estão sendo relançados em CD.

Mas enfim. O caso é que Belchior sumiu sem deixar pistas. Fiquei com a impressão de que a família sabe do paradeiro dele, ou ao menos sabe que ele está vivo e bem, mas não assumiu isso diante dos jornalistas porque respeitam a privacidade de Belchior - e estão certos, claro. Mas ao menos poderiam dizer que o homem está bem e tal. Como deve realmente estar (estou torcendo por isso).

Já falei uma vez e repito: Belchior é um dos melhores cantores e compositores brasileiros, na minha opinião. Mas, infelizmente, não tem o reconhecimento que merece.

Admiro demais o homem - vi uma entrevista dele uma vez, também no Jô, mas mais velha que esta última, falando da ida dele para o Rio de Janeiro, se não me engano, onde chegou a passar fome (ou quase isso) - e também o artista - suas músicas me emocionam bastante. Espero de verdade que ele esteja bem, e que apareça logo, fazendo shows e lançando discos, que é o que todos os fãs esperam que ele faça.

***

Na verdade, Belchior está fazendo algo que quase todo mundo tem ou já teve vontade de fazer: sumir do mapa, “tirar férias do mundo”, digamos assim. Eu mesmo, se pudesse, já teria feito isso. Porque às vezes o mundo te deixa a ponto de enlouquecer, e por mais que seja possível suportar a pressão, às vezes o preço que se paga por carregá-la é alto, e somente conhecido anos e anos depois, quando já não dá mais para recuperar o tempo que passou. Mas enfim. Belchior aparecerá em breve, imagino. E a notícia sairá primeiro no Twitter, creio.

Burrices do dia

Monday, June 22nd, 2009

Cheguei do trabalho e bastou alguns minutos para ver uma porrada de burrices por aí. Das várias que vi, elegi três para colocar aqui no blog:

- Estudantes de jornalismo protestam contra a queda do diploma. Teve grito de “Fora, Gilmar” e tal. Mas por que eles nunca saíram para protestar contra as palhaçadas que o Gilmar Dantas - digo, Gilmar Mendes - vive fazendo? Ou, melhor, por que não criaram blogs ou jornais independentes para publicar textos e matérias sobre essas palhaçadas? Parece que teve até estudante que comeu jornal. Espero que não tenham passado mal.

- Comentários ofensivos para Rubens Barrichello. A revista Época convidou leitores a enviarem perguntas que serão feitas a Rubinho. Alguns enviaram mesmo perguntas, mas o que mais se vê por lá são comentários ofensivos e idiotas. É nessas horas que dá vontade de dizer que brasileiro é uma desgraça mesmo. Mas, claro, não dá pra generalizar. Tem ainda gente boa neste país. Mas, se eu pudesse, não estava mais aqui. Estaria em Londres, vivendo com pessoas decentes e civilizadas. Na corrida de domingo, os ingleses aplaudiram Lewis Hamilton, que disputada a 14ª posição, se não me engano, com Fernando Alonso. Aqui, mesmo o cara sendo vice-líder do mundial, o povo esculhamba. É triste demais.

- Muricy Ramalho pode ir para o Palmeiras. É uma possibilidade remotíssima, tem tudo pra ser boato, mas parece que ela existe, se você pensar que tudo é possível neste mundo. Em outras palavras, Muricy treinar o Palmeiras é improvável, mas não impossível. Mas, se isso acontecer, seria excelente. Eu adoraria. Seria um tapa na cara da diretoria burra do São Paulo, que preferiu demitir um técnico competente e que, além disso, é torcedor do clube. Ou seja: AMA o time. Detalhe: o Palmeiras é o time do coração do pai do Muricy. Belíssima razão para ele ir pra lá. Sério.