Archive for the ‘Resenhas’ Category

CP Filosofia, CampiDigital e Melhores discos de 2009

Saturday, March 6th, 2010

Pessoal, está nas bancas a revista Conhecimento Prático Filosofia nº 22, Karl Marx na capa, que traz uma resenha minha dos três livrinhos que compõem a coleção “Sobre o que nos perguntam os grandes filósofos”, de Leszek Kolakowski. O texto pode ser lido no site da revista, mas quem puder comprar, é bom, né? Até porque o visual da matéria ficou bem bonitão.

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Foi publicada hoje uma entrevista comigo no site do CampiDigital, um evento que vai rolar em Salvador, no dia 20 deste mês. A conversa foi sobre minha experiência com o Digestivo Cultural e como as mídias sociais podem interferir no jornalismo feito na internet. Ficou bem legal, confiram lá!

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E foi publicado ontem, no Digestivo, meu texto sobre os melhores discos de 2009 - na minha opinião, claro. Corram pra ver!

Na Brasileiros de fevereiro

Wednesday, February 24th, 2010

Está lá, no site da Brasileiros, a resenha que fiz do livro “Três Tristes Tigres”, de Guillermo Cabrera Infante, publicada na edição deste mês, de número 31. Não sei ainda se A revista já chegou às bancas de todo o país, mas creio que em São Paulo e no Rio de Janeiro ela já possa ser encontrada. Ao menos aqui na cidade já chegou. Se não chegou ainda na sua, em breve deve chegar. E se não chegar e quiser dizer aqui que não chegou, é só avisar. Quem puder dar esse feedback, agradeço. E Quem puder comprar a revista, agradeço mais ainda. Não que eu ganhe nada com a venda dela, mas é bom saber que ainda tem gente que faz questão de comprar a revista impressa.

Atualizado às 19:42.

O imitador de vozes, de Thomas Bernhard

Monday, February 15th, 2010

Curtos, absolutamente bem escritos e em sua maioria trágicos. Assim são os contos de “O imitador de vozes“, do escritor holandês de nascença mas austríaco de criação (e, consequentemente, de escrita) Thomas Bernhard.

O leitor interessado em literatura estrangeira quase certamente já ouviu falar em outros livros de Bernhard, como “O náufrago”, “Origem” ou “Extinção”, todos editados pela Companhia das Letras. Além desses, há livros do autor editados pela Rocco, como “Perturbação” e “Árvores abatidas”, mas estes são mais difíceis de encontrar em livrarias. Com alguma sorte, é possível encontrá-los em sebos.

À primeira vista, o que mais chama a atenção em “O imitador de vozes” é a forma como ele é escrito. Pode-se dizer que a linguagem é formal, talvez até um tanto rebuscada - sem qualquer pedantismo, é bom que se diga. Algumas passagens são tão exemplarmente bem escritas que o admirador da língua pode se ver lendo duas, três, quatro vezes o mesmo trecho, de tão belo. É importante mencionar, portanto, o excelente trabalho do tradutor da edição brasileira, Sergio Tellaroli.

Aparentemente, o narrador de todos os contos é a mesma pessoa, um jornalista. Austríaco, assim como Bernhard. Como dito no primeiro parágrafo do post, a maioria dos contos é trágica, mas há em muitos deles algo de cômico ou mesmo de fantástico - ou uma mistura dos gêneros, como no conto “Pisa e Veneza”, no qual os prefeitos de ambas cidades decidem trocar, na calada da noite, a torre de Pisa pelo campanário de Veneza, mas o plano é descoberto e ambos são internados em manicômios: “naturalmente, o prefeito de Pisa no manicômio de Pisa e o prefeito de Veneza no manicômio de Veneza”. Esse conto, aliás, pode ser uma alusão aos políticos megalomaníacos que prometem - e às vezes até tentam fazer - obras impossíveis ou completamente desnecessárias.

Por mais absurdas que algumas das histórias pareçam ser, elas sempre têm alguma conexão com a realidade. O conto que dá título ao livro, por exemplo, e que pode ser lido na capa mesmo, é sobre um imitador de vozes que consegue imitar diversas pessoas. Mas ao pedirem para que ele imite sua própria voz, ele diz “que aquilo não sabia fazer”. É uma metáfora perfeita para a perda de identidade, algo que vem acontecendo com mais frequência nesses tempos do “celebritismo supersônico”, digamos assim. Depois de alcançada a fama e a fortuna, o sujeito pode se perder no meio de tanto deslumbre. Vejam o caso de Adriano, hoje atacante do Flamengo, que além dos problemas pessoais que teve enquanto estava na Itália - morte do pai e outras coisas -, aparentemente não tinha mais o que conquistar, afinal, era o “imperador da Itália”. Ficou tão desnorteado que parou por um tempo com o futebol, voltou para o Brasil, visitou amigos no morro onde foi criado e, depois de “reencontrar a alegria de viver”, foi jogar no Flamengo, seu time do coração.

Como os contos são curtos, o leitor fica tentado a ler o livro de uma vez só, mas não recomendo fazer isso. Minha sugestão, caso alguém se interesse pela obra e resolva adquiri-la, é ler um determinado número de páginas por dia, intercalando este livro com outro. É que o leitor pode “cansar” do formato das histórias. Que são excelentes e agradáveis de serem lidas, mas algumas delas requerem uma maior atenção e, como dito anteiormente, algumas releituras. Daí a necessidade de uma parada para reflexão, deixar o livro um pouco de lado, e voltar à leitura no dia seguinte ou dois dias depois. Mas, claro, é só uma sugestão.

Depois de lido “O imitador de vozes” e de ter lido um pouco sobre o autor, ficou a vontade de ler mais livros dele. Infelizmente, suas obras são um tanto caras, e no momento não poderei comprar nenhuma. Mas com certeza lerei mais livros de Thomas Bernhard. Esta primeira experiência foi muitíssimo proveitosa.

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Post relacionado:Serviço público“.

Pequenos fantasmas, de Humberto Werneck

Thursday, February 4th, 2010

Em abril de 2005 o jornalista Humberto Werneck imprimiu, em uma tiragem curtinha, de 500 exemplares, seu único livro de ficção até o momento: “Pequenos fantasmas”, de contos. O livro também é curto, tem 117 páginas. Nele, estão 10 histórias curtas que Humberto escreveu ali entre seus 20 e 20 e poucos anos. Apenas um dos contos, o último, intitulado “A invasão”, foi escrito depois dos 30, numa “brevíssima recaída”, como diz o autor.

Quase três anos depois, em fevereiro de 2008, recebi o “Pequenos fantasmas” nº 489, devidamente assinado e com dedicatória do autor. Pensei que iria cair no livro de imediato, mas não foi o que aconteceu. Na época eu estava - como sempre estou - com uma montanha de leituras pendentes, sendo uma delas do livro “Fichas de vitrola & outros contos”, de Jaime Prado Gouvêa, amigo de infância de Humberto. Pensei comigo: “não posso ler o livro do Humberto antes do livro do Jaime, seria uma grande sacanagem com o Jaime”. Então fiz um acerto comigo mesmo: só leria “Pequenos fantasmas” depois de ler “Fichas de vitrola”.

Há alguns meses não apenas li, mas resenhei o livro do Jaime e fiz uma pequena entrevista com ele - o material foi publicado no Digestivo. Era a ocasião então de encarar o livro do Humberto. Mas não foi o que aconteceu. Por uma série de fatores, não pude fazer isso. Na verdade, devo confessar, havia de minha parte um certo receio. Algo que de certa forma me fez demorar de ler o “Fichas de vitrola”. O receio de os livros não serem bons. Porque a minha expectativa era enorme, tanto para um caso quanto para o outro. Eu queria que os livros fossem bons. Quando leio livros de amigos ou pessoas que admiro e respeito, tenho essa coisas de desejar que a obra tenha muita qualidade. E aí, se ela não tem, fica aquela ponta de decepção. Além disso, há o risco de a pessoa perguntar: “o que você achou do meu livro?”. Se você não gostar e dizer que não gostou, há uma grande chance de a pessoa simplesmente deixar de falar com você, ficar ressentida, essas coisas. Falo porque sei: já aconteceu comigo.

Resultado: só vim ler o “Pequenos fantasmas” agora, há menos de uma semana. E eis que me deparo com um belo livro.

Os dois primeiros contos, “Menino no quintal” e “Vagalume”, lembram um pouco o Fernando Sabino do início de “O encontro marcado”. Eis os inícios de ambos, respectivamente: “Grudado no muro, braços envolvendo os joelhos, o olhar fincado no minuto que pingava da torneira - o menino quieto, se pensando. Horas e horas longe de tudo. O quintal o que era?”; “Os vagalumes moravam perto da noite, na beira do rio. Pelas seis horas brotavam da neblina e picotavam a sombra num vôo luminoso. O menino havia de esperar, encolhido na moita, para ter o vagalume maior de todos”.

A infância, aliás, é também tema presente no terceiro conto, “Oito anos”, no qual um garoto é acordado por sua tia no meio da madrugada. O garotinho levanta sonolento, fica sem saber o porquê de acordar àquela hora, mas aos poucos vai sendo revelado, para o leitor, o motivo. Ele, Dudu, fica sabendo depois, já perto do fim da história. O conto termina com a reação inusitada, porém sincera, do garoto.

A partir daí os protagonistas envelhecem. Em “Acontecimento de família”, um pai sofre com a vergonha de saber - não só ele, mas toda a vizinhança - que sua filha não é mais virgem; o protagonista de “O condenado” é um homem atormentado por uma culpa que o deixa refém de si mesmo e de seus medos; “Febre aos 39 graus” narra um instante na vida de um homem que, depois de anos de fidelidade à esposa, se rende à pressão dos amigos e sai para uma farra - e então se rende aos encantos de uma moça…; em “Quarta-feira” vemos um condenado - este de verdade, porque está na cadeia - não querer enxergar o óbvio: está perdendo sua esposa para outro (ou para a sua ausência); “Do terceiro andar” tem como protagonista o bedel de um colégio interno para meninas, Boaventura Mendes, que tem como prazer assistir às aulas de ginástica das garotas; a morte de um homem e seus desdobramentos - velório, enterro e tudo o que eles acarretam - é o mote de “O doloroso dever”, penúltimo conto do livro; que termina com o fantástico em todos os sentidos “A invasão”, cujo enredo é o seguinte: depois de passar anos morando em hotéis, um homem decide, depois de aposentar-se, ir morar em uma casa. Ao começar a mobiliá-la, coisas estranhas acontecem, como ele receber móveis exatamente iguais aos que desejava e que iria pedir, mas sem tê-los encomendado.

Escritos de maneira peculiar, um tanto quanto rebuscada, mas não muito, e sem pedantismo, os contos de “Pequenos fantasmas” têm uma doçura, uma leveza e um amargor indeléveis e inconfundíveis. Quem conhece os livros, as matérias e as crônicas de Humberto Werneck percebe que ali pelos seus 20 e poucos anos ele já possuía o que muitos autores levam uma vida inteira procurando e não encontram: estilo.

Na nota introdutória ao livro, Humberto explica que seu título seria “Primeiros movimentos”, caso não tivesse o autor retirado seu original da fila de publicação da Imprensa Publicações, órgão do governo de Minas Gerais também responsável pela edição do Suplemento Literário de Minas Gerais, onde Humberto trabalhou durante algum tempo (importante dizer que um dos maiores incentivadores de Humberto foi ninguém mais ninguém menos que o escritor Murilo Rubião). Mas um livro pronto e não publicado incomoda - talvez seja esse o maior tormento de um escritor, maior ainda que o de querer escrever uma obra e não conseguir. Na introdução, Humberto diz: “A passagem dos anos não atenuou a desconfortável sensação de que, tendo escrito, faltara completar o gesto, publicando aqueles contos de juventude, até como forma de livrar-se deles - para evitar que, na gaveta, ou mesmo rasgados, virassem fantasmas, pequenos fantasmas.”.

É bem provável que, hoje, as 500 cópias de “Pequenos fantasmas” estejam devidamente bem guardadas pelos seus 500 (ou 499, caso o autor tenha ficado com uma delas) leitores. É envaidecedor poder dizer que sou um dos felizardos, e certamente assim pensam todos os que foram agraciados com esta honraria, a de ter um exemplar desta pequena joia literária. Mas é um tanto frustrante saber que esses contos não serão lidos por um público maior, que este pequeno grande livro - acho que já usei esta expressão em alguma outra resenha, mas enfim - não poderá ser encontrado em livrarias. Fica aqui publicamente expresso meu desejo de que Humberto Werneck solte mais de seus fantasmas por aí - se ele assim o desejar, claro. E, caso isso aconteça, não se assustem: o único assombrado por esses fantasmas era o autor.

Eu na Brasileiros de janeiro

Wednesday, January 13th, 2010

Já pode ser lida no site da revista Brasileiros a minha resenha do romanção “Vidas Novas”, de Ingo Schulze, que figura na edição deste mês de janeiro - cuja capa está uma beleza de tão linda. Hoje estou passando aqui apenas para deixar o link para o texto; amanhã pretendo postar aqui uma espécie de “making of” dele, por sugestão de Cassia, já que esta resenha, nas palavras dela, foi escrita “em circunstâncias inimagináveis”

Resenha de Um guarda-sol na noite e outros contos

Monday, January 11th, 2010

Se criticar obras de escritores consagrados pode ser perigoso, imagine então escrever sobre livros de autores iniciantes. É arriscado, até mesmo para críticos experientes. Não apenas por conta de ser alto o risco de se cometer um erro de “julgamento” – tanto para o elogio quanto para a crítica, mas também porque nunca se sabe qual será a reação do autor no caso de uma resenha não elogiosa. Em outubro do ano passado, no Fórum das Letras de Ouro Preto, o escritor e crítico literário José Castello contou talvez a situação mais estressante que já viveu por conta de uma resenha. O autor do livro resenhado – e que nem foi tão criticado, segundo Castello, que disse apenas ter apontado outros caminhos, melhorias que poderiam ser feitas – chegou ao ponto de telefonar várias vezes para o crítico, dizendo até que cometeria suicídio, pois sua resenha “acabara com a obra” – a quem interessar possa: até onde se sabe, disse Castello, o indivíduo não se matou.

Esse aí é o início da resenha que escrevi do livro “Um guarda-sol na noite e outros contos”, de Luiz Filipe Varella, e que foi publicada no Amálgama. Para ler o restante, é só clicar aqui.

O Seminarista, de Rubem Fonseca

Sunday, January 3rd, 2010

Dos últimos livros de Rubem Fonseca, me recusei a ler “Ela e outras mulheres” inteiro, por conta de até meus contos serem melhores que os publicados nele (não, isso não é grande coisa), e sequer comprei “O romance morreu”, depois de folheá-lo na livraria e ler uns dois ou três absurdos intragáveis. Dele eu tinha lido, há vários e vários anos, alguns contos, e, um pouco depois, “Diário de um fescenino”, romance que me agradou bastante, se bem me lembro.

Mas nunca fui e não sou fã de Rubem Fonseca. Talvez porque não tivera o devido contato com suas obras mais “antigas”, elogiadíssimas por muita gente. Tenho por ele bastante respeito e admiração, mas dizer que gosto de seus livros ou que sou seu leitor, não digo, porque estaria mentindo.

Acontece que fui obrigado a acompanhar todo aquele barulho em torno de sua saída da Companhia das Letras e a disputa entre as editoras por suas obras. Como se sabe - e, se você não sabia, fica sabendo agora -, o grupo Ediouro, através da editora Agir, agora é detentora do catálogo de Rubem Fonseca, e está reeditando todos os seus livros anteriormente publicados, além de editar os eventuais inéditos que o autor carioca nascido em Minas Gerais vier a escrever.

O primeiro inédito é um romance, “O Seminarista“, que li nos últimos dias. A história não se passa num seminário e nada tem de religiosa. O protagonista é um assassino profissional e o livro leva esse título porque o pistoleiro passou alguns anos num seminário.

Confesso que não li o romance com a atenção que dispensaria a uma obra de Dostoiévski, por exemplo. Ou com o cuidado de quem vai resenhar o livro. Não fiz anotações a respeito da obra e só marquei, com post-its, algumas páginas já no final do romance, para destacar o ridículo delas, se necessário.

Sim, o ridículo delas. Porque “O Seminarista” não é um grande livro. É um romancezinho mais ou menos, divertido de ler, mas com muita coisa que poderia ser melhorada ou mesmo eliminada. Há alguns diálogos que são improváveis - para não dizer impossíveis; mas como eu não acredito no impossível… -, há algumas cenas completamente descartáveis - como uma descrição de receita de bacalhau -, e há trechos de uma breguice constrangedora, quando o assassino inventa de falar sobre sua amada Kirsten, mulher que conhece depois de se “aposentar”.

Ah, sim, esqueci de fazer um resumo do romance: o Especialista, codinome do protagonista, começa descrevendo alguns assassinatos que cometeu - nas primeiras páginas, bem divertidas, aliás -, e depois comunica ao Despachante - personagem que lhe informa quem será morto e faz o pagamento do serviço - que irá se aposentar.

O livro começa assim:

“Sou conhecido como o Especialista, contratado para serviços específicos. O Despachante diz quem é o freguês, me dá as coordenadas e eu faço o serviço. Antes de entrar no que interessa - Kirsten, Ziff, D.S., Sangue de Boi - eu vou contar como foram alguns dos meus serviços.”

Simples, direto, sem meias palavras. E assim é todo o livro, excetuando-se os deslizes já mencionados parágrafos acima - as citações em latim que o protagonista dispara por todo o romance, das quais muita gente por aí reclamou, até que não são enfadonhas.

O Especialista resolve se aposentar e, pouco depois de fazê-lo, conhece Kirsten, por quem se apaixona. Depois de um curto período de tranquilidade, problemas começam a surgir. O Despachante envia uma mulher para matá-lo e, a partir daí, seu mundo começa a ruir. Ele precisa, além de voltar a matar pessoas - desta vez sem receber nada por isso -, a começar pela tal assassina e pelo próprio Despachante, fazer as vezes de investigador, para descobrir quem está tramando contra ele.

Essa investigação toda é que prende o leitor ao romance. Alguns detalhes, como o fato de o Despachante reaparecer vivo, não acrescentam nada ao livro, e poderiam ser facilmente jogados no lixo. Mas a verdade é que, nem mesmo as pedras que Rubem Fonseca coloca ao longo do romance fazem o leitor abandonar “O Seminarista”. Porque o protagonista é tão desbocado e tão divertido que vamos ignorando os deslizes do autor e seguimos lendo, até porque, com o passar das páginas, a curiosidade para saber o fim da história vai aumentando.

É uma pena que, somente a algumas páginas do final, aconteça algo que chega a deixar o leitor boquiaberto, com o coração aos pulos. Se o ocorrido tivesse acontecido no meio do romance, por exemplo, e a investigação do Especialista se intensificasse a partir daí, talvez o livro fosse bem melhor.

Mas enfim. No fim das contas, “O Seminarista” não é um livro ruim. É um romance razoável, divertido, com algumas passagens ruins. Além disso, para mim foi uma leitura bastante útil: serviu para arejar a mente depois de uma série de leituras densas e exigentes. E também para retomar o contato com a obra de Fonseca. É muito provável que agora, com as reedições de seus livros pela Agir, eu passe a lê-lo mais e melhor. Só espero não me decepcionar.

Humberto Werneck no Programa do Jô

Thursday, November 19th, 2009

Ontem o jornalista e escritor Humberto Werneck - com quem tive a honra de tomar dois cafés da manhã recentemente, em Ouro Preto - foi um dos entrevistados do Programa do Jô. Autor de “O santo sujo - A vida de Jayme Ovalle“, “O desatino da rapaziada”, entre outros, Humberto foi divulgar sua obra mais recente, “O Pai dos burros - Dicionário de lugares-comuns e frases feitas“. Quem não viu a conversa, que foi muito divertida, pode ver abaixo.

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Mais: Prefácio de “O Pai dos burros”.

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E está nas bancas a revista Conhecimento Prático Literatura nº 26, que vem com uma matéria minha sobre o livro “Olho por olho“, de Lucas Figueiredo, uma das obras mais importantes publicadas este ano, sem dúvida alguma. Nela, um pouco sobre o livro e uma entrevista com o autor. Corram para a banca!

A resistência, de Ernesto Sabato

Tuesday, September 15th, 2009

Resenha do livro “A resistência”, de Ernesto Sabato, no Digestivo.

E no O Leitor, republiquei minha resenha de “Como a picaretagem conquistou o mundo”.

Enjoy!

Resenha de “As sementes de Flowerville”

Saturday, September 12th, 2009

Republiquei, no O Leitor, a resenha que escrevi, em 2006, do livro “As sementes de Flowerville”, de Sérgio Rodrigues. Nos próximos dias pretendo movimentar mais o outro blog.